Falta de vitamina D pode agravar prejuízos do tabagismo ao pulmão

Função pulmonar: prejuizos do cigarro podem ser ainda maiores se somados à deficiência de vitamina D (Thinkstock)

Segundo nova pesquisa, deficiência do nutriente é capaz de dobrar a piora da função pulmonar apresentada por fumantes ao longo de 20 anos

Fonte: Veja.com

A deficiência em vitamina D prejudica ainda mais a atividade dos pulmões dos fumantes ao longo do tempo, indicou uma nova pesquisa do Hospital Brigham and Women, que é afiliado à Universidade da Harvard, nos Estados Unidos. O

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nutriente, portanto, pode ter um efeito protetor contra os efeitos do tabagismo sobre a função pulmonar. Essas conclusões foram divulgadas nesta quinta-feira no periódico American Journal of Respiratory and Critical.

Os pesquisadores estudaram, durante 20 anos, a relação entre níveis de vitamina D, tabagismo e atividade dos pulmões em 626 homens. A função pulmonar dos participantes foi avaliada por meio da espirometria, um exame que mede velocidade e quantidade de ar que um indivíduo é consegue colocar para dentro e para fora dos órgãos. O estudo concluiu que cada maço de cigarros a mais consumido em um ano piora de maneira significativa a atividade pulmonar de todos os fumantes. No entanto, essa piora foi duas vezes mais intensa entre aqueles que apresentavam deficiência em vitamina D em comparação com os indivíduos com níveis ideais do nutriente.

“Nossos resultados sugerem que a vitamina D pode modificar os efeitos nocivos do tabagismo na atividade dos pulmões. Acreditamos que esse benefício pode ser atribuído às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do nutriente”, diz Nancy Lange, coordenadora da pesquisa. Para a autora, porém, é importante que as pessoas entendam que a vitamina D não é capaz de eliminar ou de tornar inofensivos os prejuízos ao pulmão provocados pelo tabagismo.

Segundo Lange, novos estudos podem examinar se a vitamina também é capaz de proteger o pulmão contra danos provocados por outros fatores, como a poluição do ar, por exemplo.

 

Álcool e falta de diálogo com família favorecem iniciação sexual precoce

Jovens de baixa renda que pouco se relacionam com os pais, se informam amigos e consomem álcool são o mais atingidos

Fonte: http://www.expressomt.com.br

Jovens de baixa renda que pouco se relacionam com os pais, pegam informações com amigos e consomem álcool com regularidade são o perfil de quem inicia a vida sexual precocemente e sem proteção. É o que mostra pesquisa da Central Única das Favelas (Cufa) feita em três cidades da periferia de Brasília.
Os resultados foram obtidos por meio da aplicação de questionários a 870 pessoas de baixa renda em três cidades do Distrito Federal (DF): Estrutural, Arapoanga e Itapoã. A Cufa, no entanto, divulgou apenas os números da Cidade Estrutural, a 15 quilômetros do centro de Brasília. Os dados referentes às outras cidades serão apresentados nos próximos dois fins de semana.
 De acordo com Max Maciel, coordenador-geral da Cufa no DF, o que mais chamou a atenção entre os moradores da Cidade Estrutural, onde 292 pessoas foram entrevistadas, é a baixa predominância da família tradicional, com pai, mãe e irmãos. De acordo com o levantamento, 24,4% dos pesquisados moram com parentes de segundo grau (tios, avós e primos); 17,1% vivem com a mãe; 11,3%, com pai e mãe; e apenas 4,1%, com o pai. A pesquisa mostrou ainda que 13% moram sozinhos, mas a maior fatia (30,1%) não se encaixou em nenhum desses perfis e foi registrada na categoria outros.
 Para Maciel, o distanciamento dos pais interfere na formação sexual dos jovens da cidade. ” Jovens que não dialogam com a família e buscam informações em outras fontes” , diz. A própria pesquisa constata que 45,9% dos entrevistados têm os amigos como principal fonte de informação sobre doenças sexualmente transmissíveis. Em segundo lugar, vêm profissionais da área (33,6%). A família só aparece na terceira posição, com 24%.
“O distanciamento dos pais interfere na formação sexual dos jovens da cidade” De acordo com o levantamento, em média, os moradores da Estrutural têm a primeira relação sexual aos 14 anos. Segundo o coordenador da Cufa, o problema não está na idade, mas na desinformação, que estimula o sexo sem proteção e acarreta gestações indesejadas e a transmissão de doenças. ” Não queremos ser moralistas e pedir que os jovens comecem a fazer sexo tarde. O importante é que a decisão, se for tomada, seja prazerosa e com segurança” , explica Maciel.
 A falta de esclarecimento prejudica o sexo seguro. Segundo a pesquisa, 79,3% dos moradores da Estrutural disseram que sabem como usar a camisinha, mas somente 52% de fato utilizam o preservativo. ” Muitos sabem sobre doenças e métodos de proteção somente na teoria, mas não põem os conhecimentos em prática” , diz Maciel.
 Entre os fatores para essa divergência, ele cita a baixa qualidade das informações buscadas com amigos e o consumo de álcool antes das relações. ” A maioria dos pesquisados disse não usar drogas, mas houve diversos casos em que as pessoas depois admitiram consumir cerveja e vinho com frequência” , destaca o coordenador da Cufa. ” Nessa parcela da população, falta o entendimento de que drogas legalizadas também são drogas.”
 O levantamento foi realizado entre novembro de 2011 e janeiro deste ano. Os resultados serão debatidos com as comunidades. Depois disso, a Cufa elaborará recomendações às escolas e aos formuladores de políticas de saúde pública, que só serão apresentadas em meados de agosto ou setembro.
Paralelamente, a Cufa, em parceria com a Secretaria de Saúde do DF e o Ministério da Saúde, capacitou adolescentes nas três cidades. Ao todo, 90 jovens (30 em cada cidade) participaram de um curso de uma semana em que se tornaram agentes de promoção de saúde. Hoje, eles percorrem as localidades, distribuindo kits e fornecendo orientações sobre sexo seguro e tirando dúvidas sobre as consequências do consumo de drogas, lícitas e ilícitas.
Desde o fim de abril, a estudante Luana Dionísia da Costa, 18 anos, atua como agente de promoção de saúde. Ela diz que somente o esclarecimento pode evitar que cada vez mais jovens contraiam doenças sexualmente transmissíveis ou fiquem grávidas na adolescência. ” Antes de conhecer o projeto, tinha muitas dúvidas e, às vezes, acabava fazendo coisas erradas e correndo risco” , diz a jovem. ” A multiplicação da informação é essencial para melhorar a saúde sexual dos jovens na periferia” , defende.

Cenas de fumo no cinema influenciam jovens independentemente da classificação do filme – Revista Veja

Pesquisa ainda concluiu que redução dessas cenas em filmes para adolescentes poderia diminuir em 18% tabagismo entre jovens

Cinema é um dos fatores que influencia tabagismo entre adolescentes, aponta estudo (Thinkstock)

Cenas de fumo no cinema deixam os adolescentes mais propensos ao tabagismo, independentemente da classificação etária ou do conteúdo dos filmes. Essa conclusão faz parte de um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Dartmouth, nos Estados Unidos, e publicado nesta segunda-feira na revista Pediatrics.

Participaram da pesquisa 6.522 jovens entre 10 e 14 anos de idade. Durante dois anos, a cada oito meses, foram questionados sobre se fumavam e quais filmes dentre aqueles que tiveram as maiores bilheterias do ano anterior eles haviam assistido. A partir da lista de filmes, os autores quantificaram as cenas de fumo às quais os adolescentes haviam sido expostos.

De acordo com os resultados, os jovens que assistiram o maior número de cenas de fumo no período da pesquisa se tornaram 50% mais propensos a fumar do que aqueles que foram expostos a menos cenas. A influência foi a mesma tanto em relação a filmes com classificação R (classificação dos Estados Unidos que permite que um jovem de 17 anos ou menos assista a um filme somente na companhia de alguém maior do que 21 anos) quanto com classificação PG-13 (que diminuiu esse limite para 13 anos).

Fora de contexto — Os autores explicam que, em filmes de classificação PG-13, o cigarro não é associado a comportamentos sexuais ou violentos (como fumar após o sexo, por exemplo), como o fazem muitas vezes os filmes destinados ao público mais velho, mas sim a hábitos do cotidiano, como ler um livro ou estar junto aos amigos. Para os pesquisadores, esses resultados sugerem, portanto, que não é o contexto em que o cigarro é colocado no filme, mas sim a representação do fumo que influencia os jovens ao fumo.

De acordo com o estudo, aproximadamente 60% das cenas envolvendo cigarros que os jovens relataram ter assistido vieram de filmes com classificação PG-13.  A equipe estima que reduzir cenas de cigarro nesses filmes ajudaria a diminuir o tabagismo entre pessoas dessa faixa-etária em até 18%.

Álcool — A mesma equipe que realizou esse estudo já havia publicado uma outra pesquisa que olhou para a influência das cenas de consumo de álcool no cinema sobre o comportamento dos jovens. Esse trabalho, que foi divulgado no periódico British Medical Journal Open, concluiu que a exposição a essas cenas é o terceiro maior fator de risco para adolescentes começarem a beber, sendo responsável por 28% do início do consumo de álcool e 20% da mudança para o uso constante.


CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Influence of Motion Picture Rating on Adolescent Response to Movie Smoking

Onde foi divulgada: revista Pediatrics

Quem fez: Mike Stoolmiller, Thomas Wills, Auden McClure Meg Gerrarde e James Sargent

Instituição: Faculdade de Medicina de Dartmouth, Estados Unidos

Dados de amostragem: 6.522 jovens de 10 a 14 anos

Resultado: Jovens que mais assistem a cenas de fumo no cinema, independentemente do restante do conteúdo do filme, podem apresentar até 50% mais chances de fumar. Diminuir essas cenas em filmes com classificação etária de 13 anos poderia diminuir em até 18% o tabagismo entre adolescentes.

Fonte: Revista Veja – 09/07/2012