Dia Nacional de Combate ao Fumo – 29 de agosto

Principal causa de morte evitável no mundo, o tabagismo atinge 1 bilhão e 200 milhões de pessoas em todo o mundo. Responsável por inúmeros problemas de saúde tem o câncer de pulmão como a face mais visível. Enfisema, bronquite crônica, derrame cerebral, infarto também podem atingir os 47% da população masculina e 12% da feminina dependentes do cigarro. Jovens incluídos.

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Na quinta-feira, 29 de agosto comemora-se o Dia Nacional de Combate ao Fumo com várias ações de conscientização em todo o país.

Pensando no hábito de fumar precoce, o INCA(Instituto Nacional do Câncer) adotou como tema em 2013 o uso do narguilé.

Entendido como inofensivo por adolescentes, o uso também está associado ao desenvolvimento de dependência de nicotina, câncer de pulmão, doenças respiratórias, doenças bucais. O fumo, mais úmido e adocicado e a também a água utilizada passam a falsa ideia de que se uso não provoca danos à saúde.

Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) são claros quando mostram que uma sessão de narguilé (20 a 70 minutos) se compara ao uso de 100 cigarros! Além disso, após 45 minutos de sessão, o fumante apresenta aumento dos batimentos cardíacos, aumento da exposição a metais pesados e outras substâncias tóxicas como hidrocarbonetos. O consumo persistente também é responsável por câncer de pulmão, boca e bexiga, aterosclerose e doença coronariana. Sem falar que o hábito de compartilhar o bocal entre os usuários pode resultar na transmissão de doenças como herpes, hepatite C e tuberculose

Surpresa e espanto não são raros quando, durante as aulas de CPG, os alunos têm contato com esses dados.

No dia 31 de maio comemorou-se o Dia Mundial sem Tabaco e aqui no blog já havíamos destacado alguns fatos sobre o tabaco.

Para reforçar seguem mais fatos e uma comparação entre o cigarro e o narguilé.

Fatos:

50% dos fumantes morrem em consequência de problemas causados pelo hábito de fumar.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) as doenças causadas aos não fumantes pela exposição à fumaça do cigarro em ambientes fechados são a terceira causa de morte evitável no mundo.

A cada tragada o fumante inala cerca de 4.700 substâncias tóxicas.

O monóxido de carbono da fumaça do cigarro reduz o nível de oxigênio no sangue do bebê. A nicotina restringe o fluxo sanguíneo da mãe para a criança, acarretando baixo peso.

Na Noruega um maço de Marlboro custa cerca de R$ 15,00, nos EUA custa cerca de R$ 9,00 e no Brasil cerca R$ 3,00

Mais Fatos:

Aos 13 anos, a primeira tragada provoca náusea, palidez, suor, redução dos batimentos, cardíacos, tonteira e tosse.

Um ano depois o hálito está impregnado de nicotina e alcatrão e, às vezes, dentes e dedos amarelados.

O fumante passivo, a curto prazo, apresenta irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça e aumento de alergias.

Em 7 segundos a nicotina atinge o cérebro e inicia um processo de dependência semelhante ao da cocaína, da heroína e do álcool.

Nos E.U.A, os fumantes passivos estão sendo beneficiados pela justiça em ações contra a indústria do fumo.

( Fontes: Ministério da Saúde, NIDA, OMS, Hospital das Clínicas, GREA)

Narguile x Cigarro

Imagem1Duração:

Cigarro: 5 min

Narguilé: 20 min/1hora

Fumaça inalada:

Cigarro: 500 ml

Narguilé: 10 litros

E mais: Herpes,Tuberculose,Hepatite

3.550 substâncias nocivas + monóxido de carbono + nitrosaminas+ hidrocarbonetos

A água não reduz o efeito nocivo das substâncias tóxicas e cancerígenas.

Maior incidência de doenças pulmonares crônicas entre usuários de narguilé.(OMS)

Aprendizado e angústia – Rosely Sayão

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O texto abaixo foi originalmente publicado no jornal “Folha de São Paulo” em 13 de agosto de 2013

ROSELY SAYÃO

Aprendizado e angústia

Com o incentivo de um adulto, a criança consegue encarar melhor o difícil processo de aprendizado

Ficar concentrado em algo que exige muito de nossa atenção tem sido cada vez mais difícil e doloroso. Vivemos num mundo que nos diz, incessantemente, que precisamos ter satisfação logo, que a dor precisa ser evitada e/ou suprimida, que a felicidade é a melhor escolha.

Quando tentamos nos concentrar em uma tarefa árdua, logo percebemos que as distrações presentes em nosso entorno são, quase sempre, bem mais sedutoras, não é verdade? Dá vontade de beliscar algo gostoso, de atender a um telefonema nada importante, de ler as mensagens que chegaram, de buscar algo na internet etc.

Pronto: está armada a cilada que tem como objetivo nos retirar da situação incômoda em que estávamos. Ter de realizar algo que não é nossa escolha no momento e que exige esforço e tempo de dedicação perturba, angustia, provoca insatisfação. E é disso que queremos fugir.

Claro que, ao agirmos assim, a situação irá se complicar porque, afinal, aquela tarefa precisará ser realizada mais cedo ou mais tarde. Aí é que entra o exercício da maturidade. Realizamos um esforço ainda maior para dar conta de nossa responsabilidade porque sabemos que ela é intransferível.

A criança sofre esse contexto muito mais do que o adulto. Imagine, caro leitor, uma criança ao fazer uma lição ou ao aprender algo que dizemos que ela precisa saber.

Certamente você já testemunhou uma cena desse tipo. Ela decide apontar o lápis, organizar seu material à mesa, pegar (dezenas de vezes) algo necessário na mochila… Além disso, sente fome e vontade de ir ao banheiro, olha para sua borracha e se lembra de uma outra que tanto queria mas não tem…. E assim ela segue, sem saber que o seu comportamento visa unicamente escapar da angústia que ela enfrenta.

Nós, que aqui estamos há muito mais tempo do que ela, fomos tão tomados por esse mesmo contexto, que nem sempre nos damos conta de que a criança precisa de nossa ajuda nesse momento. Ela precisaria saber, por nossa condução, que ela pode comer mais tarde, que não precisa de tanto material por perto, que a vontade de ir ao banheiro pode ser postergada etc.

Ao contrário, tratamos de atender a todas as suas solicitações na tentativa de “limpar” a situação para que a criança consiga, finalmente, se dedicar ao que precisa. Tudo o que conseguimos ao agir assim é estimular a criança a escapar de outros modos de sua missão.

Há um grupo de crianças que confunde a angústia que a toma nesse momento com dor. Dor física: dor de cabeça, dor de barriga, dor na mão, por exemplo, são reclamações frequentes de crianças que enfrentam a angústia de ter de aprender algo.

Como a lógica médica passou a reger nossas vidas, damos toda atenção a
tais dores, que não são inventadas pela criança, é bom ressaltar: são confundidas por ela.

Quase todas as escolas hoje têm enfermaria; a qualquer hora do dia, se você passar por lá, caro leitor, encontrará alguma criança com tal reclamação, tanto quanto muitas outras no banheiro, no bebedouro, vagando pelos corredores.

Elas deveriam ser encorajadas a ficar em classe e a enfrentar a angústia que o aprendizado provoca. Com nossa ajuda, com nosso apoio, com nossa firmeza e carinho, elas podem enfrentar tal desconforto por conta própria e seguir em frente.

O resultado seria o crescimento da autoestima, que se desenvolve à medida que a criança adquire confiança em sua capacidade de colocar em ato seu potencial.