Equipes de ajuda: agora em todo o Ensino Fundamental!

Garantindo a boa convivência no ambiente escolar, foram formadas as equipes de ajuda do 8.o ano do Ensino Fundamental. Os alunos foram capacitados para agir em casos de bullying, isolamento ou exclusão na escola. Assim, a partir de agora, todas as turmas do Ensino Fundamental podem contar com o suporte dos alunos conhecidos pelas pulseiras azuis.

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A formação aconteceu em dois dias e contou com a presença da Orientadora Educacional, Carolina Marques; da Professora de CPG, Beatriz Kohlbach; do Professor de Biologia e CPG, Waldir Hernandes e dos representantes do GEPEM – Grupo de estudos e pesquisas em Educação Moral – da Unesp e Unicamp, Raul Alves e Luciana Zobel.

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Com dinâmicas e diálogos, os estudantes aprenderam sobre convivência, empatia e valores morais além de técnicas de aproximação, escuta ativa e enfrentamento de conflitos. Tudo isso para identificar problemas na convivência entre os alunos e, se possível, ajudar. “Com todo o Ensino Fundamental contando com as equipes de ajuda, elas se fortalecem na escola, fazendo da boa convivência cada vez mais um valor no Band”, disse a Orientadora Carolina Marques.

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“Gostei muito da formação, aprendi como entender o que os outros sentem. Acho que ajudar os outros apenas me torna uma pessoa melhor. É algo que será útil para a vida”, disse Mariana Toledo, aluna do 8.o ano e membro da equipe de ajuda.

Os novos grupos de pulseiras azuis do 8.o ano do Ensino Fundamental já iniciarão suas tarefas em meio a projetos idealizados pelas equipes das outras séries. Entre eles há o “Psicodrama”, que se baseia em dramatizações de situações do cotidiano trazidas pelas equipes onde é possível que um se coloque emocionalmente no lugar do outro. Além dele também há o “CIL” (Clube de Interação Literária) onde os alunos se reunirão para discutir sobre livros, o “Santa Pausa” que promoverá opções de jogos e gincanas durante o intervalo e o “Mundo Geek” que trará conversas sobre diversos temas à cerca da cultura geek. Com esses e outros projetos, as equipes de ajuda poderão propiciar a integração de todos os alunos e, assim, promover a boa convivência na escola.

Refletindo sobre depressão com a Dra. Rona Hu

Em conversa com professores e orientadores educacionais do Band, a Dra.Rona Hu, professora da Stanford University, psiquiatra e consultora da série “13 reasons why”, falou sobre depressão entre os jovens. De forma técnica e ilustrativa, a médica explicou a doença e levou os professores à uma reflexão sobre o papel da escola diante da depressão.

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A médica esteve em São Paulo para o evento SDay, organizado pela empresa Student Travel (SD) para discutir a inovação na educação. A partir do interesse da orientadora educacional, Vanessa Passarelli, em convidar a psiquiatra para um encontro no Band visando o aprimoramento das práticas da escola, a SD presenteou o Colégio com a presença de Rona.

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A vinda da psiquiatra ao Colégio representou uma oportunidade para se pensar a respeito da necessidade de se conversar com adolescentes sobre as questões típicas da idade e seus diferentes impactos.

“Precisamos falar sobre o assunto e isso deve ser feito de forma adequada”, disse Beatriz Kohlbach, professora de CPG. A escola deve ser um lugar que, como comunidade, acolhe as singularidades de cada um e proporciona um espaço de expressão.

Rona trouxe a metáfora de que, para alguns jovens, a vida pode ser como uma escada extensível na qual, se você não atingir a próxima barra, simplesmente cai. “É papel da escola pensar, junto ao aluno, em diferentes possibilidades de percurso para se alcançar o topo”, comentou a orientadora Marina Schwarz.

Assim, foram oferecidas orientações práticas para abordar o assunto e estar mais próximo dos alunos. “Alguns jovens têm dificuldade em pedir ajuda porque a entendem como fracasso. É preciso desconstruir essa ideia e legitimar o pedido de auxílio”, completou Marina.

Entrevista com Hubert Sacy, diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool

Com o objetivo de aprofundar a temática iniciada em post anterior sobre como os pais podem lidar com questões relativas ao álcool e à adolescência, trazemos uma breve fala de Hubert Sacy – diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool, cujo propósito principal é disponibilizar informações adequadas sobre álcool. Em sua declaração, comenta a importância dos pais no processo de prevenção e dá algumas dicas de como abordar a temática no cotidiano com os filhos.

Hubert foi uma das pessoas que trabalhou para mudar a relação dos canadenses com bebidas alcoólicas. No comando da Éduc’alcool, em Quebec, há 15 anos, contribuiu para que a cidade alcançasse a última posição no Canadá em termos de embriaguez e intoxicação. Ao contrário do que poderíamos imaginar, essa posição não foi alcançada através de campanhas moralistas, mas por meio de campanhas bem-humoradas e irônicas em relação ao consumo de bebidas alcoólicas.

Confira sua declaração no vídeo abaixo!

Entrevista retirada do site CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool)

Cigarro eletrônico não é inócuo como a indústria divulga

Apesar do potencial de redução de danos em pessoas que não conseguem largar o cigarro, novos dispositivos para fumar, como cigarros eletrônicos e aparelhos de aquecimento, podem colocar em risco a bem-sucedida política antitabagista do Brasil.

A avaliação é de Tânia Cavalcante, 61, médica do Inca (Instituto Nacional do Câncer) e secretária-executiva da Conicq (comissão interministerial para controle do tabaco).

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“A grande preocupação hoje é que [o cigarro eletrônico] não é um produto inócuo, como vem sendo divulgado pela indústria. Isso passa a imagem para o jovem que ele pode usar, que não vai ter risco nenhum, e gera grande adesão”, diz ela à Folha. Nos EUA, o cigarro eletrônico já é a forma mais comum de jovens experimentarem tabaco.

Dispositivos eletrônicos para fumar apresentam de fato menos riscos?

Tânia Cavalcante – É um tema ainda muito debatido na saúde pública. Existe um consenso de que o cigarro eletrônico não é um produto inócuo, tem substâncias cancerígenas e aditivos com sabores, que podem ter efeitos tóxicos que a gente ainda não conhece.

Outro fato é: se comparar esses produtos com o cigarro convencional, ele tem menos substâncias tóxicas, mas só no futuro vamos saber o benefício líquido que existe em termos de riscos para um fumante que substitui o cigarro convencional por outro eletrônico, que não queima, que não gera alcatrão, que não gera monóxido de carbono.

Estudos indicam que o cigarro eletrônico gera menos danos que o tradicional. Isso é real?

Existem debates mostrando evidências de que o cigarro eletrônico, nas marcas pesquisadas, tem bem menos substâncias tóxicas que o cigarro convencional. Mas existem “n” formas de cigarros eletrônicos, gerações, marcas, líquidos. É difícil avaliar o impacto disso porque a gente não tem padronização para comparar.

Também tem estudo mostrando que os fumantes que trocaram cigarros convencionais pelos eletrônicos tiveram redução dos níveis de substâncias cancerígenas. Mas há vários outros estudos que contradizem esses resultados.

O relatório da OMS [Organização Mundial da Saúde] diz que eles têm menos substâncias tóxicas, mas as incertezas a longo prazo fazem a saúde pública ter cautela, principalmente pela grande variedade de produtos e o uso intensivo de aditivos que dão sabor.

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Mas, afinal, o produto tem ou não algum benefício?

Pode ter. Uma pessoa que fez todos os tratamentos disponíveis por aí e não consegue parar de fumar poderia teoricamente se beneficiar porque não estaria se expondo ao alcatrão e ao monóxido de carbono. Só nessas situações.

A grande preocupação hoje é que [o cigarro eletrônico] não é um produto inócuo, como vem sendo divulgado pela indústria. Isso passa a imagem para o jovem que ele pode usar, que não vai ter risco nenhum, e gera uma grande adesão por parte dos jovens.

Nos EUA, o cigarro eletrônico já é a forma mais comum de jovens experimentarem tabaco. O Brasil corre esse risco?

Sim. Nos EUA, o cigarro eletrônico já ultrapassou o cigarro convencional. Lá teve um boom de consumo no momento em que ele foi introduzido sem nenhuma regulação ou conscientização de que aquilo não é a brincadeirinha que tentou se passar por meio de propagandas muito semelhantes àquelas usadas nos cigarros convencionais, com artistas dando testemunhos de que o produto era maravilhoso. A população passa a pensar que aquilo é um produto que não causa dano.

A indústria do tabaco não está aí para ajudar o fumante a deixar de fumar, mas para manter o mercado aquecido. Como faz isso? Incentivando quem nunca usou a usar.

Há riscos para a política antitabagista brasileira?

Claro, basta olhar a questão dos aditivos [substâncias que dão sabor aos cigarros].

A indústria conseguiu dar um quase xeque-mate na Anvisa [Agência de Vigilância Sanitária]. Desde 2012, eles entraram com ação questionando a constitucionalidade da Anvisa de regular produtos de tabaco. E também entraram com liminar suspensiva.

A medida foi publicada, mas não está sendo implementada porque a indústria alega que agência não teria competência de proibir ingredientes no cigarro. A situação está de tal forma que a Anvisa pode perder a legitimidade de deixar de regular produto de tabaco ou qualquer outra coisa se abrir esse precedente.

Agora só depende do STF (Supremo Tribunal Federal)?

Exatamente. Com essa demora no julgamento, a indústria está ampliando o mercado de marcas de cigarros com sabor. O crescimento foi de 1.900%. O que eles querem é aquilo que traz rentabilidade ao negócio, que é capturar adolescentes, jovens.

A indústria está se apropriando dessa terminologia de redução de danos, mas não está preocupada em reduzir danos do fumante. Eles querem ampliar o mercado, estimular iniciação. Eles não vão abrir mão de tirar os aditivos, os docinhos, essas coisas.

E sobre os dispositivos de aquecimento de cigarro?

A indústria está tentando dar o pulo do gato em relação aos cigarros aquecidos. Usar o tabaco picadinho e, em vez de queimar, aquecer. Por quê?

A nicotina chega com a rapidez de uma injeção na artéria, não na veia. A artéria leva a nicotina muito mais rápido para o cérebro do fumante, o que gera a sensação do cigarro convencional. O cigarro eletrônico não tem como competir com a capacidade de criar dependência que tem o cigarro convencional. Então estão optando por uma coisa intermediária. É um jogo.

Quais as chances de a Anvisa aprovar esses produtos?

A Anvisa fez uma consulta pública, colocou restrições. A indústria precisa provar o que está dizendo, que esses dispositivos eletrônicos são seguros e ajudam a pessoa a deixar de fumar. Sobre o cigarro convencional, a gente tem que tirar do mercado. É inaceitável um produto que mata dois a cada três consumidores. No Brasil são mais de 156 mil mortes por ano. No mundo, são 7 milhões. O que arrecadamos com o cigarro corresponde a 23% do que gastamos em saúde.

Há formas de compensar esses prejuízos à saúde pública?

Existem projetos de lei em tramitação no Congresso, como um que cria uma contribuição compulsória, um instrumento que pode ser aplicado a áreas da economia que têm potencial de gerar danos.

O uso tem que estar vinculado à mitigação do potencial dano daquela atividade. É justa porque não é toda a população que vai arcar. É claro que eles vão passar isso para o fumante. E que bom que vai aumentar o preço e que muita gente vai deixar de fumar.

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Matéria de Cláudia Collucci retirada do site da Folha de São Paulo em 13 de setembro de 2017.

Dicas aos pais: como prevenir problemas com álcool?

O uso nocivo de álcool é definido pela Organização Mundial da Saúde como aquele que causa algum prejuízo, social ou de saúde, para o indivíduo que bebe ou a terceiros. Assim sendo, sabe-se que qualquer uso de álcool fica contraindicado para crianças e adolescentes, uma vez que seu sistema nervoso central ainda está em desenvolvimento e, portanto, mais suscetível ao comprometimento de importantes funções cerebrais.

No Brasil, a lei proíbe a oferta de bebidas alcoólicas antes dos 18 anos, e surge a preocupação de como os jovens acima dessa idade irão usufruir deste direito sem trazer malefícios para sua saúde, nem para a sociedade. Na realidade, desde o período final da adolescência, entre 15 e 19 anos, os jovens experimentam desejos de autonomia e mensagens sociais e de seus pares que são permissivos ou até mesmo promovem o uso de álcool, e muitas vezes o uso pesado, associado a maior risco de consequências negativas. Relatório recente da Organização Pan-Americana de Saúde revelou que o Brasil, dentre os países da região das Américas, apresenta o maior índice de mortes atribuíveis ao álcool nesta faixa etária (como por agressões e acidentes de trânsito).

Pesquisas científicas mostram que determinadas atitudes dos pais são capazes de proteger os filhos do uso nocivo e pesado de álcool na idade adulta, e de seu uso precoce, ou seja, antes da idade permitida, ou antes que seu sistema nervoso esteja mais preparado. São chamados de “fatores proteção” aqueles que, quando presentes, associam-se a menos risco em relação ao beber. Em paralelo, atitudes que influenciem negativamente este comportamento são chamadas “fatores de risco”.

O suporte em questões gerais, monitoramento e boa comunicação entre pais e filhos são fatores de proteção bem conhecidos, e o apoio é caracterizado quando os pais demonstram cuidado, atenção e aceitação para com seus filhos. Além disso, é necessário que exista consistência: a simples desaprovação do beber direcionada apenas aos filhos, mas com o ambiente de casa permissivo ao uso frequente e intenso de bebidas pelos adultos não tem efeitos positivos; logo, é preciso agir de acordo com o que é passado aos adolescentes. A desaprovação do uso nocivo de álcool, como o controle do uso por todos dentro de casa, e a evitação de exemplos errados, como beber e dirigir, ou beber sem se alimentar, associa-se a efeitos protetores.

São orientações aos pais ou responsáveis por crianças e adolescentes:

  • Evitar o consumo de álcool pesado (para tirar dúvidas sobre padrões de consumo, acesse: http://cisa.org.br/artigo/4405/padroes-consumo-alcool.php);
  • Não permitir que seus filhos criem o hábito de beber em casa;
  • Conhecer as atividades e o ciclo de amizades dos filhos;
  • Estabelecer relação afetuosa e de confiança com os filhos;
  • Ter cuidado para que os filhos se sintam confortáveis em conversar sobre qualquer assunto, e dessa forma se sintam aceitos e amparados;
  • Imposição de disciplina, com estabelecimento de regras claras e consequências para quando são quebradas; com cumprimento do que for estabelecido (muito relevante para a proibição do beber antes dos 18 anos);
  • Procurar realizar atividades juntos, em lazer ou no cotidiano (refeições).
Foto: CISA

Foto: CISA

A comunicação entre pais e filhos específica sobre o álcool, ou a proibição explícita e coercitiva ao uso de álcool, quando não acompanhadas desses comportamentos protetores, não demonstram ser estratégias efetivas.

Sendo assim, o CISA incentiva fortemente a construção de vínculos familiares saudáveis, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes do uso de álcool precoce, assim como do beber intenso, frequente e problemático quando adultos ou em situações mais vulneráveis. Nem sempre esta é uma tarefa simples, e pode ser necessário procurar ajuda de profissionais da área de saúde mental para auxiliar na comunicação. Da mesma forma, os pais podem procurar profissionais da área para o trabalho individual com os adolescentes, com técnicas em habilidades sociais e de recusa ao beber, desenvolvimento de limites, resolução de problemas e resiliência.

Texto retirado da matéria “Dicas aos pais: como prevenir problemas com álcool?” da página do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA)

Equipes de ajuda: prontos para enfrentar o bullying

A fim de propiciar uma convivência mais saudável entre os alunos, foram formadas as equipes de ajuda do 6.o ano e da turma de alunos novos do 7.o ano do Ensino Fundamental. A formação aconteceu num sábado quando, a partir de dinâmicas e diálogos, sobre convivência, empatia e valores morais como solidariedade, justiça e respeito, os alunos foram capacitados para atuar em situações nas quais percebam a ocorrência de bullying, exclusão ou isolamento na escola.

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Durante o 2.o bimestre, os temas das aulas de CPG para 6.os anos e para a turma do 7.o ano novo, foram o bullying e cyberbullying e, consequentemente, foi realizada a votação dos alunos para as equipes de ajuda. Para isso, os professores fizeram perguntas como “em quem você confiaria um segredo?” ou “quais são as características de uma pessoa confiável?”. Todos indicaram nomes de colegas da turma e, aqueles que aceitaram, foram selecionados para compor as equipes de ajuda. Cada sala conta com uma equipe composta por três alunos. O colégio já tem equipes de ajuda nos 7.os e 9.os anos que, agora, podem contar também com a parceria dos colegas do 6.os anos.

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A equipe de ajuda tem a função de identificar entre os alunos aqueles que possam estar envolvidos em problemas ou situações de conflitos, além de situações que causem algum problema para o ambiente escolar. Os alunos membros podem intervir diretamente em alguns casos ou leva-los para a orientação já que há reuniões a cada quinze dias com as Orientadoras Lúcia Maiochi e Soraia Silva.

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Na formação foram aprendidas técnicas como a da aproximação, escuta ativa e enfrentamento de conflito. “Aprendi que é preciso nunca se achar superior ao outro e, sim, se colocar no lugar dele para poder ajuda-lo”, disse Rafael Serson, aluno do 6.o ano do Ensino Fundamental. “É importante ajudar a pessoa a saber como lidar com problemas porque não estaremos sempre lá para ajuda-los”, acrescentou Esther Linero, também aluna do 6.o ano.

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No sábado de formação estiveram presentes Lúcia Maiochi, Orientadora Educacional e professora de CPG; Estela Zanini, Coordenadora de CPG; as professoras Daiana Silva, Melissa Norcia e Ana Paula Zanini; Cristina Rebelo, assistente de CPG;  e Raul Alves e Luciana Zobel, representantes do GEPEM – Grupo de estudos e pesquisas em Educação Moral – da Unesp e Unicamp.

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O colégio já tem equipes de ajuda nos 7.os e 9.os anos do Ensino Fundamental. Agora, os alunos podem contar também com a parceria dos colegas de 6.os anos. Os membros de todas as equipes identificam-se pelo uso de uma pulseira azul.

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“Ter o olhar dos alunos nesse assunto é fundamental, eles são os protagonistas. Para os membros da equipe de ajuda é um ganho muito importante no desenvolvimento de habilidades socioemocionais”, comentou a Orientadora Educacional, Lúcia Maiochi. “Todos os alunos se mostraram altamente preocupados em exercer as funções de um aluno ajudante, se preocupando com os colegas, desenvolvendo a assertividade na linguagem, uma escuta ativa e empática, bem como valores de generosidade e respeito ao próximo”, concluiu Raul Alves.

31 de Maio – Dia Mundial Sem Tabaco

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Dia 31 de maio comemora-se o Dia Mundial sem Tabaco. A equipe de CPG apoia a campanha por compartilhar das ideias em relação aos malefícios causados pelo tabagismo e aproveita o momento para relembrar o trabalho realizado com os alunos em relação à prevenção ao uso de drogas, inclusive o tabaco.

O Dia Mundial sem Tabaco é promovido desde 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma forma de alerta em relação às mortes e doenças evitáveis derivadas do tabagismo – já que ele é considerado, pela própria OMS, a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), responsável pela divulgação do Dia Mundial sem Tabaco no Brasil, o tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano, sendo que 600 mil dessas mortes são de fumantes passivos. Estima-se que, se nada for feito, em 2030, o número de mortes por ano passará para 8 milhões.

Todos os anos, a campanha de 31 de maio conta com um tema norteador da discussão. Neste ano de 2017, o tema escolhido é “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a epidemia do tabagismo é a maior ameaça à saúde pública que o mundo enfrenta. No Brasil, um estudo de 2011 sobre o impacto econômico do tabagismo no SUS, mostrou que, naquele ano, gastou-se R$23 bilhões com o tratamento de algumas das doenças relacionadas ao tabagismo – entre elas, as cardiovasculares (infarto, angina), câncer e doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). Com o objetivo de trazer um panorama mais atualizado e completo a respeito do mesmo tema, uma das atividades previstas para o Dia Mundial sem Tabaco é a divulgação de uma pesquisa mais recente em relação ao impacto econômico do tabagismo no Brasil, considerando agora dados que não haviam sido contemplados anteriormente, como os custos indiretos derivados do tabaco (absenteísmo, perda de produtividade, gastos da família, entre outros).

Todavia, os danos provocados pelo tabaco ao desenvolvimento do país não estão restritos à esfera do consumidor, mas estendem-se também à sua cadeia produtiva – e geram graves consequências ambientais, sanitárias e sociais, principalmente no meio agrícola. Um exemplo bastante preocupante dessas consequências sociais é a violação de direitos humanos, uma vez que são recebidas constantes denúncias relativas ao trabalho infantil nas lavouras de tabaco, bem como sobre a incidência de doenças derivadas do trabalho nas lavouras. Entre elas, estão as doenças decorrentes do contato direto com agrotóxicos (como neurites crônicas incapacitantes e depressão tão intensa que pode levar ao suicídio) e com a própria folha do tabaco que pode gerar uma intoxicação aguda devido à nicotina absorvida pela pele.

No âmbito global, a campanha tem, este ano, os objetivos de dar visibilidade à ideia de que o tabagismo representa um entrave para o desenvolvimento sustentável de uma nação, apoiar os estados-membros e a sociedade civil no combate às interferências da indústria do tabaco em processos políticos que procuram reduzir o tabagismo, demonstrar como os indivíduos podem contribuir para gerar um mundo sustentável e livre de tabaco, entre outros.

Mostra-se fundamental a inserção da discussão do Dia Mundial sem Tabaco no ambiente escolar pois, segundo a OMS, o tabagismo é uma doença pediátrica, uma vez que a maioria dos fumantes se torna dependente até os 19 anos. Por isso, consideramos essencial o trabalho que realizamos em relação à prevenção às drogas. O trabalho de doutrinação já não funciona mais com o adolescente do século XXI, questionador e insaciável. Assim, considerando o perfil dos jovens que temos hoje na escola, adaptamos o trabalho de prevenção, buscando maneiras mais efetivas de atingi-los. Além da informação, oferecemos aos adolescentes um espaço de discussão e acolhimento para que eles se envolvam de maneira genuína e interessada com o trabalho de prevenção, nos permitindo acessá-los – e não criando mais barreiras ou tabus acerca do tema.

O Dia Mundial sem Tabaco insere-se nesse contexto, portanto, como uma oportunidade de resgatar o tema num momento em que ele está sendo tratado em escala global, abrindo espaço para discussão e conscientização. Somente por meio da reflexão e do envolvimento, é possível o desenvolvimento e o exercício de autonomia, alcançando, assim, uma vida sem tabaco, sem drogas e com mais liberdade.

Série “13 reasons why” é tema em palestra para pais.

Diante das polêmicas geradas em torno da série da Netflix 13 reasons why, a coordenadoria de CPG, Estela Zanini, organizou uma palestra para pais de alunos dos 8.os e 9.os anos para, junto a psicóloga Renata Tabith, discutir e pensar de forma saudável os temas levantados pela série.

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“13 reasons why” trata do suicídio da adolescente Hanna Baker que, antes de cometer o ato, grava 13 fitas explicando os motivos que a levaram a acabar com a própria vida. Além disso, assuntos como estupro, bullying, abuso sexual, falta de diálogo e desrespeito ao gênero também são abordados na série.

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Na palestra, a psicóloga Renata Tabith associou muitos momentos do dia-a-dia, tanto dos pais quantos dos adolescentes, com cenas da trama. Dessa forma, a discussão girou em torno da forma como os pais podem se aproximar, dialogar e ajudar os filhos a passar por problemas e inseguranças típicas da idade.

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“O intuito da palestra era gerar um movimento de educação e promoção do diálogo. Isso porque a melhor forma de acompanhar o que está acontecendo na vida dos estudantes é mantendo uma escuta sempre ativa e estar sempre disponível para uma conversa”, explicou a Coordenadora de CPG, Maria Estela Benedetti Zanini.

“A reunião nos mostrou os pontos positivos a serem valorizados no diálogo entre pais e filhos e consolidou uma relação com o Colégio de aconchego e confiança na criação de seres humanos tão especiais para nós. É muito importante que a escola e os pais se unam para refletir e colaborar com o crescimento dos nossos filhos”,  acredita Luciana Ázar Abdou, mãe do aluno do 9.o.ano Rodrigo Ázar Abdou, que acompanhou a palestra.

Para saber mais sobre os assuntos levantados na série, confira o texto publicado no blog de CPG 13 Reasons Why – algumas reflexões.

Melhor não fumar nunca – Jairo Bouer

O artigo do Dr. Jairo Bouer saiu no Estadão do dia 7 de maio.
A imagem é da campanha contra o tabagismo da Cancer Patients Aid Association (CPAA) da India

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Melhor não fumar nunca

Um novo estudo sugere que fumar um ou outro cigarro socialmente pode ser tão ruim para a saúde do coração quanto acabar com um maço todos os dias

Jairo Bouer – O Estado de São Paulo 07/05/2017

Um novo estudo sugere que fumar um ou outro cigarro socialmente pode ser tão ruim para a saúde do coração quanto acabar com um maço todos os dias. Mesmo o uso eventual elevaria os níveis da pressão arterial e colesterol e exporia a pessoa a maior risco de enfartes e AVCs (derrames). O trabalho da Universidade Estadual de Ohio (EUA) avaliou 40 mil participantes e apontou que 75%, tanto dos fumantes habituais como dos ocasionais, têm pressão arterial elevada. Metade dos consumidores dos dois grupos tem também taxas mais altas de colesterol. Os dados foram publicados no American Journal of Health Promotion e divulgados pelo jornal britânico Daily Mail.

Ao todo, 17% das pessoas avaliadas eram fumantes habituais. Outros 10% consumiam cigarros eventualmente e não se enxergavam como fumantes. A maioria é de homens abaixo dos 40 anos, que usam cigarros em algumas situações sociais, mas não apresentam sinais de dependência. Para os pesquisadores, o ideal seria não fumar nunca!

Bom lembrar que a pressão arterial elevada e as taxas altas de colesterol contribuem de forma importante para a instalação das doenças cardiovasculares, principal causa de morte de homens e mulheres em todo mundo.

Gene mais fraco. Outro estudo divulgado na última semana sugere que os fumantes correm maior risco de ter uma obstrução arterial porque o tabaco “enfraquece” um gene que protegeria os vasos sanguíneos.

Em artigo publicado na revista Circulation e divulgado pela agência de notícias AFP, investigadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) sugerem uma base genética para a formação das placas que causam o endurecimento das paredes das artérias e podem levar à obstrução da passagem de sangue, origem de enfartes e derrames. Foram avaliados dados de 140 mil pessoas, com foco nas regiões do genoma sabidamente associadas com alto risco de acúmulo de placas nas artérias.

Para os pesquisadores, uma pequena variação em um gene do cromossomo 15, relacionado a uma enzima produzida nos vasos sanguíneos, reduziria o risco de obstrução das artérias em não fumantes. Já entre os fumantes esse efeito protetor seria reduzido pela metade, demonstrando a influência de um fator ambiental (cigarro) sobre o “trabalho” dos nossos genes.

Ainda um grande vilão. 

No início de abril, um estudo da Fundação Bill & Melinda Gates e da Bloomberg Philanthropies mostrou que, ainda hoje, uma em cada dez mortes do mundo acontece por causa do cigarro. Metade dessas mortes é em quatro países: China, Índia, EUA e Rússia. Pelo relatório, o Brasil é considerado um caso de sucesso por ter conseguido reduzir em 25 anos as taxas de fumantes de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre as mulheres. Os dados são da BBC Brasil. A queda expressiva é resultado da combinação de leis mais duras, impostos mais altos e ações educativas (como campanhas de esclarecimento e avisos sobre riscos do fumo nos maços). Mesmo assim, ainda são mais de 18 milhões de fumantes no País.

Na contramão desse avanço, a empresa Souza Cruz ingressou com uma ação na Justiça pedindo o fim das mensagens de advertência na parte frontal das embalagens, conforme noticiou o Estado.

Em um momento em que boa parte do mundo caminha para maços cada vez menos atrativos para os consumidores (neutros, sem cores, sem marcas estampadas, com grandes avisos sobre os riscos), é um absoluto retrocesso que se reveja essa medida que obriga as mensagens de advertência na frente do maço. Importante que a sociedade e os órgãos competentes, como a Anvisa, se articulem para barrar mais essa ação da indústria do tabaco, que vai contra tudo que se conseguiu em décadas de trabalho de prevenção.

13 Reasons Why – algumas reflexões

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13 Reasons Why é uma série de televisão americana, que vem causando muita polêmica entre os que a assistiram e os que não a viram (pelo menos inteira). É baseada no livro de 2007, de Jay Asher, e adaptado por Brian Yorkey para a Netflix.

A história acompanha Clay Jensen que, ao voltar da escola, encontra uma caixa misteriosa com seu nome na porta de casa. Dentro dela, encontram-se fitas-cassetes gravadas por Hanna Baker – sua colega de classe e paixão secreta – que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, Hanna explica as treze razões que a levaram à decisão de acabar com a própria vida.

Aparentemente toda polêmica gira em torno do fato central que ancora a narrativa: o suicídio de Hanna, cujos motivos dão forma aos episódios, já que cada um seria uma das 13 razões (na verdade pessoas) para justificar o desfecho conhecido logo no início. No entanto há diversos outros temas que merecem atenção e que estão sendo colocados de lado nas conversas e nos posts na internet.

Alguns críticos chegaram ao extremo de recomendar que a série original do Netflix não fosse assistida pelo perigo que representa. Como se a “proibição” impedisse seu sucesso. Pelo contrário, parece ter efeito de aumentar a curiosidade. É preciso refletir que, por trás desse ponto de vista pode residir a crença de que a ficção incitaria ao suicídio na vida real. Mas há os que afirmam exatamente o contrário: a série teria contribuído para a prevenção do número de suicídios entre os jovens. Segundo o CVV, desde a estreia da série, os pedidos de ajuda ou de conversa enviados por e-mail aumentaram em mais de 100%.

O perigo é se apoiar numa crença de que a exposição de um tema difícil, penoso, na ficção ou mesmo numa aula, tenha poder de influência tão imediato e devastador. A mesma crença de que um filme sobre drogas pode induzir ao consumo, ou a educação sexual na escola pode despertar precocemente a sexualidade, ou levar à promiscuidade. Em nossa opinião, a história de Hanna não é uma apologia ao suicídio como insinuam alguns, mas a história de uma personagem vítima de uma série de sofrimentos que a levam à morte prematura. As próprias razões que Hanna apresenta são apenas a sua versão dos fatos, ora colocada como mentira, ora como distorção da realidade. Os personagens, incluindo Hanna são apresentados em sua dimensão humana, cheios de dúvidas, incertezas e inseguranças.

A série toca neste tema (o suicídio) e em outros espinhosos, como a falta de diálogo, o bullying, o abuso sexual, o desrespeito ao gênero, o estupro, os quais devem ser enfrentados com coragem por pais e educadores que desejam compreender melhor os adolescentes, para poder ajudá-los a enfrentar seus conflitos e sofrimentos. Não nos cabe aqui recomendar ou repudiar a série, que os adolescentes já estão vendo e discutindo, mas enfrentar sem medo os temas que já estão no mundo real.

A série apresenta com honestidade a dinâmica perversa da vida social dos jovens, em particular na escola, onde deveriam estar mais protegidos e nos leva a refletir sobre a importância de basear as relações entre as pessoas em valores como respeito, solidariedade e empatia.

A equipe de CPG do colégio Bandeirantes, há anos vem trabalhando na promoção do desenvolvimento de relações mais saudáveis na escola por meio de estratégias de aula que propiciam a discussão de dilemas éticos e de dinâmicas que estimulam a reflexão e a vivência de valores universais como justiça e respeito. Além disso, o colégio conta com assessoria da Dra. Telma Vinha (UNICAMP) e da Dra. Luciene Tognetta (UNESP) na formação de professores para o trabalho de ética e desenvolvimento moral e na implantação das rodas de diálogo entre alunos.

Para finalizar, lembramos que 13 Reasons Why é indicada para maiores de dezesseis anos. Se crianças e adolescentes mais novos desconsiderarem essa recomendação, o ideal é que assistam à série na companhia dos pais ou responsáveis, com quem possam dialogar e expressar seus medos e angústias diante de cenas fortes, que podem causar desconforto ou serem mal-entendidas.

Equipes de CPG e OE

https://www.somoscontraobullying.org/13-reasons-why