Ação das Equipes de Ajuda: compartilhe o amor!

Espalhando energia positiva pelo Colégio, as Equipes de Ajuda dos 8.o e 9.o anos do Ensino Fundamental fizeram ações no Band.

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A ideia das equipes do 8.o ano era espalhar recados entre os alunos da escola, tornando os alunos compartilhadores de coisas boas. Os que optavam por pegar frases positivas eram inspirados pela mensagem, enquanto os que escolhiam as de elogios deveriam pensar em alguém para entregar aquele bilhete.

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O aluno Pedro Ribeiro, do 8.o ano do Ensino Fundamental, conta que se sente bem fazendo parte das Equipes de Ajuda. “Foi um dia muito legal. O pessoal gostou, queriam pegar mais papeizinhos. Gosto de ajudar as pessoas, deixá-las bem”, disse ele.

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“O objetivo era valorizar o que o outro tem de bom porque, às vezes, a pessoa não tem noção de suas qualidades”, contou a orientadora, Marina Scharwz, destacando ainda que a ação foi pensada pelos alunos com base nos valores do Band.

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Já no 9.o ano, as equipes criaram cartazes para lembrar a todos que a ajuda está sempre perto. “A intenção é que as pessoas da escola saibam que não precisam se sentir sozinhas”, disse a orientadora, Carolina Marques. Além disso, os alunos também fizeram perfis em redes sociais para divulgar o trabalho das Equipes de Ajuda.

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O trabalho das Equipes de Ajuda está a todo vapor. Enquanto ações tomam conta da escola, também está acontecendo a escolha de novos membros das equipes do Ensino Fundamental.

Lançamento da coleção de livros “Valores sociomorais: reflexões para a educação”

O Band foi palco do lançamento da coleção de livros Valores sociomorais: reflexões para a educação, escrito por pesquisadores do GEPEM (Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral) da Unesp e Unicamp. O evento trouxe dez dos autores para uma conversa com professores tanto do Band quanto de outras escolas da cidade.

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Foram organizadas duas mesas: “Conviver para aprender: a justiça e a construção da convivência democrática” e “Conviver para aprender: o respeito, a solidariedade e o protagonismo”. As mediadoras foram, respectivamente, Lívia Pereira e Carolina Marques, ambas autoras da coleção, pesquisadoras do GEPEM e também Orientadoras Educacionais do Band.

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“Os professores se sentiram renovados em relação a tudo o que já conversamos sobre valores, ganharam novas energias para continuar. Esse evento inédito também fortaleceu ainda mais a parceria do Band com o GEPEM”, comentou Carolina.

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A coleção teve como ideia pesquisar a percepção de alunos e professores sobre os seguintes valores: respeito, solidariedade, justiça e convivência democrática. Isso visa promover uma educação que contribua para o desenvolvimento da autonomia moral e busca formar, acima de tudo, seres humanos mais completos.

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A Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini, explica que, atualmente, a necessidade de educar para o desenvolvimento sociomoral dos alunos é uma unanimidade entre os educadores. No evento, todos tiveram a oportunidade de conversar com nomes que são referência na área. “O Band leva esse tema muito a sério. O lançamento foi como uma concretização desse caminho que o Colégio vem trilhando nos últimos quatro anos acerca do desenvolvimento sociomoral”, comentou Estela.

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Além da conversa, o evento também contou com a venda dos livros, sessão de autógrafos e coquetel.

Confira a galeria de imagens clicando aqui.

Conscientização: Dia da Internet Segura

“Na internet, ninguém sabe que você é um cachorro.” – ditado que se popularizou a partir de um cartoon feito por Peter Steiner e publicado na revista The New Yorker em 1993.

Neste dia 6 de fevereiro, comemora-se o Dia da Internet Segura (Safer Internet Day). A data tem como objetivo promover a conscientização sobre o uso das tecnologias de comunicação e informação (TCIs) de modo ético, seguro e responsável em ambientes de ensino e fora deles.

O contexto atual do uso indiscriminado da internet e das redes sociais por parte de crianças e adolescentes faz com que se crie um cenário propício para a ocorrência de crimes virtuais e situações de abuso que deixam marcas significativas no desenvolvimento do jovem.

Com os casos de incivilidades e cyberbullying crescendo, a questão do mundo virtual, antes restrita à vida privada, acabou transbordando os limites de casa e invadindo o contexto escolar. Trouxe para as escolas, portanto, o desafio de lidar com conflitos que nascem nas redes sociais e ganham força e cada vez mais capacidade destrutiva na convivência real (ou vice-versa), já que os limites entre interações reais e virtuais são cada vez mais tênues.

Tendo em vista esse contexto em que o acesso à tecnologia não é mais uma opção, mas uma realidade, iniciativas como a do Dia da Internet Segura, cuja intenção é atrair a atenção para as questões relativas ao uso saudável e seguro da rede, se mostram importantes e necessários. Criado em 2003 pela rede Insafe (na Europa) reúne atualmente 100 países que promovem atividades e projetos de conscientização ao redor do mundo entre Janeiro e Fevereiro de maneira on e offline sob diferentes recortes.

No Brasil, a instituição que organiza as atividades específicas da data é a Safer Net. As equipes de CPG e OE reconhecem a importância dessas iniciativas e reforçam o trabalho que têm feito em relação à prevenção do cyberbullying com as turmas nas aulas e através do trabalho das Equipes de Ajuda. Estamos sempre antenados nas novidades sobre o tema e investindo na capacitação de professores e alunos para a construção de uma comunidade virtual mais saudável e segura.

Sexualidade em pauta: Dia Mundial de Combate à Aids

No dia 1o. de dezembro, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Aids, data escolhida pela Organização Mundial da Saúde. A mobilização mundial em relação ao tema acontece desde 1988. O objetivo principal de instaurar datas como essa é fazer com que o tema seja pautado nos diversos meios de comunicação, propiciando, assim, a discussão e a conscientização a respeito da doença.

O laço vermelho foi criado em 1991 pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte de Nova Iorque que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo em decorrência da doença

O laço vermelho foi criado em 1991 pela Visual Aids – grupo de profissionais de arte de Nova Iorque que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo em decorrência da doença.

Nesse contexto, aproveitamos o ensejo deste dia para compartilhar um dos aspectos explorados por um dos pilares do trabalho de CPG, que é a sexualidade e a prevenção.

A Aids é uma doença causada pelo vírus HIV – transmitido através de relações sexuais desprotegidas, transfusões sanguíneas ou compartilhamento de objetos perfurocortantes. Portadores do vírus nem sempre manifestam a Aids, sendo ela um estágio da infecção no qual o sistema imunológico do indivíduo se encontra enfraquecido, possibilitando, assim, que adoecimentos secundários façam grandes estragos.

Nas décadas de 80 e 90, muito se falou sobre a Aids no Brasil – bastante temida e cercada por preconceitos. Provocava a morte de muitos indivíduos através das doenças oportunistas, já que a efetividade dos medicamentos para controle ainda não era das melhores. Os doentes eram muito estigmatizados e sofriam não apenas com os efeitos da doença, quase sempre fatais, mas também com os olhares preconceituosos daqueles que os cercavam.

Nesse período, propagandas assustadoras começaram a ser veiculadas nos meios de comunicação, enfatizando o caráter fatal da doença e advertindo a respeito da necessidade do uso de camisinha nas relações sexuais. A política do terror fez com que os casos de contaminação diminuíssem e a doença fosse razoavelmente contida. Ao mesmo tempo, o aperfeiçoamento das fórmulas dos coquetéis propiciou o controle da doença nos indivíduos já infectados pelo vírus HIV, permitindo que tivessem uma boa qualidade de vida sob os efeitos dos remédios.

Eis que chegamos, através do desenrolar dos anos, no momento atual em que vemos os casos de contaminação pelo vírus no Brasil aumentarem. Dados divulgados pelo UNAids em julho deste ano mostraram que o total de infecções por ano no Brasil aumentou em 3% entre 2010 e 2016. Esse dado vai na contramão da tendência mundial – em que a taxa de infecções por ano sofreu uma retração de 11% no mesmo período.

Ainda há resquícios no inconsciente coletivo do terror em relação à doença propagado nas décadas de 80 e 90, mas a nova geração, os nossos adolescentes de hoje, não viveram uma juventude marcada diretamente pela nódoa da “Aids que mata”. A Aids de hoje, controlada por medicamentos extremamente modernos, já não é tão fatal quanto no passado, mas continua sem cura nem cara, estando espalhada entre indivíduos de todas as classes sociais e opções sexuais.

A diminuição do uso de camisinha entre os jovens e a falta de reflexão a respeito do tema fez com que os casos da doença aumentassem e trouxessem à discussão a necessidade de campanhas de prevenção que explorem comportamentos de risco e conscientizem sobre métodos preventivos.

A equipe de CPG entende essa configuração atual da epidemia e discute com os alunos de Ensino Médio questões pertinentes à conscientização e prevenção, desmistificando preconceitos e crenças.

 

Equipes de ajuda: agora em todo o Ensino Fundamental!

Garantindo a boa convivência no ambiente escolar, foram formadas as equipes de ajuda do 8.o ano do Ensino Fundamental. Os alunos foram capacitados para agir em casos de bullying, isolamento ou exclusão na escola. Assim, a partir de agora, todas as turmas do Ensino Fundamental podem contar com o suporte dos alunos conhecidos pelas pulseiras azuis.

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A formação aconteceu em dois dias e contou com a presença da Orientadora Educacional, Carolina Marques; da Professora de CPG, Beatriz Kohlbach; do Professor de Biologia e CPG, Waldir Hernandes e dos representantes do GEPEM – Grupo de estudos e pesquisas em Educação Moral – da Unesp e Unicamp, Raul Alves e Luciana Zobel.

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Com dinâmicas e diálogos, os estudantes aprenderam sobre convivência, empatia e valores morais além de técnicas de aproximação, escuta ativa e enfrentamento de conflitos. Tudo isso para identificar problemas na convivência entre os alunos e, se possível, ajudar. “Com todo o Ensino Fundamental contando com as equipes de ajuda, elas se fortalecem na escola, fazendo da boa convivência cada vez mais um valor no Band”, disse a Orientadora Carolina Marques.

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“Gostei muito da formação, aprendi como entender o que os outros sentem. Acho que ajudar os outros apenas me torna uma pessoa melhor. É algo que será útil para a vida”, disse Mariana Toledo, aluna do 8.o ano e membro da equipe de ajuda.

Os novos grupos de pulseiras azuis do 8.o ano do Ensino Fundamental já iniciarão suas tarefas em meio a projetos idealizados pelas equipes das outras séries. Entre eles há o “Psicodrama”, que se baseia em dramatizações de situações do cotidiano trazidas pelas equipes onde é possível que um se coloque emocionalmente no lugar do outro. Além dele também há o “CIL” (Clube de Interação Literária) onde os alunos se reunirão para discutir sobre livros, o “Santa Pausa” que promoverá opções de jogos e gincanas durante o intervalo e o “Mundo Geek” que trará conversas sobre diversos temas à cerca da cultura geek. Com esses e outros projetos, as equipes de ajuda poderão propiciar a integração de todos os alunos e, assim, promover a boa convivência na escola.

Refletindo sobre depressão com a Dra. Rona Hu

Em conversa com professores e orientadores educacionais do Band, a Dra.Rona Hu, professora da Stanford University, psiquiatra e consultora da série “13 reasons why”, falou sobre depressão entre os jovens. De forma técnica e ilustrativa, a médica explicou a doença e levou os professores à uma reflexão sobre o papel da escola diante da depressão.

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A médica esteve em São Paulo para o evento SDay, organizado pela empresa Student Travel (SD) para discutir a inovação na educação. A partir do interesse da orientadora educacional, Vanessa Passarelli, em convidar a psiquiatra para um encontro no Band visando o aprimoramento das práticas da escola, a SD presenteou o Colégio com a presença de Rona.

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A vinda da psiquiatra ao Colégio representou uma oportunidade para se pensar a respeito da necessidade de se conversar com adolescentes sobre as questões típicas da idade e seus diferentes impactos.

“Precisamos falar sobre o assunto e isso deve ser feito de forma adequada”, disse Beatriz Kohlbach, professora de CPG. A escola deve ser um lugar que, como comunidade, acolhe as singularidades de cada um e proporciona um espaço de expressão.

Rona trouxe a metáfora de que, para alguns jovens, a vida pode ser como uma escada extensível na qual, se você não atingir a próxima barra, simplesmente cai. “É papel da escola pensar, junto ao aluno, em diferentes possibilidades de percurso para se alcançar o topo”, comentou a orientadora Marina Schwarz.

Assim, foram oferecidas orientações práticas para abordar o assunto e estar mais próximo dos alunos. “Alguns jovens têm dificuldade em pedir ajuda porque a entendem como fracasso. É preciso desconstruir essa ideia e legitimar o pedido de auxílio”, completou Marina.

Entrevista com Hubert Sacy, diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool

Com o objetivo de aprofundar a temática iniciada em post anterior sobre como os pais podem lidar com questões relativas ao álcool e à adolescência, trazemos uma breve fala de Hubert Sacy – diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool, cujo propósito principal é disponibilizar informações adequadas sobre álcool. Em sua declaração, comenta a importância dos pais no processo de prevenção e dá algumas dicas de como abordar a temática no cotidiano com os filhos.

Hubert foi uma das pessoas que trabalhou para mudar a relação dos canadenses com bebidas alcoólicas. No comando da Éduc’alcool, em Quebec, há 15 anos, contribuiu para que a cidade alcançasse a última posição no Canadá em termos de embriaguez e intoxicação. Ao contrário do que poderíamos imaginar, essa posição não foi alcançada através de campanhas moralistas, mas por meio de campanhas bem-humoradas e irônicas em relação ao consumo de bebidas alcoólicas.

Confira sua declaração no vídeo abaixo!

Entrevista retirada do site CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool)

Cigarro eletrônico não é inócuo como a indústria divulga

Apesar do potencial de redução de danos em pessoas que não conseguem largar o cigarro, novos dispositivos para fumar, como cigarros eletrônicos e aparelhos de aquecimento, podem colocar em risco a bem-sucedida política antitabagista do Brasil.

A avaliação é de Tânia Cavalcante, 61, médica do Inca (Instituto Nacional do Câncer) e secretária-executiva da Conicq (comissão interministerial para controle do tabaco).

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“A grande preocupação hoje é que [o cigarro eletrônico] não é um produto inócuo, como vem sendo divulgado pela indústria. Isso passa a imagem para o jovem que ele pode usar, que não vai ter risco nenhum, e gera grande adesão”, diz ela à Folha. Nos EUA, o cigarro eletrônico já é a forma mais comum de jovens experimentarem tabaco.

Dispositivos eletrônicos para fumar apresentam de fato menos riscos?

Tânia Cavalcante – É um tema ainda muito debatido na saúde pública. Existe um consenso de que o cigarro eletrônico não é um produto inócuo, tem substâncias cancerígenas e aditivos com sabores, que podem ter efeitos tóxicos que a gente ainda não conhece.

Outro fato é: se comparar esses produtos com o cigarro convencional, ele tem menos substâncias tóxicas, mas só no futuro vamos saber o benefício líquido que existe em termos de riscos para um fumante que substitui o cigarro convencional por outro eletrônico, que não queima, que não gera alcatrão, que não gera monóxido de carbono.

Estudos indicam que o cigarro eletrônico gera menos danos que o tradicional. Isso é real?

Existem debates mostrando evidências de que o cigarro eletrônico, nas marcas pesquisadas, tem bem menos substâncias tóxicas que o cigarro convencional. Mas existem “n” formas de cigarros eletrônicos, gerações, marcas, líquidos. É difícil avaliar o impacto disso porque a gente não tem padronização para comparar.

Também tem estudo mostrando que os fumantes que trocaram cigarros convencionais pelos eletrônicos tiveram redução dos níveis de substâncias cancerígenas. Mas há vários outros estudos que contradizem esses resultados.

O relatório da OMS [Organização Mundial da Saúde] diz que eles têm menos substâncias tóxicas, mas as incertezas a longo prazo fazem a saúde pública ter cautela, principalmente pela grande variedade de produtos e o uso intensivo de aditivos que dão sabor.

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Mas, afinal, o produto tem ou não algum benefício?

Pode ter. Uma pessoa que fez todos os tratamentos disponíveis por aí e não consegue parar de fumar poderia teoricamente se beneficiar porque não estaria se expondo ao alcatrão e ao monóxido de carbono. Só nessas situações.

A grande preocupação hoje é que [o cigarro eletrônico] não é um produto inócuo, como vem sendo divulgado pela indústria. Isso passa a imagem para o jovem que ele pode usar, que não vai ter risco nenhum, e gera uma grande adesão por parte dos jovens.

Nos EUA, o cigarro eletrônico já é a forma mais comum de jovens experimentarem tabaco. O Brasil corre esse risco?

Sim. Nos EUA, o cigarro eletrônico já ultrapassou o cigarro convencional. Lá teve um boom de consumo no momento em que ele foi introduzido sem nenhuma regulação ou conscientização de que aquilo não é a brincadeirinha que tentou se passar por meio de propagandas muito semelhantes àquelas usadas nos cigarros convencionais, com artistas dando testemunhos de que o produto era maravilhoso. A população passa a pensar que aquilo é um produto que não causa dano.

A indústria do tabaco não está aí para ajudar o fumante a deixar de fumar, mas para manter o mercado aquecido. Como faz isso? Incentivando quem nunca usou a usar.

Há riscos para a política antitabagista brasileira?

Claro, basta olhar a questão dos aditivos [substâncias que dão sabor aos cigarros].

A indústria conseguiu dar um quase xeque-mate na Anvisa [Agência de Vigilância Sanitária]. Desde 2012, eles entraram com ação questionando a constitucionalidade da Anvisa de regular produtos de tabaco. E também entraram com liminar suspensiva.

A medida foi publicada, mas não está sendo implementada porque a indústria alega que agência não teria competência de proibir ingredientes no cigarro. A situação está de tal forma que a Anvisa pode perder a legitimidade de deixar de regular produto de tabaco ou qualquer outra coisa se abrir esse precedente.

Agora só depende do STF (Supremo Tribunal Federal)?

Exatamente. Com essa demora no julgamento, a indústria está ampliando o mercado de marcas de cigarros com sabor. O crescimento foi de 1.900%. O que eles querem é aquilo que traz rentabilidade ao negócio, que é capturar adolescentes, jovens.

A indústria está se apropriando dessa terminologia de redução de danos, mas não está preocupada em reduzir danos do fumante. Eles querem ampliar o mercado, estimular iniciação. Eles não vão abrir mão de tirar os aditivos, os docinhos, essas coisas.

E sobre os dispositivos de aquecimento de cigarro?

A indústria está tentando dar o pulo do gato em relação aos cigarros aquecidos. Usar o tabaco picadinho e, em vez de queimar, aquecer. Por quê?

A nicotina chega com a rapidez de uma injeção na artéria, não na veia. A artéria leva a nicotina muito mais rápido para o cérebro do fumante, o que gera a sensação do cigarro convencional. O cigarro eletrônico não tem como competir com a capacidade de criar dependência que tem o cigarro convencional. Então estão optando por uma coisa intermediária. É um jogo.

Quais as chances de a Anvisa aprovar esses produtos?

A Anvisa fez uma consulta pública, colocou restrições. A indústria precisa provar o que está dizendo, que esses dispositivos eletrônicos são seguros e ajudam a pessoa a deixar de fumar. Sobre o cigarro convencional, a gente tem que tirar do mercado. É inaceitável um produto que mata dois a cada três consumidores. No Brasil são mais de 156 mil mortes por ano. No mundo, são 7 milhões. O que arrecadamos com o cigarro corresponde a 23% do que gastamos em saúde.

Há formas de compensar esses prejuízos à saúde pública?

Existem projetos de lei em tramitação no Congresso, como um que cria uma contribuição compulsória, um instrumento que pode ser aplicado a áreas da economia que têm potencial de gerar danos.

O uso tem que estar vinculado à mitigação do potencial dano daquela atividade. É justa porque não é toda a população que vai arcar. É claro que eles vão passar isso para o fumante. E que bom que vai aumentar o preço e que muita gente vai deixar de fumar.

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Matéria de Cláudia Collucci retirada do site da Folha de São Paulo em 13 de setembro de 2017.

Dicas aos pais: como prevenir problemas com álcool?

O uso nocivo de álcool é definido pela Organização Mundial da Saúde como aquele que causa algum prejuízo, social ou de saúde, para o indivíduo que bebe ou a terceiros. Assim sendo, sabe-se que qualquer uso de álcool fica contraindicado para crianças e adolescentes, uma vez que seu sistema nervoso central ainda está em desenvolvimento e, portanto, mais suscetível ao comprometimento de importantes funções cerebrais.

No Brasil, a lei proíbe a oferta de bebidas alcoólicas antes dos 18 anos, e surge a preocupação de como os jovens acima dessa idade irão usufruir deste direito sem trazer malefícios para sua saúde, nem para a sociedade. Na realidade, desde o período final da adolescência, entre 15 e 19 anos, os jovens experimentam desejos de autonomia e mensagens sociais e de seus pares que são permissivos ou até mesmo promovem o uso de álcool, e muitas vezes o uso pesado, associado a maior risco de consequências negativas. Relatório recente da Organização Pan-Americana de Saúde revelou que o Brasil, dentre os países da região das Américas, apresenta o maior índice de mortes atribuíveis ao álcool nesta faixa etária (como por agressões e acidentes de trânsito).

Pesquisas científicas mostram que determinadas atitudes dos pais são capazes de proteger os filhos do uso nocivo e pesado de álcool na idade adulta, e de seu uso precoce, ou seja, antes da idade permitida, ou antes que seu sistema nervoso esteja mais preparado. São chamados de “fatores proteção” aqueles que, quando presentes, associam-se a menos risco em relação ao beber. Em paralelo, atitudes que influenciem negativamente este comportamento são chamadas “fatores de risco”.

O suporte em questões gerais, monitoramento e boa comunicação entre pais e filhos são fatores de proteção bem conhecidos, e o apoio é caracterizado quando os pais demonstram cuidado, atenção e aceitação para com seus filhos. Além disso, é necessário que exista consistência: a simples desaprovação do beber direcionada apenas aos filhos, mas com o ambiente de casa permissivo ao uso frequente e intenso de bebidas pelos adultos não tem efeitos positivos; logo, é preciso agir de acordo com o que é passado aos adolescentes. A desaprovação do uso nocivo de álcool, como o controle do uso por todos dentro de casa, e a evitação de exemplos errados, como beber e dirigir, ou beber sem se alimentar, associa-se a efeitos protetores.

São orientações aos pais ou responsáveis por crianças e adolescentes:

  • Evitar o consumo de álcool pesado (para tirar dúvidas sobre padrões de consumo, acesse: http://cisa.org.br/artigo/4405/padroes-consumo-alcool.php);
  • Não permitir que seus filhos criem o hábito de beber em casa;
  • Conhecer as atividades e o ciclo de amizades dos filhos;
  • Estabelecer relação afetuosa e de confiança com os filhos;
  • Ter cuidado para que os filhos se sintam confortáveis em conversar sobre qualquer assunto, e dessa forma se sintam aceitos e amparados;
  • Imposição de disciplina, com estabelecimento de regras claras e consequências para quando são quebradas; com cumprimento do que for estabelecido (muito relevante para a proibição do beber antes dos 18 anos);
  • Procurar realizar atividades juntos, em lazer ou no cotidiano (refeições).
Foto: CISA

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A comunicação entre pais e filhos específica sobre o álcool, ou a proibição explícita e coercitiva ao uso de álcool, quando não acompanhadas desses comportamentos protetores, não demonstram ser estratégias efetivas.

Sendo assim, o CISA incentiva fortemente a construção de vínculos familiares saudáveis, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes do uso de álcool precoce, assim como do beber intenso, frequente e problemático quando adultos ou em situações mais vulneráveis. Nem sempre esta é uma tarefa simples, e pode ser necessário procurar ajuda de profissionais da área de saúde mental para auxiliar na comunicação. Da mesma forma, os pais podem procurar profissionais da área para o trabalho individual com os adolescentes, com técnicas em habilidades sociais e de recusa ao beber, desenvolvimento de limites, resolução de problemas e resiliência.

Texto retirado da matéria “Dicas aos pais: como prevenir problemas com álcool?” da página do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA)

Equipes de ajuda: prontos para enfrentar o bullying

A fim de propiciar uma convivência mais saudável entre os alunos, foram formadas as equipes de ajuda do 6.o ano e da turma de alunos novos do 7.o ano do Ensino Fundamental. A formação aconteceu num sábado quando, a partir de dinâmicas e diálogos, sobre convivência, empatia e valores morais como solidariedade, justiça e respeito, os alunos foram capacitados para atuar em situações nas quais percebam a ocorrência de bullying, exclusão ou isolamento na escola.

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Durante o 2.o bimestre, os temas das aulas de CPG para 6.os anos e para a turma do 7.o ano novo, foram o bullying e cyberbullying e, consequentemente, foi realizada a votação dos alunos para as equipes de ajuda. Para isso, os professores fizeram perguntas como “em quem você confiaria um segredo?” ou “quais são as características de uma pessoa confiável?”. Todos indicaram nomes de colegas da turma e, aqueles que aceitaram, foram selecionados para compor as equipes de ajuda. Cada sala conta com uma equipe composta por três alunos. O colégio já tem equipes de ajuda nos 7.os e 9.os anos que, agora, podem contar também com a parceria dos colegas do 6.os anos.

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A equipe de ajuda tem a função de identificar entre os alunos aqueles que possam estar envolvidos em problemas ou situações de conflitos, além de situações que causem algum problema para o ambiente escolar. Os alunos membros podem intervir diretamente em alguns casos ou leva-los para a orientação já que há reuniões a cada quinze dias com as Orientadoras Lúcia Maiochi e Soraia Silva.

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Na formação foram aprendidas técnicas como a da aproximação, escuta ativa e enfrentamento de conflito. “Aprendi que é preciso nunca se achar superior ao outro e, sim, se colocar no lugar dele para poder ajuda-lo”, disse Rafael Serson, aluno do 6.o ano do Ensino Fundamental. “É importante ajudar a pessoa a saber como lidar com problemas porque não estaremos sempre lá para ajuda-los”, acrescentou Esther Linero, também aluna do 6.o ano.

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No sábado de formação estiveram presentes Lúcia Maiochi, Orientadora Educacional e professora de CPG; Estela Zanini, Coordenadora de CPG; as professoras Daiana Silva, Melissa Norcia e Ana Paula Zanini; Cristina Rebelo, assistente de CPG;  e Raul Alves e Luciana Zobel, representantes do GEPEM – Grupo de estudos e pesquisas em Educação Moral – da Unesp e Unicamp.

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O colégio já tem equipes de ajuda nos 7.os e 9.os anos do Ensino Fundamental. Agora, os alunos podem contar também com a parceria dos colegas de 6.os anos. Os membros de todas as equipes identificam-se pelo uso de uma pulseira azul.

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“Ter o olhar dos alunos nesse assunto é fundamental, eles são os protagonistas. Para os membros da equipe de ajuda é um ganho muito importante no desenvolvimento de habilidades socioemocionais”, comentou a Orientadora Educacional, Lúcia Maiochi. “Todos os alunos se mostraram altamente preocupados em exercer as funções de um aluno ajudante, se preocupando com os colegas, desenvolvendo a assertividade na linguagem, uma escuta ativa e empática, bem como valores de generosidade e respeito ao próximo”, concluiu Raul Alves.