31 de Maio – Dia Mundial Sem Tabaco

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Dia 31 de maio comemora-se o Dia Mundial sem Tabaco. A equipe de CPG apoia a campanha por compartilhar das ideias em relação aos malefícios causados pelo tabagismo e aproveita o momento para relembrar o trabalho realizado com os alunos em relação à prevenção ao uso de drogas, inclusive o tabaco.

O Dia Mundial sem Tabaco é promovido desde 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma forma de alerta em relação às mortes e doenças evitáveis derivadas do tabagismo – já que ele é considerado, pela própria OMS, a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), responsável pela divulgação do Dia Mundial sem Tabaco no Brasil, o tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano, sendo que 600 mil dessas mortes são de fumantes passivos. Estima-se que, se nada for feito, em 2030, o número de mortes por ano passará para 8 milhões.

Todos os anos, a campanha de 31 de maio conta com um tema norteador da discussão. Neste ano de 2017, o tema escolhido é “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a epidemia do tabagismo é a maior ameaça à saúde pública que o mundo enfrenta. No Brasil, um estudo de 2011 sobre o impacto econômico do tabagismo no SUS, mostrou que, naquele ano, gastou-se R$23 bilhões com o tratamento de algumas das doenças relacionadas ao tabagismo – entre elas, as cardiovasculares (infarto, angina), câncer e doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). Com o objetivo de trazer um panorama mais atualizado e completo a respeito do mesmo tema, uma das atividades previstas para o Dia Mundial sem Tabaco é a divulgação de uma pesquisa mais recente em relação ao impacto econômico do tabagismo no Brasil, considerando agora dados que não haviam sido contemplados anteriormente, como os custos indiretos derivados do tabaco (absenteísmo, perda de produtividade, gastos da família, entre outros).

Todavia, os danos provocados pelo tabaco ao desenvolvimento do país não estão restritos à esfera do consumidor, mas estendem-se também à sua cadeia produtiva – e geram graves consequências ambientais, sanitárias e sociais, principalmente no meio agrícola. Um exemplo bastante preocupante dessas consequências sociais é a violação de direitos humanos, uma vez que são recebidas constantes denúncias relativas ao trabalho infantil nas lavouras de tabaco, bem como sobre a incidência de doenças derivadas do trabalho nas lavouras. Entre elas, estão as doenças decorrentes do contato direto com agrotóxicos (como neurites crônicas incapacitantes e depressão tão intensa que pode levar ao suicídio) e com a própria folha do tabaco que pode gerar uma intoxicação aguda devido à nicotina absorvida pela pele.

No âmbito global, a campanha tem, este ano, os objetivos de dar visibilidade à ideia de que o tabagismo representa um entrave para o desenvolvimento sustentável de uma nação, apoiar os estados-membros e a sociedade civil no combate às interferências da indústria do tabaco em processos políticos que procuram reduzir o tabagismo, demonstrar como os indivíduos podem contribuir para gerar um mundo sustentável e livre de tabaco, entre outros.

Mostra-se fundamental a inserção da discussão do Dia Mundial sem Tabaco no ambiente escolar pois, segundo a OMS, o tabagismo é uma doença pediátrica, uma vez que a maioria dos fumantes se torna dependente até os 19 anos. Por isso, consideramos essencial o trabalho que realizamos em relação à prevenção às drogas. O trabalho de doutrinação já não funciona mais com o adolescente do século XXI, questionador e insaciável. Assim, considerando o perfil dos jovens que temos hoje na escola, adaptamos o trabalho de prevenção, buscando maneiras mais efetivas de atingi-los. Além da informação, oferecemos aos adolescentes um espaço de discussão e acolhimento para que eles se envolvam de maneira genuína e interessada com o trabalho de prevenção, nos permitindo acessá-los – e não criando mais barreiras ou tabus acerca do tema.

O Dia Mundial sem Tabaco insere-se nesse contexto, portanto, como uma oportunidade de resgatar o tema num momento em que ele está sendo tratado em escala global, abrindo espaço para discussão e conscientização. Somente por meio da reflexão e do envolvimento, é possível o desenvolvimento e o exercício de autonomia, alcançando, assim, uma vida sem tabaco, sem drogas e com mais liberdade.

Série “13 reasons why” é tema em palestra para pais.

Diante das polêmicas geradas em torno da série da Netflix 13 reasons why, a coordenadoria de CPG, Estela Zanini, organizou uma palestra para pais de alunos dos 8.os e 9.os anos para, junto a psicóloga Renata Tabith, discutir e pensar de forma saudável os temas levantados pela série.

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“13 reasons why” trata do suicídio da adolescente Hanna Baker que, antes de cometer o ato, grava 13 fitas explicando os motivos que a levaram a acabar com a própria vida. Além disso, assuntos como estupro, bullying, abuso sexual, falta de diálogo e desrespeito ao gênero também são abordados na série.

psicóloga Renata Tabith

psicóloga Renata Tabith

Na palestra, a psicóloga Renata Tabith associou muitos momentos do dia-a-dia, tanto dos pais quantos dos adolescentes, com cenas da trama. Dessa forma, a discussão girou em torno da forma como os pais podem se aproximar, dialogar e ajudar os filhos a passar por problemas e inseguranças típicas da idade.

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“O intuito da palestra era gerar um movimento de educação e promoção do diálogo. Isso porque a melhor forma de acompanhar o que está acontecendo na vida dos estudantes é mantendo uma escuta sempre ativa e estar sempre disponível para uma conversa”, explicou a Coordenadora de CPG, Maria Estela Benedetti Zanini.

“A reunião nos mostrou os pontos positivos a serem valorizados no diálogo entre pais e filhos e consolidou uma relação com o Colégio de aconchego e confiança na criação de seres humanos tão especiais para nós. É muito importante que a escola e os pais se unam para refletir e colaborar com o crescimento dos nossos filhos”,  acredita Luciana Ázar Abdou, mãe do aluno do 9.o.ano Rodrigo Ázar Abdou, que acompanhou a palestra.

Para saber mais sobre os assuntos levantados na série, confira o texto publicado no blog de CPG 13 Reasons Why – algumas reflexões.

Melhor não fumar nunca – Jairo Bouer

O artigo do Dr. Jairo Bouer saiu no Estadão do dia 7 de maio.
A imagem é da campanha contra o tabagismo da Cancer Patients Aid Association (CPAA) da India

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Melhor não fumar nunca

Um novo estudo sugere que fumar um ou outro cigarro socialmente pode ser tão ruim para a saúde do coração quanto acabar com um maço todos os dias

Jairo Bouer – O Estado de São Paulo 07/05/2017

Um novo estudo sugere que fumar um ou outro cigarro socialmente pode ser tão ruim para a saúde do coração quanto acabar com um maço todos os dias. Mesmo o uso eventual elevaria os níveis da pressão arterial e colesterol e exporia a pessoa a maior risco de enfartes e AVCs (derrames). O trabalho da Universidade Estadual de Ohio (EUA) avaliou 40 mil participantes e apontou que 75%, tanto dos fumantes habituais como dos ocasionais, têm pressão arterial elevada. Metade dos consumidores dos dois grupos tem também taxas mais altas de colesterol. Os dados foram publicados no American Journal of Health Promotion e divulgados pelo jornal britânico Daily Mail.

Ao todo, 17% das pessoas avaliadas eram fumantes habituais. Outros 10% consumiam cigarros eventualmente e não se enxergavam como fumantes. A maioria é de homens abaixo dos 40 anos, que usam cigarros em algumas situações sociais, mas não apresentam sinais de dependência. Para os pesquisadores, o ideal seria não fumar nunca!

Bom lembrar que a pressão arterial elevada e as taxas altas de colesterol contribuem de forma importante para a instalação das doenças cardiovasculares, principal causa de morte de homens e mulheres em todo mundo.

Gene mais fraco. Outro estudo divulgado na última semana sugere que os fumantes correm maior risco de ter uma obstrução arterial porque o tabaco “enfraquece” um gene que protegeria os vasos sanguíneos.

Em artigo publicado na revista Circulation e divulgado pela agência de notícias AFP, investigadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) sugerem uma base genética para a formação das placas que causam o endurecimento das paredes das artérias e podem levar à obstrução da passagem de sangue, origem de enfartes e derrames. Foram avaliados dados de 140 mil pessoas, com foco nas regiões do genoma sabidamente associadas com alto risco de acúmulo de placas nas artérias.

Para os pesquisadores, uma pequena variação em um gene do cromossomo 15, relacionado a uma enzima produzida nos vasos sanguíneos, reduziria o risco de obstrução das artérias em não fumantes. Já entre os fumantes esse efeito protetor seria reduzido pela metade, demonstrando a influência de um fator ambiental (cigarro) sobre o “trabalho” dos nossos genes.

Ainda um grande vilão. 

No início de abril, um estudo da Fundação Bill & Melinda Gates e da Bloomberg Philanthropies mostrou que, ainda hoje, uma em cada dez mortes do mundo acontece por causa do cigarro. Metade dessas mortes é em quatro países: China, Índia, EUA e Rússia. Pelo relatório, o Brasil é considerado um caso de sucesso por ter conseguido reduzir em 25 anos as taxas de fumantes de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre as mulheres. Os dados são da BBC Brasil. A queda expressiva é resultado da combinação de leis mais duras, impostos mais altos e ações educativas (como campanhas de esclarecimento e avisos sobre riscos do fumo nos maços). Mesmo assim, ainda são mais de 18 milhões de fumantes no País.

Na contramão desse avanço, a empresa Souza Cruz ingressou com uma ação na Justiça pedindo o fim das mensagens de advertência na parte frontal das embalagens, conforme noticiou o Estado.

Em um momento em que boa parte do mundo caminha para maços cada vez menos atrativos para os consumidores (neutros, sem cores, sem marcas estampadas, com grandes avisos sobre os riscos), é um absoluto retrocesso que se reveja essa medida que obriga as mensagens de advertência na frente do maço. Importante que a sociedade e os órgãos competentes, como a Anvisa, se articulem para barrar mais essa ação da indústria do tabaco, que vai contra tudo que se conseguiu em décadas de trabalho de prevenção.

13 Reasons Why – algumas reflexões

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13 Reasons Why é uma série de televisão americana, que vem causando muita polêmica entre os que a assistiram e os que não a viram (pelo menos inteira). É baseada no livro de 2007, de Jay Asher, e adaptado por Brian Yorkey para a Netflix.

A história acompanha Clay Jensen que, ao voltar da escola, encontra uma caixa misteriosa com seu nome na porta de casa. Dentro dela, encontram-se fitas-cassetes gravadas por Hanna Baker – sua colega de classe e paixão secreta – que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, Hanna explica as treze razões que a levaram à decisão de acabar com a própria vida.

Aparentemente toda polêmica gira em torno do fato central que ancora a narrativa: o suicídio de Hanna, cujos motivos dão forma aos episódios, já que cada um seria uma das 13 razões (na verdade pessoas) para justificar o desfecho conhecido logo no início. No entanto há diversos outros temas que merecem atenção e que estão sendo colocados de lado nas conversas e nos posts na internet.

Alguns críticos chegaram ao extremo de recomendar que a série original do Netflix não fosse assistida pelo perigo que representa. Como se a “proibição” impedisse seu sucesso. Pelo contrário, parece ter efeito de aumentar a curiosidade. É preciso refletir que, por trás desse ponto de vista pode residir a crença de que a ficção incitaria ao suicídio na vida real. Mas há os que afirmam exatamente o contrário: a série teria contribuído para a prevenção do número de suicídios entre os jovens. Segundo o CVV, desde a estreia da série, os pedidos de ajuda ou de conversa enviados por e-mail aumentaram em mais de 100%.

O perigo é se apoiar numa crença de que a exposição de um tema difícil, penoso, na ficção ou mesmo numa aula, tenha poder de influência tão imediato e devastador. A mesma crença de que um filme sobre drogas pode induzir ao consumo, ou a educação sexual na escola pode despertar precocemente a sexualidade, ou levar à promiscuidade. Em nossa opinião, a história de Hanna não é uma apologia ao suicídio como insinuam alguns, mas a história de uma personagem vítima de uma série de sofrimentos que a levam à morte prematura. As próprias razões que Hanna apresenta são apenas a sua versão dos fatos, ora colocada como mentira, ora como distorção da realidade. Os personagens, incluindo Hanna são apresentados em sua dimensão humana, cheios de dúvidas, incertezas e inseguranças.

A série toca neste tema (o suicídio) e em outros espinhosos, como a falta de diálogo, o bullying, o abuso sexual, o desrespeito ao gênero, o estupro, os quais devem ser enfrentados com coragem por pais e educadores que desejam compreender melhor os adolescentes, para poder ajudá-los a enfrentar seus conflitos e sofrimentos. Não nos cabe aqui recomendar ou repudiar a série, que os adolescentes já estão vendo e discutindo, mas enfrentar sem medo os temas que já estão no mundo real.

A série apresenta com honestidade a dinâmica perversa da vida social dos jovens, em particular na escola, onde deveriam estar mais protegidos e nos leva a refletir sobre a importância de basear as relações entre as pessoas em valores como respeito, solidariedade e empatia.

A equipe de CPG do colégio Bandeirantes, há anos vem trabalhando na promoção do desenvolvimento de relações mais saudáveis na escola por meio de estratégias de aula que propiciam a discussão de dilemas éticos e de dinâmicas que estimulam a reflexão e a vivência de valores universais como justiça e respeito. Além disso, o colégio conta com assessoria da Dra. Telma Vinha (UNICAMP) e da Dra. Luciene Tognetta (UNESP) na formação de professores para o trabalho de ética e desenvolvimento moral e na implantação das rodas de diálogo entre alunos.

Para finalizar, lembramos que 13 Reasons Why é indicada para maiores de dezesseis anos. Se crianças e adolescentes mais novos desconsiderarem essa recomendação, o ideal é que assistam à série na companhia dos pais ou responsáveis, com quem possam dialogar e expressar seus medos e angústias diante de cenas fortes, que podem causar desconforto ou serem mal-entendidas.

Equipes de CPG e OE

https://www.somoscontraobullying.org/13-reasons-why

 

 

Band participa de seminário sobre convivência ética

Para discutir diferentes pesquisas e apresentar práticas sobre questões de convivência em escolas, o Bandeirantes foi convidado para participar do “Seminário Internacional: em busca da qualidade do clima e da convivência ética na escola 2017”.  O evento aconteceu nos dias 9 e 10 de março na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Professores, coordenadores, orientadores e alunos do Colégio estiveram presentes nas mais diversas palestras e conferências.

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Dentro do evento, quatorze integrantes das Equipes de Ajuda e a Orientadora Educacional do 9o ano, Marina Schwarz, participaram do “1o encontro nacional das Equipes de Ajuda”. Partindo do tema “o que muda quando somos da Equipe de Ajuda?”, os alunos comentaram a respeito de algumas das resistências que enfrentam diariamente e como fazem para aprimorar as relações entre os colegas.

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“Na minha concepção, o mais interessante é que os alunos deixam claro que não é preciso ser da Equipe de Ajuda para que você se solidarize e transforme a escola em um ambiente mais harmônico e amistoso”, comentou Marina.

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A Coordenadora de CPG (Convivência em Processo de Grupo), Maria Estela Zanini, participou de uma mesa redonda com a apresentação do tema “A implantação das rodas de diálogo no Colégio Bandeirantes: o desafio de uma proposta”. “Ouvir como outras escolas estão iniciando o trabalho com as rodas de diálogo e trocar experiências com os educadores presentes foi muito importante para pensarmos em melhorar cada vez mais o trabalho desenvolvido no Band”, ressaltou a coordenadora.

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Carolina Marques, Orientadora Educacional dos oitavos anos acompanhou, como colaboradora, o professor de Harvard Robert L. Selman, orientador do seu doutorado em Harvard. A sua apresentação no Seminário foi sobre como as histórias de ficção (contadas através de livros) e suas adaptações cinematográficas (de Hollywood) podem ser utilizadas para educar os jovens ética e moralmente.

Marília Pelissari, professora de Espanhol, também compareceu ao evento que contou com a palestra do idealizador da metodologia das Equipes de Ajuda, José Avilés. Em sua apresentação, mostrou alguns dos depoimentos sobre as atuações dessas equipes na Espanha.

Além disso, representantes da GEPEM – Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral, da Unesp e Unicamp, ensinaram algumas técnicas de linguagem descritiva, com o objetivo de auxiliar os alunos durante as abordagens. A especialista em Direito Digital e parceira do Bandeirantes, Cristina Sleiman, ainda comentou a respeito das complicações jurídicas que o bullying e cyberbullying podem causar ao agressor.

Maconha e cigarro cedo – Jairo Bouer

Maconha e cigarro cedo

Quem usa a droga antes dos 14 tem pior performance em testes cognitivos na vida adulta

Foto: Mark Blinch/Reuters –

Estatísticas recentes revelam que o consumo de maconha entre os jovens tem aumentado em boa parte do mundo ocidental

O primeiro trabalho mostra que adolescentes que iniciam o consumo de maconha antes dos 14 anos têm pior performance em testes cognitivos quando atingem o início da vida adulta, aos 20. Eles também apresentam pior memória de curto prazo e maior probabilidade de abandonar a escola. Em contrapartida, os jovens que entram em contato com maconha a partir dos 17 anos não apresentaram essas alterações.

Estatísticas recentes revelam que o consumo de maconha entre os jovens tem aumentado em boa parte do mundo ocidental. Um terço deles teria a primeira experiência com a droga antes dos 15. Mesmo nos países que legalizaram a maconha, ela é proibida antes dos 18, da mesma forma que o cigarro.

Os pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, acompanharam cerca de 300 garotos entre os 13 e os 20 anos. Desses, 43% experimentaram maconha em algum ponto da vida, a maioria apenas algumas vezes ao ano. Para os especialistas, as dificuldades cognitivas podem estar associadas tanto aos efeitos da droga como a mecanismo sociais, uma vez que, abandonando a escola ou tendo mais dificuldade para aprender, os jovens perderiam oportunidades de desenvolver toda sua capacidade intelectual. As informações foram divulgadas pelo jornal britânico Daily Mail.

Os cientistas lembram que é importante trabalhar dentro de uma perspectiva realista, ou seja, de que muitos jovens vão entrar em contato com maconha em algum ponto da vida, e que uma minoria terá problemas concretos. A atenção deve ser maior com aqueles que usam com maior frequência, em maior quantidade e com os que começam muito cedo. Na pesquisa, os que começaram aos 17 tiveram desempenho cognitivo semelhante ao dos que nunca experimentaram a droga.

O que vale para outras drogas também vale, provavelmente, para maconha. A fase antes dos 15 é muito importante para a formação da rede de neurônios, que vai determinar nossa capacidade intelectual. Nesse sentido, eventuais impactos negativos da droga no sistema nervoso central podem ser mais “poderosos” nesse momento.

Além disso, essa é uma fase crucial (tanto do ponto de vista biológico como emocional) para a determinação do padrão de uso da droga, que pode ser eventual ou frequente – neste caso, com maior risco de abuso. Não é à toa, por exemplo, que quase 90% dos fumantes de cigarro na vida adulta começaram antes dos 15 anos. 

Adolescentes grávidas.

Por falar em cigarro, nova pesquisa divulgada nos EUA revela aumento de 19% no número de adolescentes grávidas que fumam. Para os cientistas, a causa seria a maior regulação na venda de cigarros eletrônicos antes dos 18 anos. Sem alternativas para “largar” o cigarro tradicional, as garotas continuariam a fumar mesmo durante a gestação.

Em geral, ao engravidar, mulheres adultas e adolescentes tentam abandonar o cigarro. Mas, desde 2010, a tendência de aumento no número de garotas fumantes tem se intensificado, o que coincide com o maior controle na venda dos dispositivos alternativos de liberação de nicotina.

Os pesquisadores das universidades americanas de Princeton e de Cornell revisaram dados de 550 mil nascimentos fornecidos pelo Centro Nacional de Estatísticas em Saúde (NCHS) e informações dos Centros de Controle de Doenças (CDC) sobre as leis regulando a venda dos dispositivos eletrônicos.

Apesar de polêmicos, uma vez que ainda não estão claros os efeitos negativos dos cigarros eletrônicos para a saúde e para a gravidez, trabalhos sugerem que eles podem ser menos nocivos do que os cigarros tradicionais. É bom lembrar que nos últimos anos houve um aumento expressivo no uso dessas fontes alternativas de nicotina, principalmente entre os mais novos: 9 milhões de americanos e 2,5 milhões de britânicos já usam os dispositivos eletrônicos. Em 2014, eles ultrapassaram o número de usuários de cigarro tradicional nesses países. As informações são também do jornal Daily Mail. No Brasil, esse uso é ainda bem mais modesto.

*JAIRO BOUER É PSIQUIATRA

Álcool na adolescência afeta, sim, o desenvolvimento cerebral.

Saiu no site de Veja.com último dia 5 de dezembro.

Álcool na adolescência afeta, sim, o desenvolvimento cerebral.

Um novo estudo sugere que abusar do álcool na adolescência pode afetar a memória, a tomada de decisões e o autocontrole. Algumas mudanças são irreversíveis.

A ingestão de bebida alcoólica na adolescência pode prejudicar o desenvolvimento cerebral. De acordo com um estudo recém-publicado no periódico científico Addiction, adolescentes que bebem em excesso tendem a ter menos massa cinzenta no cérebro, estrutura responsável por funções como memoria, tomada de decisões e autocontrole.

No estudo, pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental, na Finlândia, acompanharam 62 jovens durante dois anos. Nesse período, eles responderam questionários que incluíam questões sobre o consumo de bebida alcoólica.

Todos os voluntários haviam participado de um estudo finlandês sobre o bem-estar do jovem e haviam relatado seu consumo alcoólico durante a adolescência – aos 13 e aos 18 anos.

Os resultados mostraram que 35 deles abusavam do álcool – bebiam pelo menos quatro vezes por semana ou bebiam muito, com menor frequência – na adolescência. Os demais foram considerados bebedores moderados.

Exames de escaneamento cerebral mostraram que os jovens que abusaram do álcool tinham menores volumes de massa cinzenta, em comparação com aqueles que bebiam moderadamente.

“O uso de substâncias está conectado com a exclusão social, problemas de saúde mental e baixa escolaridade. Mudanças na estrutura do cérebro pode ser um dos fatores que contribuem para os problemas sociais e mentais entre os indivíduos que usam substâncias”, disse Noora Heikkinen, líder do estudo.

De acordo com Samantha Brooks, professora da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e que não esteve envolvida no estudo, a seção frontal do cérebro, que desempenha um importante papel na tomada de decisões, continua se desenvolvendo até os 20 e poucos anos.

Essa região foi bastante afetada pela perda de massa cinzenta no cérebro das pessoas que abusavam do álcool. Embora nenhum dos participantes tenha demonstrado sintomas de depressão e as taxas de problemas como ansiedade, desordens de personalidade e uso de drogas fossem similares entre os dois grupos, os bebedores compulsivos tinham mais tendência a fumar.

Samantha explica que, durante esse período, os adolescentes estão mais aptos a terem problemas com o abuso de substâncias, já que estão em uma “janela de vulnerabilidade”.

Felizmente, segundo Noora, parar a ingestão de álcool a tempo pode aumentar o volume de massa cinzenta. “Entretanto, quando o uso for continuado por um longo período, algumas mudanças estruturais se tornam irreversíveis.”, afirmou.

Apesar dos resultados, como esse foi apenas um estudo observacional, os pesquisadores não podem afirmar se é o excesso de bebida que danifica o desenvolvimento cerebral ou se pessoas com menos massa cinzenta – por fatores genéticos ou outras causas – têm maior probabilidade de abusar do álcool.

Pais participam de reunião sobre Bullying

Pais dos alunos de 6.os e 8.os anos, interessados em conhecer o trabalho de prevenção ao bullying, cyberbullying e formação das equipes de ajuda do Band, foram convidados a participar de uma reunião na biblioteca do Colégio, que contou com a presença de especialistas e orientadores educacionais.

Professora Luciene Tognetta

Professora Luciene Tognetta

A professora da Unesp, Luciene Tognetta, apresentou o trabalho de formação das equipes de ajuda, como uma das propostas que contribui para a prevenção ao bullying e cyberbullying. Os alunos que formam as equipes de ajuda foram escolhidos pelos colegas de classe, a partir do critério da confiança, e passaram por um processo de capacitação a fim de aprender algumas estratégias para tratar questões de convivência no espaço escolar. Esse modelo já é bastante utilizado na Espanha. Além disso, Luciene também falou sobre as relações familiares e como elas contribuem para o desenvolvimento de uma criança que se torne ator/vítima de agressões ou que tenha um comportamento mais respeitoso e assertivo.

Dr.a Cristina Sleiman

Dr.a Cristina Sleiman

A advogada, especialista em direito digital, Cristina Sleiman, trouxe ao diálogo aspectos legais do bullying e cyberbullying e apresentou o trabalho de ética e cidadania digital desenvolvido no Bandeirantes, em parceria com o curso de CPG.

Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini.

Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini

“Os pais teceram muitos comentários positivos ao final das reuniões. É importante que eles saibam que valorizamos a convivência ética e respeitosa e trabalhamos em prol de relações saudáveis”, contou a coordenadora de CPG (Convivência em Processo de Grupo), Maria Estela Zanini.

Orientadora Educacional, Vera Malato

Orientadora Educacional, Vera Malato

“Esta iniciativa do Band foi maravilhosa, pois é extremamente importante que os pais compreendam a complexidade das intimidações e agressões. As profissionais foram muito esclarecedoras em todas os pontos que foram expostos.”, finalizou Erica Maria de Antônio, mãe da aluna Beatriz de Antônio, do 8.o ano.

Equipes de Ajuda ajudam na convivência no espaço escolar

Alunos dos 6.os e 8.os anos participaram do processo de formação das Equipes de Ajuda – grupos de alunos capacitados para tratar das questões de convivência no espaço escolar.

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O grupo é composto por quarenta alunos que foram selecionados pelos colegas de sala, com base no critério da “confiança”. O processo de formação foi realizado pelo GEPEM –  Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral, da Unesp e Unicamp, e organizado pelas equipes de CPG e OE do Band. Nos encontros foram abordados temas como as técnicas de comunicação, as etapas da relação de ajuda, estratégias para resolução de situações de conflitos, entre outros.

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O trabalho realizado pelas Equipes de Ajuda apresenta-se como uma das estratégias usadas pela escola no desenvolvimento da empatia e de valores morais como a solidariedade, a justiça e o respeito entre os adolescentes.

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Segundo Luciene Tognetta, professora da Unesp, esse trabalho, que faz parte de um projeto mais amplo sobre a convivência ética na escola, permite que os jovens se tornem protagonistas nas questões de convivência. “Os alunos que possam estar envolvidos em problemas ou situações de conflitos dispõem de um referencial próximo de si, os iguais, que lhes proporcionam instrumentos de descompressão desses problemas”.

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Esse trabalho foi pensado pelo psicólogo José Maria Avilés Martínez e já é desenvolvido, com sucesso, em escolas da Espanha.

“O fato de os alunos terem sido selecionados por outros estudantes da mesma sala, com certeza, legitima o grupo. Além disso, é importante exaltar a grande disposição que todos demonstraram para aprimorarem as habilidades de escuta ativa, empatia, companheirismo e confidencialidade”, comentou a Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini.

Confira abaixo o vídeo do José Avilés:

Confira abaixo o agradecimento da equipe de ajuda ao vídeo de José Avilés:

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