Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids – 1º de dezembro

Hoje comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. No Brasil a campanha deste ano visa conscientizar  jovens homossexuais de 15 a 24 anos das classes C, D e E. A ação discute as questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/aids, na população prioritária, sob o ponto de vista do estigma e do preconceito. Além disso, a ideia é estimular a reflexão sobre a falsa impressão de que a aids afeta apenas o outro, distante da percepção de que todos estamos vulneráveis.

Na Organização Mundial da Saúde (OMS) a ênfase é por estender o tratamento anti- retroviral a todas as pessoas portadoras do HIV e com isso acabar com a epidemia de AIDS em uma geração.

World Aids Day: Getting to Zero é o mote da campanha.

Abaixo os infográficos que ilustram a campanha.

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Fontes: http://www.aids.gov.br/pagina/dia-mundial-aids
http://www.who.int/campaigns/aids-day/2015/en/

Maior pesquisa global sobre drogas começou ontem no Brasil

O Levantamento Global de Drogas (Global Drug Survey – GDS) é a maior pesquisa online independente e neutra sobre consumo de substâncias no mundo. O estudo é organizado pelo pesquisador Adam Winstocke, do Kings College London, e conta com pesquisadores experts em dependência química e áreas afins ao redor do mundo, que colaboram para a sua realização. No Brasil, o estudo é organizado pela pesquisadora da UNIFESP Clarice Sandi Madruga, contando também com o apoio da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (UNIAD) e da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).O Levantamento Global de Drogas é realizado há mais de uma década, com a participação de cada vez mais países ano a ano. Ele explora temas relacionados ao uso de substâncias que requerem atenção imediata, como, por exemplo, a evolução da penetração de novas drogas em cada nação, sua disponibilidade e efeitos. Embora não forneça dados representativos sobre toda a população de um país, é capaz de investigar de forma mais aprofundada esses temas, já que alcança os indivíduos do principal grupo de risco para consumo de substâncias: jovens das classes média e média/alta, residentes em centros urbanos.Por ser completamente sigilosa, a coleta de dados online permite que usuários se sintam seguros para responder o questionário, obtendo resultados mais fidedignos. Para países como o Brasil, com grande território, a coleta online também é uma forma mais acessível e barata de observarmos mudanças quanto ao acesso, consumo e efeitos comuns ao uso de substâncias no decorrer do tempo.

Em 2015 mais de 101 mil pessoas de mais de 50 países responderam o inquérito online anonimamente em 11 línguas e, pela primeira vez, o Brasil participou oficialmente, com uma amostra de 5749 participantes.
Os resultados de 2014 do Brasil já surpreenderam a equipe internacional de experts. Nosso país despontou dos demais nos seguintes temas:

  • Consumo muito acima da média mundial de cocaína.
  • Maior procura por serviços de emergência em decorrência ao uso de cocaína em comparação a todos os demais países, indicando maior potência da droga.
  • Consumo acima da média mundial de inibidores de apetite entre mulheres e de esteróides anabolizantes entre homens.
  • Consumo de álcool acima da média mundial e, para alguns indicadores, ficando abaixo somente da Irlanda.

Este ano o GDS está dando uma atenção especial para a entrada de novas drogas sintéticas nos países, para a compra de entorpecentes pela internet e o consumo de cigarros eletrônicos. Atualmente, o levantamento já é a fonte mais completa sobre o acesso, consumo e efeitos de novas drogas sintéticas ao redor do mundo, em especial sobre a cannabis sintética, gerando diversas publicações em revistas científicas de alto impacto e fornecendo dados para diversas instituições como o European Monitoring Centre for Drugs and Drug Addiction (EMCDDA) e United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC).

A pesquisa também tem o intuito de educação e prevenção. Acredita-se que o acesso à informações precisas sobre o próprio consumo permite uma tomada de decisões mais inteligente, diminuindo os riscos relacionados ao uso de substâncias.

Para participar e colaborar com essa idéia bastam 30 minutos do seu tempo!
Conecte-se e responda o questionário. O GDS fará a coleta até dia 30 de Dezembro.
Divulgue!

www.globaldrugsurvey.com/gds2016/
Selecione a língua “Português do Brasil” e “Continue”


Mais sobre o GDS:

www.globaldrugsurvey.com
www.drinksmeter.com
www.drugsmeter.com

Brasileiros seguem entre os que mais bebem na América Latina

Adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool por ano; veja quantidade consumida nas Américas e as perigosas consequências do aumento do consumo.

Estudo prévio aponta álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos

Estudo prévio aponta álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos

Os adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool puro por ano – quantidade que já foi maior, mas continua sendo uma das mais altas nas Américas e supera a média mundial, segundo um recente informe da Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a medição, baseada em dados compilados entre 2008 e 2010, o país tem a nona maior média de consumo alcoólico, entre 35 países pesquisados no continente (veja os dados abaixo).
Nos três anos anteriores, os adultos brasileiros consumiam 9,8 litros de álcool puro, terceira maior média do continente.
Segundo a brasileira Maristela Monteiro, assessora principal sobre abuso de substâncias e álcool da OMS, há uma cultura de consumo de álcool instalada na América Latina, criando um importante problema de saúde pública regional.
Na América Latina e no Caribe, as pessoas consomem em média 8,4 litros de álcool puro por ano, 2,2 litros a mais do que a média mundial, diz a OMS
A consequência é que, em 2012, houve uma morte a cada 100 segundos em decorrência do álcool – 80 mil mortes poderiam ter sido evitadas naquele ano caso o consumo de álcool não tivesse ocorrido.
“Em geral, o consumo de álcool e os danos resultantes são relativamente altos nas Américas, em comparação às demais regiões do mundo”, aponta o estudo.
Consumo per capita
O consumo per capita por homens brasileiros é de uma média de 13,6 litros de álcool puro por ano, segundo medição feita pela OMS com adultos entre 2008 e 2010. Apenas cinco países da região superam esse nível de consumo.
Entre as mulheres brasileiras, o consumo per capita é de 4,2 litros de álcool puro por ano.
O relatório da OMS cita outro estudo que identifica o álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos. E, “ainda que o Brasil tenha repetidamente imposto leis para baixar o limite legal de teor alcóolico no sangue e aumentar as penas para quem bebe e dirige, esses esforços não têm tido efeitos duradouros na segurança viária”, aponta o texto.
Além disso, a organização calcula que o consumo de álcool contribua com mais de 200 doenças ou lesões, como cirrose hepática e alguns tipos de câncer. Também torna as pessoas mais suscetíveis a doenças infecciosas, como HIV e tuberculose, e menos receptivas ao tratamento.
A cerveja é apontada como a bebida alcóolica mais popular na região: representa 55% de todo o álcool consumido, seguida por destilados como vodca e uísque (cerca de 30%) e o vinho, com quase 12%.
Mas o que explica o alto consumo de bebidas alcóolicas na região?
“Algo está mudando na América Latina”, diz Monteiro à BBC Mundo. “Nunca houve uma forte cultura de consumo na região, mas o desenvolvimento econômico e novos valores importados da globalização estão fazendo com que o consumo excessivo e abrupto seja uma tendência.”
Além disso, Monteiro menciona fatores como o crescimento da indústria de bebidas.
“O álcool chega a todas as partes: foram melhoradas as cadeias de distribuição, há mais estabelecimentos e oferta e tampouco é desprezível a pressão que a indústria sabe exercer sobre os governos para que os preços do álcool fiquem baixos e não haja regulações.”
Consumo excessivo
A situação tem piorado, segundo a OMS: em 2005, 18% dos consumidores masculinos relataram ter tido episódios de forte consumo de bebidas alcóolicas (quatro ou cinco bebidas em ao menos uma única ocasião ao longo de 30 dias). Essa porcentagem subiu para quase 30% em 2010.
Entre consumidoras mulheres, essa porcentagem também subiu, de 4,6% para 13% no mesmo período.
Na região, um a cada cinco consumidores (22%) pratica episódios de consumo alcóolico excessivo, contra 16% da média global.
Para Monteiro, um dado particularmente relevante é que apenas 10% dos consumidores bebem, em média, mais de 40% de todo o álcool consumido na região.
“Não se trata de tomar uma quantidade moderada por gosto ou por saúde, como por exemplo o vinho. O consumo se concentra em grandes doses”, diz a especialista. “Especialmente entre os jovens, que o veem como uma espécie de ritual com prestígio social.”
Em 2010, cerca de 14 mil jovens de menos de 19 anos morreram na região por motivos relacionados à bebida alcóolica.
“A América Latina e o Caribe estão pagando um preço alto em saúde, recursos financeiros e produtividade” por causa desses excessos, observa Anselm Hennis, diretor do Departamento de Doenças Não-Transmissíveis e Saúde Mental da OMS.
Para Monteiro, “o álcool não afeta só quem bebe. Aumentam os episódios de violência e os acidentes de trânsito e baixa a produtividade do país por culpa não só de faltas ao trabalho, mas sim pelo que se conhece como ‘despresentismo’, ou seja, pessoas que chegam ao local de trabalho sem forças (pelo efeito do álcool).”
Ela defende que os governos elevem os impostos sobre o álcool, para encarecê-lo; limitem horários e dias de venda de bebidas nos estabelecimentos; subam a idade legal mínima para o consumo; e reduzam ou proíbam sua publicidade (70% dos países não têm regulamento para tal).
Monteiro também fala em uma mudança cultural e educacional. “É preciso acabar com o prestígio social de beber álcool”, diz.
Consumo adulto per capita de álcool puro nas Américas (média anual entre 2008 e 2010):
Granada – 12,5 litros
Sta Lucia – 104, litros
Canadá – 10,2 litros
EUA – 9,2 litros
Chile – 9,6 litros
Argentina – 9,3 litros
Venezuela – 8,9 litros
Paraguai – 8,8 litros
Brasil – 8,7 litros
Belize – 8,5 litros
(Fonte: Organização Mundial da Saúde – Global Health Observatory Data Repository)
Fonte: G1 e ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

31 de maio – Dia Mundial Sem Tabaco

1 em cada 10 cigarros ou produtos derivados do tabaco vendidos no mundo é ilegal!

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Cuidado! Tabaco ilegal

Esse é o tema do Dia Mundial Sem Tabaco deste ano.
A Organização Mundial da Saúde no último dia 15, lançou a campanha que pretende chamar atenção para o comércio ilegal de produtos derivados do tabaco. Preocupação mundial crescente nos âmbitos  jurídicos, econômicos e, obviamente, da saúde.
Segundo a OMS, a indústria do tabaco e grupos criminosos estão entre os que lucram com o comércio ilegal do produto, empurrando as despesas de saúde e de segurança para a sociedade.
A Comissão Europeia, por exemplo, estima que o mercado ilegal de cigarros custe à União Europeia e seus Estados Membros mais de €10 milhões anualmente em impostos e taxas alfandegárias não arrecadados.
A iniciativa também visa pressionar os governos a ratificar o Protocolo da Eliminação do Mercado Ilícito de Cigarros
Em seu site, a Organização Panamericana da Saúde (OPAS) lista outros objetivos da campanha de 2015

  • Aumentar a conscientização dos danos à saúde causados pelo comércio ilegal de produtos de tabaco, especialmente os jovens e grupos de baixa renda, devido à oferta aumentada e acessibilidade destes produtos, devido ao seu baixo custo.
  • Mostrar como programas de atenção à saúde, políticas de controle do tabaco tais como aumento dos preços e impostos que incidem sobre produtos do tabaco e outras medidas são prejudicados pelo comércio ilícito de produtos de tabaco.
  • Demonstrar como a indústria do tabaco tem sido envolvida no comércio ilegal de produtos de tabaco.
  • Destacar como o comércio ilícito de produtos de tabaco é uma forma de acumular grandes riquezas para grupos criminosos, que usam os recursos para financiar outras atividades criminosas, como tráfico de drogas, armas e de pessoas, e mesmo terrorismo.

Aqui no Brasil, a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT+) lançará,  em comemoração ao Dia Mundial Sem Tabaco, a campanha “Histórias Verdadeiras”. Nela fumantes e ex-fumantes contam, através de depoimentos em vídeo, experiências negativas que tiveram com o uso do cigarro. Destaca a ACT+: “A ação é uma extensão da campanha “A Lei antifumo é nacional” que trata da proibição do fumo em locais públicos e fechados, uma importante medida de prevenção ao tabagismo.”
Você também pode participar. Basta enviar um e-mail para  act@actbr.org.br. Participe desta campanha. Na quinta-feira, dia 28/05, começa a divulgação dos vídeos.

Abaixo o vídeo oficial da campanha da OMS

 

Teens, Mídias Sociais e Tecnologia – 2015

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Pew Research Center divulgou uma nova pesquisa sobre o uso das mídias sociais e da tecnologia pelos jovens. Ela traz uma visão geral sobre o uso das mídias sociais e da tecnologia pelos adolescentes em 2015.
A principal conclusão é de que o advento dos smartphones e outros dispositivos móveis amplificou a presença online dos adolescentes. Segundo os pesquisadores, 24% deles estão online “quase constantemente” e 92% estão conectados diariamente.
Entre os de 13 e 17 anos, 56% afirmaram navegar na internet a partir dos “mobile devices” várias vezes ao dia, 12%, uma vez por dia.
Esses dados surgem de um universo onde cerca três quartos possuem “telefones inteligentes”, 30% ainda usam modelos básicos e 12% dizem não ter celular.

Outros dados:
O Facebook ainda é o preferido de 71% dos adolescentes.

Instagram e o Snapchat cresceram, mas ainda não superaram a rede social do Sr. Zuckerberg no uso frequente.

Entre jovens mais ricos a rede social de mais sucesso é o Snapchat

Garotas dominam as mídias sociais focadas em imagens, os garotos os vídeo games.

Veja mais detalhes da pesquisa aqui.

Em tempo: Dois anos atrás, uma outra pesquisa analisou como os jovens lidavam com a privacidade online.


Monitoring the Future – 2014

nida_mtf2014_infographic_sections_0_headerMonitoring the Future é uma pesquisa anual com alunos do 8º, 10º e 12º anos* conduzida por pesquisadores da Universidade de Michigan com  subsídio do NIH (National Institute on Drug Abuse dos EUA). Desde 1975, a pesquisa avalia o consumo de drogas, álcool e tabaco em alunos do último ano ensino médio e desde 1991, avalia-se alunos do 8º e 10º anos. No geral, 41.551 alunos de 377 escolas públicas e privadas participaram da pesquisa de 2014.
Mais detalhes no slideshow e no vídeo.

Clique aqui para ver outros dados.
*equivalente ao 8º ano do ensino fundamental e ao 1º e 3º ano do ensino médio no Brasil

International Resource Finder

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A Mentor International através do Prevention Hub lançou uma ferramenta para ajudar na busca de atividades para quem se preocupa com prevenção. Seja pai, mãe ou professor.

Chama-se International Resource Finder e é bem interativa.
Foi desenvolvida como parte de um projeto de curadoria de conteúdo sobre prevenção ao uso de drogas.
As fontes desse material são grandes organizações mundiais reconhecidas por sua seriedade no trabalho preventivo.
Ao clicar na aba “Parent/Family Member”, por exemplo, você escolhe a idade de filhos ou netos e a partir dai tem acesso a sites, publicações, folhetos sobre o tema.
Para professores o processo é o mesmo, mas nesse caso você encontra dicas de atividades como essa: “Youth Activities for the classroom & Beyond: Arts/Music”.
Os critérios utilizados para as indicações são:
  • Serem baseadas em evidências
  • Acessíveis ao público
  • Envolventes e relevantes em design e formato
  • Não terem custos
A ferramenta ainda está em desenvolvimento e recebe sugestões de material através do e-mail: update@mentorinternational.org

YouTube e o abuso de álcool

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Esse vídeo não vai carregar. E se carregasse não mostraria imagens agradáveis.

 A equipe do Dr. Brian Primack fez uma análise de 70 vídeos mais populares do YouTube tratando do abuso de bebida alcoólica. Criaram 42 códigos nas categorias: característica do vídeo, características socio-demograficas, descrições do produto, utilização, características associadas ao produto, consequências do uso.

A audiência da amostra ultrapassou os 300.000.000 de visualizações!

Outros achados:

  • Quase 90% dos vídeos envolvem homens.
  • O uso de destilados é mais frequente. Cerveja vinha em segundo.
  • 44% do vídeos faziam referência a alguma marca de bebida alcoólica.
  • Humor está presente em 79% dos vídeos.
A pesquisa também concluiu que raramente os vídeos mostram as consequências do abuso de álcool.

Clicando na imagem abaixo você pode ter acesso ao resumo.

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Em tempo. Uma busca rápida no YouTube vai mostrar vários vídeos com situações de intoxicação alcoólica. Inclusive o do estudante de engenharia da UNESP de Bauru que morreu em uma festa estudantil patrocinada por uma marca de cerveja.

Equipe CPG

20 de fevereiro – Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo

Hoje se comemora o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo.
O álcool, droga legal, tolerada e forte patrocinadora do esporte brasileiro continua sendo um grave problema de saúde pública.
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Diferente do dia 26 de junho, mais divulgado na imprensa por ser o Dia Mundial de Combate às Drogas, o dia de hoje passa praticamente despercebido.
Esse ano, vindo logo após o carnaval então…
De qualquer forma, é importante sempre relembrar dados sobre o álcool e suas consequências para a sociedade.
O infográfico é do Correio Braziliense e ilustrou uma matéria no site da ABEAD(Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Drogas).
A matéria completa você lê aqui.

Equipe CPG

álcool

Fonte: Correio Braziliense