Campanhas de prevenção 9.os anos 2012

As campanhas de prevenção dos 9.os anos/2012 representam uma reflexão criativa das informações a respeito das drogas e seus males. A produção dos alunos encerra o tema “drogas”, desenvolvido ao longo do curso de CPG do Ensino Fundamental. Os trabalhos propõem uma conscientização, sem deixar de lado o humor e a sensibilidade. Vale a pena vê-los.

CPG9A01051519 1


CPG9A04070917

CPG9a2027283536


CPG9B01050708


CPG9e0509121618

cpg9f01091517

cpg9f03071011


cpg9f25273233


cpg9g28344041


cpgcp20913010215


CPG9C03091016


CPG9D0105061419


CPG9D20323336


CPG9F20243031


CPG9G02091419

Fumo entre adolescentes

Quer prevenir o tabagismo entre adolescentes? Entenda por que eles fumam e como falar com seu filho adolescente sobre cigarros.

Fonte: Clínica Mayo e Blog da ACTbr(Aliança de Controle do Tabagismo)

Dez maneiras de ajudar o adolescente a manter-se longe do cigarro

1: Entenda a atração exercida pelo cigarro

O fumo entre adolescentes pode ser uma forma de rebeldia ou um modo de se sentir parte de um determinado grupo de amigos. Alguns adolescentes acendem o cigarro na tentativa de perder peso ou de se sentir melhor consigo mesmos. Outros fumam para parecer moderno, atual ou independente. Pergunte ao adolescente como ele(a) se sente sobre o tabagismo e se algum de seus amigos fumam. Reconheça as boas escolhas e fale sobre as consequências das más escolhas. Você também pode falar sobre como as empresas de tabaco tentam influenciar o modo como se vê o tabagismo – por exemplo, mostrando o fumo em filmes de forma atraente ou glamourosa, para criar a percepção de que fumar seria fascinante.

2: Diga não ao fumo entre adolescentes

Você pode sentir que o adolescente não ouve uma palavra que você diz, mas diga assim mesmo. Diga a seu filho adolescente que não é permitido fumar. Sua desaprovação pode ter mais impacto do que você pensa. Adolescentes cujos pais demonstram de forma clara suas restrições ao tabagismo na adolescência tendem a fumar menos do que aqueles cujos pais não estabelecem limites. O mesmo acontece no caso dos adolescentes que se sentem mais próximos de seus pais.

3: Dê um bom exemplo

O tabagismo é mais comum entre adolescentes cujos pais fumam. Se você não fuma, mantenha-se assim. Se você fuma, pare – agora. Quanto mais cedo você parar de fumar, menor a probabilidade de seu filho adolescente tornar-se um fumante. Pergunte ao seu médico sobre as formas de parar de fumar. Enquanto isso, não fume em casa, no carro ou na frente de seu filho adolescente, e não deixe os cigarros onde ele(a) possa encontrá-los. Explique o quão insatisfeito ou infeliz se sente por fumar, como é difícil parar e que você vai continuar tentando até largar o cigarro para sempre.

4: Apelo à vaidade

Fumar não é glamouroso. Lembre que fumar é sujo e malcheiroso. Fumar dá mau hálito e rugas. Faz as roupas e cabelo ficarem cheirando a cigarro, e os dentes ficam amarelados. Fumar pode provocar uma tosse crônica e menos energia para praticar esportes e outras atividades agradáveis.

5: Faça as contas

Fumar é caro. Ajude o adolescente a calcular o custo semanal, mensal ou anual de fumar um maço por dia. Compare o custo de fumar com o preço de aparelhos eletrônicos, roupas ou outros itens de interesse dele(a).

6: Considere a pressão dos colegas

Amigos que fumam podem ser convincentes, mas você pode ajudar o adolescente a lidar com situações sociais difíceis e discutir como recusar a oferta de cigarros. Pode ser algo tão simples como dizer: “Não, obrigado, eu não fumo.” Quanto mais o adolescente pratica esta recusa básica, maior a probalidade de dizer não no momento da verdade.

7: Leve a dependência a sério

A maioria dos adolescentes acredita que podem parar de fumar a qualquer hora. No entanto, adolescentes podem tornar-se tão dependentes do tabaco quanto os adultos – muitas vezes rapidamente e com doses relativamente baixas de nicotina. Uma vez dependente, é difícil parar de fumar.

8: Fale sobre o futuro

Adolescentes tendem a achar que coisas ruins só acontecem com os outros. Explique as consequências do tabagismo a longo prazo – como o câncer, ataque cardíaco

Only not. She and? This well geneticfairness and, the still but the ingredients.

e acidente vascular cerebral (derrame). Mencione exemplos de conhecidos, familiares ou celebridades que ficaram doentes por causa do fumo.

9: Pense além dos cigarros

Tabaco sem fumaça, cigarros de cravo ou com sabor doce às vezes são confundidos como menos prejudiciais ou viciantes do que os cigarros tradicionais. O narguilé (fumar tabaco através de uma tubulação de água) é também por vezes apresentado como seguro. Não deixe o adolescente ser enganado. Como os cigarros tradicionais, estes produtos são viciantes e podem causar câncer e outros problemas de saúde. Muitos têm concentrações até mais elevadas de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono.

10: Participe

Tenha uma postura ativa contra o tabagismo na adolescência. Participe de campanhas anti-tabagismo na escola, apóie esforços para tornar os lugares públicos livres de fumo e o aumento de impostos sobre os produtos de tabaco, que são medidas que podem ajudar a reduzir as chances do adolescente tornar-se um fumante.

Caso o adolescente já tenha começado a fumar, evite ameaças ou ultimatos. Em vez disso, tente descobrir por que seu filho adolescente fuma – e discutir formas de ajudá-lo. Evitar fumar ou cessar o tabagismo é uma das melhores coisas que o adolescente pode fazer por sua vida e sua saúde.

Conheça os riscos do consumo excessivo de álcool

Portal de Paulínia e Blog Dependência Química

Aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo ingerem bebidas alcoólicas.

Além de atuar no funcionamento cerebral (deprime as atividades do Sistema Nervoso Central), o álcool também age diretamente em diversos órgãos, como fígado, coração e parede do estômago, contribuindo para que seus efeitos na saúde sejam ainda mais complexos.

Aproximadamente dois bilhões de pessoas em todo o mundo ingerem bebidas alcoólicas. Foi indicado que o volume médio de álcool puro consumido por pessoa no Brasil equivale a 6,9 litros por ano, quantidade inferior aos padrões da Europa (13 litros), Estados Unidos (9,4 litros) e Canadá (9,8 litros), porém elevado.

Além do volume ingerido, é importante estar atento ao padrão de uso da substância, ou seja, a maneira ou circunstâncias em que isso ocorre.

Por exemplo, os padrões mais pesados de uso frequentemente expõem o consumidor a diversos tipos de problemas e ao desenvolvimento de transtornos relacionados ao consumo de álcool (abuso e dependência).

É o caso do beber pesado episódico (BPE, definido como a ingestão de cinco ou mais doses de álcool para homens e quatro ou mais doses para mulheres em um período de 2h), considerado um dos principais indicadores relacionados ao padrão de uso prejudicial desta substância, que tem um impacto significativo no cenário mundial.

Entre os principais prejuízos do BPE, destacam-se os danos à saúde física, sexo desprotegido, gravidez indesejada, infarto agudo do miocárdio, overdose alcoólica, quedas, violência (incluindo brigas, violência doméstica e homicídios), acidentes de trânsito, comportamento antissocial como, por exemplo, na família e trabalho além de queda no rendimento escolar e ocupacional, tanto em jovens como na população em geral.

Em contraste aos padrões de uso pesado, diversos estudos apontam que em pequenas quantidades as bebidas alcoólicas podem ser benéficas à saúde, estando associadas à diminuição no risco de doenças cardiovasculares, diminuição nas perdas cognitivas decorrentes da idade, redução de estresse e de ansiedade, promoção de bem-estar, entre outros fatores.

Entretanto, vale ressaltar que não existe um nível seguro para o consumo do álcool; se a pessoa bebe, já pode estar em risco de sofrer problemas de saúde e outros, principalmente, se ingerir mais de duas doses por dia e não deixar de beber pelo menos dois dias na semana.

Uma dose-padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50 ml de destilado) contém, aproximadamente, 14 g de álcool puro.

Maconha artificial

Estados Unidos tentam fechar cerco contra maconha artificial

Ingrid Tavares
Do UOL, em São Paulo

24/09/2012

Os Estados Unidos entram em uma nova fase na luta contra as drogas nesta semana. Após uma investigação que buscou provas em todo o país desde o Ano-Novo de 2012, as autoridades devem indiciar três pessoas pela produção e distribuição de maconha artificial.
“O spice [gíria em inglês para maconha artificial] é bem popular tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido há alguns anos. O relatório de drogas da ONU, que é feito por um escritório bem formal e distante das ruas, começou a dar destaque para ele no fim da década passada, em 2009, mas é um fenômeno dos anos 2000”, explica o jornalista Tarso Araujo, autor do Almanaque das Drogas, da editora Leya.
Para driblar a legislação dos EUA, a droga extraída da planta Cannabis passou a ser também fabricada em laboratórios caseiros com um processo químico lucrativo e, até então, legalizado. A maconha artificial é uma mistura feita de ervas, incenso, grama, acetona e canabinoides sintéticos importados da China e da Índia.
Mas agora, Dylan Harrison, John Shealy e Michael Bryant, sócios da empresa Mr. Nice Guy, podem ficar até 30 anos atrás das grades por comercializar mais de cem pacotes com ervas medicinais “turbinadas” com elementos químicos por semana.
Brecha
Identificados por siglas alfa-numericas, esses químicos eram permitidos, pois imitavam os efeitos da droga sem trazer na sua composição o THC (tetrahidrocanabinol) ou outras substâncias psico-ativas proibidas da maconha. Quando a Justiça descobria qual o canabinoide sintético comercializado, os fabricantes mudavam a fórmula e vendiam uma nova droga no lote seguinte, mantendo-se sempre à frente da lei.
“Esses elementos são perigosos porque são mais potentes do que os canabinoides ‘naturais’ da maconha. Estudos apontam que eles se encaixam com mais intensidade nos receptores de canabinoides que existem em várias partes do nosso organismo – do hipocampo ao sistema gástrico, que regula nosso apetite”, afirma Araujo.
A maconha tem uma sigla menos conhecida, o CBD, mas que faz um importante contraponto no cérebro das pessoas aos males provocados pelos canabinoides. “O canabidiol [CBD] é outro componente da planta da maconha, mas que não traz esses efeitos nocivos, como ataques de ansiedade e esquizofrenia provocados pelo THC”, explica o neuropsicólogo Paulo Jannuzzi Cunha, pesquisador do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas. “Ele mimetiza o efeito de relaxamento, por exemplo, mas não chega a trazer o efeito mais danoso no cérebro que o THC carrega e que causa o ‘barato’ maior.”
A ausência do CBD na substância de laboratório pode explicar o porquê de a droga ser mais nociva (e preocupante) do que a “original”. Relatos médicos indicam que os usuários da maconha artificial apresentaram sérios transtornos psiquiátricos quando não ficavam catatônicos.
“Essas drogas têm dois aspectos que facilitam o uso e atraem os jovens para o consumo: o acesso fácil e também o fator de risco desconhecido, que se encaixa no perfil do jovem, que não se importa com as consequências”, lembra Cunha, especializado em dependentes químicos.
O imbróglio
A Justiça começou a combater o uso descontrolado da maconha sintética há dois anos, quando um ato proibiu o uso de cinco substâncias bastante populares, entre elas JWH-018, AM-2201 e HU-210, e, principalmente, seus análogos.
Mas os advogados dos três empresários de Miami alegam que eles comercializavam um composto bem diferente, fato que os protegeu até julho. Mas há dois meses, o presidente Barack Obama baniu todos os tipos de canabinoides artificiais, enquadrando o grupo de vez.
“UR-144 é um dos componentes estruturalmente diferente das substâncias banidas e muito difícil de ser enquadrado na lei dos análogos. Basicamente, eles mudaram uma molécula e a substituíram por um novo grupo químico. O produto com UR-144 não vai causar euforia, alterar a percepção nem mexer nas habilidades motoras, e isso não é uma mudança pequena”, alegam Thomas Wright e Spencer Siegel à imprensa norte-americana.
O escritório da dupla ficou especializada em prestar assessoria jurídica, ao custo mensal de US$ 3.500, a vários fabricantes e distribuidores de drogas sintéticas no país. O caso da empresa Mr. Nice Guy é um emblema contra a fragilidade do sistema jurídico que, segundo a dupla, não está preparado para entender a questão das drogas sintéticas.
“Além da proibição de novas drogas sintéticas não ter efeito prático, ela dá condições para o mercado negro. O movimento de proibir essas drogas gera substâncias em que o controle de qualidade é muito baixo e que não têm testes clínicos. É um tiro no pé, na minha opinião”, conclui o autor do Almanaque das Drogas.

3 X Crack

Três noticias sobre o crack envolvendo três estados brasileiros.

A fonte principal das notícias é o Blog Dependência Química.

Crack resiste e com ele sujeira se alastra pelo centro de SP

Folha de S. Paulo

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

A rua Dino Bueno, no centro da cidade, retomou o pulso, coração da cracolândia que é. Na semana passada, 200 homens, mulheres e crianças acotovelavam-se na esquina com a rua Helvétia.

Todos disputavam pedras de crack que uma mulher de cabelos loiros oxigenados distribuía. “É nóis, é nóia”, sintetizou o autônomo Antônio Goulart, 45, usuário da droga, sobre a natureza da aglomeração.

“Eu teria vontade de rir se o problema não fosse comigo. Está tudo como antes”, disse à Folha a manicure Olinda de Jesus, 56, que vive em um prédio na praça Júlio Prestes. “É insuportável a sujeira, a bagunça, o barulho. Muita gente já saiu daqui [por não aguentar].”

Leia mais

Usuários de crack se multiplicam em bairros de Cuiabá

Mídia News

Morada da Serra, Centro-Norte, Porto, Osmar Cabral e Distrito industrial são os pontos mapeados.

KATIANA PEREIRA DA REDAÇÃO

Um mapeamento feito pela Secretaria Nacional Antidrogas, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), traça um cenário das “cracolândias” nas capitais brasileiras. Diz no mapeamento que, nessas regiões, é comum o consumo de crack e merla.

Em Cuiabá, os dados apontam para os bairros Morada da Serra, Centro-Norte (Centro Histórico), Porto, Osmar Cabral e Distrito industrial. Nessas regiões, as “cracolândia” são itinerantes e vão se movimentando segundo o ritmo das incursões policiais e de brigas entre traficantes.

Um levantamento feito pela Polícia Civil mostra que foram cadastradas 140 pessoas que estavam em “situação de rua” e atuam como “flanelinhas” para sustentarem o vício.

Leia mais

´Feminização´ do crack fortalece o circuito da droga em Fortaleza

Diário do Nordeste

Vulnerabilidade

Histórias contadas por usuárias comprovam o poder do crack e a ligação da droga com a violência e a pobreza

Um ser forte, muitas vezes matriarca, apoio emocional e social de uma família, sensíveis aos problemas do mundo, geradoras de renda, agraciadas por carregar no ventre a humanidade. As mulheres são seres especiais, mas, apesar de toda essa fortaleza, um inimigo tem conseguido atingir de forma cruel, desumana e devastadora parte das meninas, adolescentes e adultas do sexo feminino: o crack.

Através desta “feminização”, dia após dia, o circuito das drogas vem se fortalecendo na Capital. Em várias esquinas da cidade, é possível encontrar perfis diversificados de mulheres sob efeito do crack. Existem as crianças e adolescentes usuárias, as mulheres que viram moradoras de rua por conta da dependência, as filhas dessas mulheres que caem na total vulnerabilidade social, as que se prostituem para comprar o crack e as que ganham a vida traficando para sustentar os próprios vícios.

Leia mais