Jovens trocam o cigarro pelo narguilé

As aulas de CPG no oitavo ano têm discutido os efeitos do tabaco e um assunto que despertou muito interesse dos alunos foi o narguilé

No dia 29 de agosto foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo e muitas notícias sobre o assunto foram publicadas em jornais tradicionais e nos portais da internet.

O blog CPG/Orientação Educacional aproveita o momento e disponibiliza mais informações para os interessados.

INCA alerta para malefícios do narguilé

Cachimbo de origem oriental tem quase 300 mil consumidores no país. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva desfaz crença de que tabaco fumado com o narguilé seja menos prejudicial à saúde; pelo contrário: uma hora de uso do produto equivale a fumar 100 cigarros.

Rio (29/08) – No Dia Nacional de Combate ao Fumo, embora o Brasil tenha motivos para celebrar a redução da prevalência de fumantes nos últimos anos, o uso do narguilé vem chamando a atenção dos profissionais da saúde: já são quase 300 mil consumidores do cachimbo oriental, de acordo com a Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab), realizada em 2008 pelo IBGE em parceria com o INCA.

Já entre estudantes universitários da área de saúde, em pesquisa feita nos municípios de São Paulo, Brasília e Florianópolis, do total das pessoas que declararam consumir com frequência outros produtos de tabaco, além do cigarro industrializado, mais de 55%, declararam fazer uso do narguilé. Em São Paulo, esse percentual chegou a aproximadamente 80%, de acordo com a pesquisa Perfil de Tabagismo em Estudantes Universitários do Brasil (PETuni) coordenada pelo INCA. Em São Paulo e Brasília, a apuração foi feita no ano passado; e em Florianópolis, em 2007.

“O fato de esses universitários pertencerem à área da saúde preocupa ainda mais, justamente por eles estudarem os malefícios do tabaco para o organismo. O narguilé engana, dando a sensação de que as impurezas do tabaco são filtradas pela água, o que é um equívoco”, diz o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.

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Jovens trocam o cigarro pelo narguilé, alerta Inca

Sessão de narguilé de 60 minutos equivale a estar em um ambiente com 100 cigarros acesos

Fonte: Agência Estado e R7 Notícias

 

A população jovem está trocando o cigarro pelo narguilé, o tradicional cachimbo de água oriental. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que fez uma revisão da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab), divulgada em 2008 pelo IBGE. Já naquele momento, 270 mil brasileiros utilizavam o narguilé.

Levantamento do Inca, em 2011, mostrou que um em cada cinco estudantes de odontologia, em São Paulo, utilizam outros produtos de tabaco, que não o cigarro — destes, 85% deles usavam narguilé.

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29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

504 cigarros é o consumo per capita.

9,2% de meninos e 13,2% de meninas, entre 13 e 15 anos, são usuários.

185 milhões de dólares é o custo direto.

35,5% dos jovens entre 13 e os 15 anos são fumantes passivos em suas residências.

Os dados acima são referentes ao nosso País e junto com outros dados mundiais estão disponíveis na 4ª edição do “The Tobacco Atlas” publicado pela American Cancer Society em conjunto com a World Lung Foundation.

Tentando minimizar esses números, o Brasil, no dia 29 de agosto, comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Desde 1986, quando tiveram início, as campanhas são temáticas. A deste ano dá continuidade à estratégia do Dia Mundial sem Tabaco focando o impacto socioambiental da indústria do fumo. Principalmente no que diz respeito ao meio ambiente.

O público alvo são jovens e adultos entre os 16 e os 50 anos. Uma opção muito importante quando se sabe que a experimentação acontece entre os 13 e os 25 anos.

Em seu site, o Instituto Nacional do Câncer informa: “Além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, dentre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: desmatamento, uso de agrotóxicos, agricultores doentes, incêndios e poluição do ar, das ruas e das águas”

Ainda segundo o INCA, a indústria do fumo atrapalha a vida escolar das crianças que vivem nas regiões produtoras. A colheita interfere em nosso desenvolvimento ao antecipar o final do ano letivo para poder se utilizar da mão-de-obra infantil.

Fumo passivo

600.000 fumantes passivos morreram em 2011. Na sua maioria, mulheres e crianças.

Pré adolescentes não fumantes, mas expostos ao fumo passivo podem desenvolver sintomas de dependência de nicotina.

Outros estudos revelam que pessoas expostas ao fumo passivo têm risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão, 30% mais risco de sofrerem doenças cardíacas e 25% a 35% mais riscos de terem doenças coronarianas agudas. Sem falar na propensão à asma e à redução da capacidade respiratória.

Pensando nisso, a Lei Federal 12.546/2011 aprovada pela presidente Dilma Roussef é um grande avanço, pois proibiu, em todo o País, o fumo em recintos coletivos fechados.

Desta forma o Brasil reforça sua intenção de cumprir artigo 8º da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que determina que os países que assinaram o documento adotem medidas para proteger a população dos riscos do tabagismo passivo em ambientes públicos, locais de trabalho e meios de transporte.

Mais alguns fatos sobre o tabaco:

No Brasil, pelo menos, 2.655 não-fumantes morrem a cada ano por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. O que equivale dizer que, a cada dia, sete brasileiros que não fumam morrem por doenças provocadas pela exposição à fumaça do tabaco.

50% dos fumantes morrem em consequência de problemas causados pelo hábito de fumar.

Segundo a OMS, a poluição tabagística ambiental, resultado da fumaça exalada pelo fumante, é a maior causa de poluição de ambientes fechados e a terceira maior causa de morte evitável no mundo.

A cada tragada o fumante inala cerca de 4.700 substâncias tóxicas.

O monóxido de carbono da fumaça do cigarro reduz o nível de oxigênio no sangue do bebê. A nicotina restringe o fluxo sanguíneo da mãe para a criança, acarretando baixo peso.

Um ano depois o hálito está impregnado de nicotina e alcatrão e, às vezes, dentes e dedos amarelados.

O fumante passivo, a curto prazo, apresenta irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça e aumento de alergias.

Em 7 segundos a nicotina atinge o cérebro e inicia um processo de dependência semelhante ao da cocaína, da heroína e do álcool.

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

(Fontes: Ministério da Saúde, NIDA, OMS, Hospital das Clínicas, GREA)

 

 

Indisciplina em sala de aula

Vinte anos separam as duas fotos.

Uma eternidade em se tratando de século XX.

Até os dias de hoje mais setenta e poucos anos e, com certeza, mudanças ainda mais significativas na relação professor-aluno.

Evidente que havia problemas de indisciplina nas duas salas retratadas acima. Bem mais do que as cabeças abaixadas da primeira foto ou do que a postura respeitosa da segunda permitem supor.

O que mudou então?

Muitos pesquisadores apontam para o que não teria mudado, afirmando que, entre as salas de aula dos anos 20 ou 40 chegando às salas do século XXI, a forma de ensinar dos professores é semelhante. Um problema grave conhecendo as diferenças entre os alunos de ontem e os de hoje.

Seria apenas isso a principal causa do aumento da indisciplina entre os alunos de todos os anos? Escolas e professores mais interessantes não sofrem com a indisciplina?

Doutor em Educação pela PUC/SP, o professor Joe Garcia, um reconhecido estudioso do assunto, afirma: “Há uma variedade e causas possíveis para a indisciplina escolar, que podemos reunir em dois grupos. Um desses engloba as causas consideradas externas à escola, como a violência social, a influência da mídia e o ambiente familiar. Já o segundo grupo envolveria questões próprias ao ambiente escolar como, por exemplo, a qualidade do currículo, a relação professor-aluno, a motivação do aluno, bem como a própria clareza quanto à disciplina esperada em sala de aula.”

Garcia também diz que a indisciplina causada por alunos instáveis e imprevisíveis seria a grande questão pedagógica da escola nos dias de hoje.

Ele aponta um caminho: “O professor seria mais efetivo sendo pró-ativo em atitudes que auxiliem os alunos no desenvolvimento de competências para a convivência e aprendizagem nos contextos coletivos. Muito importante também é a construção de vínculos que promovam um ambiente de acolhimento em sala de aula. Sem dúvida, nós professores, precisamos trabalhar sobre o nosso próprio olhar se desejamos que os alunos sejam melhores”.

O pesquisador Luciano Campos da Silva da Universidade Federal de Ouro Preto segue a mesma linha afirmando: “… certas características do trabalho e educativo desenvolvido pelos professores costumam funcionar como fatores inibidores ou favorecedores da indisciplina. É por isso que, conforme pode ser facilmente observado em qualquer sala de aula, os atos de indisciplina não costumam afetar, da mesma forma e com a mesma intensidade, todos os professores, uma vez que muitos alunos parecem literalmente “escolher” os professores na presença dos quais poderão ou não protagonizar os seus atos de indisciplina.”

Muito também já se discutiu sobre as responsabilidades da família diante da indisciplina na escola e um dos pontos de maior consenso entre os educadores é o entendimento de que os pais estão delegando a educação de seus filhos às escolas. A crise da autoridade familiar, segundo a maioria, seria a principal causa da desordem em sala de aula.

Marília Carvalho, da Faculdade de Educação da USP diz: “Não podemos culpar apenas a escola ou a família. A indisciplina escolar é um problema há muito discutido e aumenta a cada ano. As relações entre o universo infantil e adulto passam por grandes transformações e é inevitável que isso chegue as escolas”.

Para o filósofo espanhol Fernando Savater os pais estão mais preocupados em vivenciar momentos alegres e sem conflitos com seus filhos e exigem que o professor atue também no papel de disciplinador.

Essa exigência – nós educadores sabemos – costuma ser ambígua, contestada e muitas vezes convenientemente esquecida.

Dificilmente os pais percebem que, ao abandonar suas responsabilidades, diminuem muito a possibilidade de reclamar.

Todo mundo perde com essa situação.

Parafraseando o Dr. Joe Garcia, a família também precisa trabalhar o próprio olhar se querem alunos e filhos melhores.

Em tempo. A pesquisadora da Universidade de Genebra, Silvia Parrat-Dayan escreveu “Como enfrentar a indisciplina na escola”. O livro da Editora Contexto é amplo na abordagem do problema e leitura importante para o educador preocupado com o ambiente de sua sala de aula.

Departamento de Orientação Educacional

Pais subestimam o uso do álcool e drogas pelos filhos

HypeScience – Por Stephanie D’Ornelas
Quando o assunto é drogas e álcool na adolescência, a maior parte dos pais prefere acreditar que o problema existe, mas com o vizinho, e não com os próprios filhos. Isso é o que sugere um novo estudo norte-americano, que descobriu que a maior parte dos pais crê que mais da metade dos adolescentes ingerem álcool – mas eles não incluem os próprios filhos nessa estatística. Apenas 10% dos pais acreditam que os seus filhos ingeriram álcool no último ano, e 5% acham que seus filhos adolescentes fumaram maconha nesse período.

Esses números reduzidos contrastam com a realidade, já que um levantamento recente mostrou que 52% dos adolescentes pesquisados relataram ter ingerido bebidas alcoólicas e 28% afirmaram uso de maconha no último ano. Essa pesquisa foi realizada com cerca de 420 escolas públicas e privadas de ensino médio e ensino fundamental dos Estados Unidos, o que forneceu uma representação bastante precisa dos estudantes de diferentes níveis no país. Mas enquanto os pais parecem acreditar que seus filhos estão longe das drogas e do álcool, eles certamente não acreditam que os colegas de seus filhos são tão inocentes assim. De acordo com o estudo, 60% dos pais afirmaram que acreditam que colegas de seus filhos beberam álcool e 40% crê que eles usaram maconha no último ano. O quadro que indica que os pais esperam que os problemas com drogas e álcool não acontecerão dentro de casa mostra a necessidade de conscientização sobre o uso dessas substâncias na adolescência. A sugestão dos pesquisadores é a de que os pais abordem o assunto com os filhos adolescentes de uma forma não ameaçadora, e que falem com eles sobre a importância de resistir à pressão negativa dos colegas. Os pesquisadores também sugerem que os pais acompanhem a vida dos filhos e procurem sinais do uso dessas substâncias. Mas sem exageros: se os pais descobrirem que o filho já passou por uma experiência do tipo, a oportunidade deve ser aproveitada para conversar com os adolescentes, e não para puni-los. O mais importante é sempre o diálogo e o jogo limpo – tanto da parte dos pais quanto dos filhos. [LiveScie]

Fonte: Blog Dependência Química

A vida em pequenas felicidades

Existem pequenas coisas na vida que passam despercebidas, mas nos deixam felizes. A atividade de CPG Coisinhas à toa que nos fazem felizes agora está aberta também à participação de professores e funcionários do Band.

Uma exposição na sala dos professores, inédita, não contou só com os caderninhos que revelam os desejos dos estudantes, mas também com um mural interativo de vidro. Quem passa por lá, pode escrever o que os deixa felizes com canetas marcadoras. “Ouvir o silêncio”, “abraço de criança” e “cozinhar para os amigos” foram frases que apareceram no mural escritas por professores e funcionários.

“Inserimos os professores no projeto para saber o que eles pensam disso, para fazerem uma reflexão própria de suas felicidades”, disse a professora de Matemática e integrante de CPG, Inês Vilhena.

A atividade, focado no 6o ano, tem o principal objetivo o estímulo a auto-estima e reconhecimento desses momentos especiais pelos alunos. “Eles são todos novos no colégio, pouco se conhecem entre si. Esse trabalho, mesmo individual, acaba realizado em grupo, com conversas sobre o cotidiano de cada um”, explicou Estela Zanini, coordenadora de CPG.

O processo é composto por discussões em torno de pequenas coisas e prazeres que os alunos vivenciam em seus dias. Depois dessa etapa, eles produzem um livrinho ilustrando os resultados. Desenham, colorem e escrevem em cerca de seis páginas o que sentem e pensam, para mostrar seus motivos de felicidade.

Os números da maconha

No dia 1 de agosto, a Unifesp divulgou dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas. Terminado em março de 2012, essa pesquisa aponta que cerca de 8.000.000 de pessoas já usaram maconha.

Veja como alguns dados foram disponibilizados na internet.

Drogas ilícitas

Mais de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha todos os dias

Levantamento divulgado pela Unifesp aponta que 62% das pessoas tinham menos de 18 anos quando entraram em contato com a droga

Veja.com

Mais de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha todos os dias. O dado faz parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), primeira amostragem sobre o consumo da droga no Brasil. O trabalho foi realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira. Segundo o estudo, 3,4 milhões de pessoas entre 18 e 59 anos usaram a droga no último ano e 8 milhões já experimentaram maconha alguma vez na vida – o equivalente a 7% da população brasileira. Desses, 62% deles tiveram contato com a droga antes dos 18 anos.

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Maconha, entre nós: 1,5 milhão usam todo dia

Maurício Martins – A Tribuna

Mais de 1 milhão e 500 mil brasileiros, incluindo adolescentes, consomem maconha todos os dias. Já o uso da droga pelo menos uma vez, nos últimos 12 meses, é admitido por 3,4 milhões de adultos e 470 mil adolescentes entre 14 e 16 anos. Chega a oito milhões o número de pessoas entre 18 e 59 anos que experimentaram a droga alguma vez na vida, ou 7% de toda a população brasileira. Os dados fazem parte do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) no início do ano e divulgado ontem em São Paulo. Foi a primeira amostra detalhada sobre usuários de drogas no País, seguindo padrões internacionais. Em 2006 a Unifesp fez outra pesquisa, menos abrangente.

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‘80% começam pela maconha’, diz psicólogo que atende viciados no AM

Fazenda Esperança é um dos locais que acolhe dependentes químicos. Pesquisa revelou que 1,5 milhão de brasileiros fumam maconha diariamente.

Tiago Melo Do G1 AM

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que cerca de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha diariamente no Brasil. No Amazonas, não há números exatos sobre o problema, mas as instituições que cuidam de dependentes vivem cheias. Só em 2011, cerca de 1.100 pessoas passaram pelo Serviço de Atendimento Psicossocial às Famílias (Sapif) voltado para problemas envolvendo o consumo de drogas.

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Maconha é consumida diariamente por 1,5 milhão de brasileiros

Primeira Edição – Alagoas

No Brasil, 1,5 milhão de pessoas usa maconha diariamente. O índice de dependentes deste tipo de droga chega a 37%. Os dados constam do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas – Uso de Maconha no Brasil, realizado em 149 municípios em todo o país, apresentados nesta quarta-feira pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

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