Equipes de ajuda: prontos para enfrentar o bullying

A fim de propiciar uma convivência mais saudável entre os alunos, foram formadas as equipes de ajuda do 6.o ano e da turma de alunos novos do 7.o ano do Ensino Fundamental. A formação aconteceu num sábado quando, a partir de dinâmicas e diálogos, sobre convivência, empatia e valores morais como solidariedade, justiça e respeito, os alunos foram capacitados para atuar em situações nas quais percebam a ocorrência de bullying, exclusão ou isolamento na escola.

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Durante o 2.o bimestre, os temas das aulas de CPG para 6.os anos e para a turma do 7.o ano novo, foram o bullying e cyberbullying e, consequentemente, foi realizada a votação dos alunos para as equipes de ajuda. Para isso, os professores fizeram perguntas como “em quem você confiaria um segredo?” ou “quais são as características de uma pessoa confiável?”. Todos indicaram nomes de colegas da turma e, aqueles que aceitaram, foram selecionados para compor as equipes de ajuda. Cada sala conta com uma equipe composta por três alunos. O colégio já tem equipes de ajuda nos 7.os e 9.os anos que, agora, podem contar também com a parceria dos colegas do 6.os anos.

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A equipe de ajuda tem a função de identificar entre os alunos aqueles que possam estar envolvidos em problemas ou situações de conflitos, além de situações que causem algum problema para o ambiente escolar. Os alunos membros podem intervir diretamente em alguns casos ou leva-los para a orientação já que há reuniões a cada quinze dias com as Orientadoras Lúcia Maiochi e Soraia Silva.

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Na formação foram aprendidas técnicas como a da aproximação, escuta ativa e enfrentamento de conflito. “Aprendi que é preciso nunca se achar superior ao outro e, sim, se colocar no lugar dele para poder ajuda-lo”, disse Rafael Serson, aluno do 6.o ano do Ensino Fundamental. “É importante ajudar a pessoa a saber como lidar com problemas porque não estaremos sempre lá para ajuda-los”, acrescentou Esther Linero, também aluna do 6.o ano.

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No sábado de formação estiveram presentes Lúcia Maiochi, Orientadora Educacional e professora de CPG; Estela Zanini, Coordenadora de CPG; as professoras Daiana Silva, Melissa Norcia e Ana Paula Zanini; Cristina Rebelo, assistente de CPG;  e Raul Alves e Luciana Zobel, representantes do GEPEM – Grupo de estudos e pesquisas em Educação Moral – da Unesp e Unicamp.

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O colégio já tem equipes de ajuda nos 7.os e 9.os anos do Ensino Fundamental. Agora, os alunos podem contar também com a parceria dos colegas de 6.os anos. Os membros de todas as equipes identificam-se pelo uso de uma pulseira azul.

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“Ter o olhar dos alunos nesse assunto é fundamental, eles são os protagonistas. Para os membros da equipe de ajuda é um ganho muito importante no desenvolvimento de habilidades socioemocionais”, comentou a Orientadora Educacional, Lúcia Maiochi. “Todos os alunos se mostraram altamente preocupados em exercer as funções de um aluno ajudante, se preocupando com os colegas, desenvolvendo a assertividade na linguagem, uma escuta ativa e empática, bem como valores de generosidade e respeito ao próximo”, concluiu Raul Alves.

13 Reasons Why – algumas reflexões

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13 Reasons Why é uma série de televisão americana, que vem causando muita polêmica entre os que a assistiram e os que não a viram (pelo menos inteira). É baseada no livro de 2007, de Jay Asher, e adaptado por Brian Yorkey para a Netflix.

A história acompanha Clay Jensen que, ao voltar da escola, encontra uma caixa misteriosa com seu nome na porta de casa. Dentro dela, encontram-se fitas-cassetes gravadas por Hanna Baker – sua colega de classe e paixão secreta – que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, Hanna explica as treze razões que a levaram à decisão de acabar com a própria vida.

Aparentemente toda polêmica gira em torno do fato central que ancora a narrativa: o suicídio de Hanna, cujos motivos dão forma aos episódios, já que cada um seria uma das 13 razões (na verdade pessoas) para justificar o desfecho conhecido logo no início. No entanto há diversos outros temas que merecem atenção e que estão sendo colocados de lado nas conversas e nos posts na internet.

Alguns críticos chegaram ao extremo de recomendar que a série original do Netflix não fosse assistida pelo perigo que representa. Como se a “proibição” impedisse seu sucesso. Pelo contrário, parece ter efeito de aumentar a curiosidade. É preciso refletir que, por trás desse ponto de vista pode residir a crença de que a ficção incitaria ao suicídio na vida real. Mas há os que afirmam exatamente o contrário: a série teria contribuído para a prevenção do número de suicídios entre os jovens. Segundo o CVV, desde a estreia da série, os pedidos de ajuda ou de conversa enviados por e-mail aumentaram em mais de 100%.

O perigo é se apoiar numa crença de que a exposição de um tema difícil, penoso, na ficção ou mesmo numa aula, tenha poder de influência tão imediato e devastador. A mesma crença de que um filme sobre drogas pode induzir ao consumo, ou a educação sexual na escola pode despertar precocemente a sexualidade, ou levar à promiscuidade. Em nossa opinião, a história de Hanna não é uma apologia ao suicídio como insinuam alguns, mas a história de uma personagem vítima de uma série de sofrimentos que a levam à morte prematura. As próprias razões que Hanna apresenta são apenas a sua versão dos fatos, ora colocada como mentira, ora como distorção da realidade. Os personagens, incluindo Hanna são apresentados em sua dimensão humana, cheios de dúvidas, incertezas e inseguranças.

A série toca neste tema (o suicídio) e em outros espinhosos, como a falta de diálogo, o bullying, o abuso sexual, o desrespeito ao gênero, o estupro, os quais devem ser enfrentados com coragem por pais e educadores que desejam compreender melhor os adolescentes, para poder ajudá-los a enfrentar seus conflitos e sofrimentos. Não nos cabe aqui recomendar ou repudiar a série, que os adolescentes já estão vendo e discutindo, mas enfrentar sem medo os temas que já estão no mundo real.

A série apresenta com honestidade a dinâmica perversa da vida social dos jovens, em particular na escola, onde deveriam estar mais protegidos e nos leva a refletir sobre a importância de basear as relações entre as pessoas em valores como respeito, solidariedade e empatia.

A equipe de CPG do colégio Bandeirantes, há anos vem trabalhando na promoção do desenvolvimento de relações mais saudáveis na escola por meio de estratégias de aula que propiciam a discussão de dilemas éticos e de dinâmicas que estimulam a reflexão e a vivência de valores universais como justiça e respeito. Além disso, o colégio conta com assessoria da Dra. Telma Vinha (UNICAMP) e da Dra. Luciene Tognetta (UNESP) na formação de professores para o trabalho de ética e desenvolvimento moral e na implantação das rodas de diálogo entre alunos.

Para finalizar, lembramos que 13 Reasons Why é indicada para maiores de dezesseis anos. Se crianças e adolescentes mais novos desconsiderarem essa recomendação, o ideal é que assistam à série na companhia dos pais ou responsáveis, com quem possam dialogar e expressar seus medos e angústias diante de cenas fortes, que podem causar desconforto ou serem mal-entendidas.

Equipes de CPG e OE

https://www.somoscontraobullying.org/13-reasons-why

 

 

Pais participam de reunião sobre Bullying

Pais dos alunos de 6.os e 8.os anos, interessados em conhecer o trabalho de prevenção ao bullying, cyberbullying e formação das equipes de ajuda do Band, foram convidados a participar de uma reunião na biblioteca do Colégio, que contou com a presença de especialistas e orientadores educacionais.

Professora Luciene Tognetta

Professora Luciene Tognetta

A professora da Unesp, Luciene Tognetta, apresentou o trabalho de formação das equipes de ajuda, como uma das propostas que contribui para a prevenção ao bullying e cyberbullying. Os alunos que formam as equipes de ajuda foram escolhidos pelos colegas de classe, a partir do critério da confiança, e passaram por um processo de capacitação a fim de aprender algumas estratégias para tratar questões de convivência no espaço escolar. Esse modelo já é bastante utilizado na Espanha. Além disso, Luciene também falou sobre as relações familiares e como elas contribuem para o desenvolvimento de uma criança que se torne ator/vítima de agressões ou que tenha um comportamento mais respeitoso e assertivo.

Dr.a Cristina Sleiman

Dr.a Cristina Sleiman

A advogada, especialista em direito digital, Cristina Sleiman, trouxe ao diálogo aspectos legais do bullying e cyberbullying e apresentou o trabalho de ética e cidadania digital desenvolvido no Bandeirantes, em parceria com o curso de CPG.

Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini.

Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini

“Os pais teceram muitos comentários positivos ao final das reuniões. É importante que eles saibam que valorizamos a convivência ética e respeitosa e trabalhamos em prol de relações saudáveis”, contou a coordenadora de CPG (Convivência em Processo de Grupo), Maria Estela Zanini.

Orientadora Educacional, Vera Malato

Orientadora Educacional, Vera Malato

“Esta iniciativa do Band foi maravilhosa, pois é extremamente importante que os pais compreendam a complexidade das intimidações e agressões. As profissionais foram muito esclarecedoras em todas os pontos que foram expostos.”, finalizou Erica Maria de Antônio, mãe da aluna Beatriz de Antônio, do 8.o ano.

Livro “Álcool e Drogas na Adolescência” é lançado no Band

O livro Álcool e Drogas na Adolescência: Um guia para pais e professores, escrito pela psicóloga Ilana Pinsky e pelo Orientador Educacional Cesar Pazinatto, foi lançado no Bandeirantes em duas palestras para pais e educadores.

Professora Estela e a psicóloga Ilana

Professora Estela Zanini e a psicóloga Ilana Pinsky

A publicação, que ainda conta com a colaboração da Coordenadora de CPG (Convivência  em Processo de Grupo), Estela Zanini, traz informações e práticas sobre como tratar a questão das drogas e das bebidas alcoólicas com os jovens.

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A obra consiste em 28 perguntas frequentes sobre como lidar com o assunto com os adolescentes, além de práticas realizadas em CPG.

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Cesar Pazinatto afirmou a intenção do livro é dividir com as pessoas estas indagações e a experiência do Band. “As aulas do CPG sobre prevenção de drogas e sexualidade sempre foram referência entre as escolas. É um trabalho muito conceituado”, explicou o coautor.

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A coordenadora Estela escreveu o prefácio e uma parte do livro destinada a explicar as experiências dos alunos com o CPG, implantado nas salas de aula desde 1992. “Buscamos inserir no livro atividades, desde dinâmicas até filmes, já feitas nas aulas de CPG para servir de inspiração para uma conversa entre pais e filhos”, contou.

Estela explicou que a importância de trazer o lançamento do livro é a de aproximar o Colégio da família dos alunos. Ana Lepsch, mãe de aluno, acredita que é fundamental que o Band traga este tipo de discussão para o Colégio. “Nossos filhos passam muito tempo na escola, por isso os professores sabem muito mais sobre a convivência deles com os colegas”, comentou.

Taxas de prevalência de fumantes caem e menos jovens experimentam álcool

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A dica veio da Anna Monteiro, diretora de comunicação da ACTBr.

As taxas de tabagismo na Austrália continuam a cair, de acordo com novos resultados divulgados em julho pelo Instituto Australiano de Saúde e Bem Estar (Australian Institute of Health and Welfare – AIHW).

As descobertas da Pesquisa Nacional sobre Estratégias para Drogas 2013 mostraram que poucos australianos estão fumando no dia-a-dia, e as taxas caíram significantemente entre 2010 e 2013, de 15.1% para 12.8%, entre pessoas acima de 14 anos. “Isto significa que as taxas de fumo estão caindo desde 1991”, disse o porta-voz da AIHW Geoff Neideck. “Os fumantes também reduziram o número de cigarros que fumam semanalmente de 111 cigarros em 2010 para 96, em 2013”.

A pesquisa também demonstrou que os jovens estão começando a fumar mais tarde. A proporção de jovens entre 12 e 17 anos que nunca fumou continuou alta em 2013, em 95%, e a proporção daqueles entre 18-24 que nunca fumaram subiu significativamente entre 2010 e 2013 (de 72% para 77%).

A idade média da experimentação do primeiro cigarro completo subiu dos 14.2 anos para 15.9, entre 1995 e 2013.

A pesquisa também constatou que os jovens estão demorando mais para experimentar a primeira dose de bebida alcoólica. A idade média da experimentação passou dos 14.4 anos para 15.7, entre 1998 e 2013. “Menos  jovens entre 12 e 17 anos estão bebendo álcool, com proporção de abstêmios subindo de 64% para 72% entre 2010 e 2013”, disse Neideck. “Outra boa notícia é que, em comparação a 2010, menos pessoas beberam álcool em quantidade que excedem os riscos em 2013”.

Quase 5 milhões de pessoas acima de 14 anos (26%) relataram terem sido vítimas de incidentes relacionados ao consumo de álcool em 2013 – um declínio em relação a 2010, de 29%.

Mais informações: http://www.aihw.gov.au/alcohol-and-other-drugs/ndshs/

2,6 milhões de usuários de crack e cocaína no Brasil

Ontem foram divulgados os resultados do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) realizado pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Inpad (Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas).

Hoje vários jornais e portais divulgaram os resultados. Abaixo, você tem acesso aos principais.

 

País tem 1,4 milhão de dependentes de cocaína

Levantamento inclui pessoas que usaram o entorpecente em pó, injetado ou fumado

AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO – Folha de São Paulo

Nos últimos 12 meses cerca de 2,8 milhões de brasileiros consumiram cocaína. Nesse universo estão os que a inalaram, os que a injetaram e os que a fumaram em suas mais diversas formas -crack, óxi e merla.

Desse total, quase a metade, 48%, tornou-se dependente.

Os dados constam do “2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas – o uso de cocaína e crack no Brasil”, divulgado ontem pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Inpad (Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas).

A pesquisa, feita com 4.607 entrevistados de 149 municípios de todo o país, constatou que atualmente há mais pessoas viciadas em cocaína e em crack do que em maconha: 1,4 milhão contra 1,3 milhão.

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País tem 2,6 milhões de usuários de crack e cocaína

Metade deles é dependente e substância inalada é a principal forma de consumo, segundo estudo do Inpad

Fernanda Aranda – iG São Paulo

Uma pesquisa divulgada hoje (5) mostra que o Brasil tem 2,6 milhões de usuários de crack e cocaína, sendo metade deles dependente (1,3 milhão). Deste total, 78% cheiram a substância exclusivamente (consumida na forma de pó); 22% fumam (crack ou oxi) simultaneamente e 5% consomem apenas pelos cachimbos, que já viraram marcas registradas das áreas degradas e conhecidas como cracolândias.

O estudo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), unidade de pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra ainda que, do total de usuários, 1,4 milhões (46%) são moradores da região Sudeste e 27% residem no Nordeste. No ranking de regiões, o Norte aparece em 3º lugar (10%) empatado com o Centro-Oeste. O sul, com 7% de concentração, está em último lugar.

“Fizemos as análises por classe econômica e, diferentemente do esperado, não houve nenhuma diferença estatística. O padrão de consumo de cocaína, seja aspirada ou fumada, é o mesmo entre os ricos ou entre os pobres”, afirma uma das autoras do estudo, a psicóloga Clarice Sândi Madruga. “Uma das hipóteses para este cenário é que o preço da cocaína está muito mais barato, o que facilita o acesso.”

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Leia também: Cerca de 1,5 milhão de pessoas consomem maconha diariamente, aponta estudo

Veja os efeitos do crack no corpo

Brasil é o 2º consumidor mundial de cocaína e derivados, diz estudo

Mais de 6 milhões de brasileiros já usaram cocaína, crack, óxi ou merla.
Unifesp divulgou segunda parte de levantamento detalhado sobre drogas.

Luna D’AlamaDo G1, em São Paulo

O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira (5). O estudo mostra que o país responde hoje por 20% do mercado mundial da droga.

Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Entre esse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez e 1 milhão foram usuários de alguma dessas três drogas no último ano.

Só nos últimos 12 meses – ou seja, de janeiro a março de 2011 até o mesmo período de 2012, quando as pessoas foram entrevistadas –, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes brasileiros consumiram cocaína sob alguma forma.

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No dia 1 de agosto, a Unifesp divulgou dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas. Terminado em março de 2012, essa pesquisa aponta que cerca de 8.000.000 de pessoas já usaram maconha.

Veja como alguns dados foram disponibilizados na internet.

Drogas ilícitas

Mais de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha todos os dias Levantamento divulgado pela Unifesp aponta que 62% das pessoas tinham menos de 18 anos quando entraram em contato com a droga Veja.com Mais de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha todos os dias. O dado faz parte do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), primeira amostragem sobre o consumo da droga no Brasil. O trabalho foi realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira. Segundo o estudo, 3,4 milhões de pessoas entre 18 e 59 anos usaram a droga no último ano e 8 milhões já experimentaram maconha alguma vez na vida – o equivalente a 7% da população brasileira. Desses, 62% deles tiveram contato com a droga antes dos 18 anos. Leia mais Maconha, entre nós: 1,5 milhão usam todo dia Maurício Martins – A Tribuna Mais de 1 milhão e 500 mil brasileiros, incluindo adolescentes, consomem maconha todos os dias. Já o uso da droga pelo menos uma vez, nos últimos 12 meses, é admitido por 3,4 milhões de adultos e 470 mil adolescentes entre 14 e 16 anos. Chega a oito milhões o número de pessoas entre 18 e 59 anos que experimentaram a droga alguma vez na vida, ou 7% de toda a população brasileira. Os dados fazem parte do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) no início do ano e divulgado ontem em São Paulo. Foi a primeira amostra detalhada sobre usuários de drogas no País, seguindo padrões internacionais. Em 2006 a Unifesp fez outra pesquisa, menos abrangente. Leia mais ‘80% começam pela maconha’, diz psicólogo que atende viciados no AM Fazenda Esperança é um dos locais que acolhe dependentes químicos. Pesquisa revelou que 1,5 milhão de brasileiros fumam maconha diariamente. Tiago MeloDo G1 AM Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) aponta que cerca de 1,5 milhão de brasileiros consomem maconha diariamente no Brasil. No Amazonas, não há números exatos sobre o problema, mas as instituições que cuidam de dependentes vivem cheias. Só em 2011, cerca de 1.100 pessoas passaram pelo Serviço de Atendimento Psicossocial às Famílias (Sapif) voltado para problemas envolvendo o consumo de drogas. Leia mais Maconha é consumida diariamente por 1,5 milhão de brasileiros Primeira Edição – Alagoas No Brasil, 1,5 milhão de pessoas usa maconha diariamente. O índice de dependentes deste tipo de droga chega a 37%. Os dados constam do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas – Uso de Maconha no Brasil, realizado em 149 municípios em todo o país, apresentados nesta quarta-feira pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Leia mais

Cigarro eletrônico – Cuidado!

Piratas e clandestinos como seus primos tradicionais vindos do Paraguai, os cigarros eletrônicos podem ser considerados uma modinha ainda incipiente ou já são uma realidade entre os adolescentes brasileiros?

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Não se tem notícia de um levantamento confiável sobre a prevalência de uso desses aparelhos entre a nossa população, mas é possível observá-los com mais frequência entre os dedos dos fumantes de qualquer idade.

Também chamados de e-cigarros apresentam modelos que lembram os cigarros convencionais nas cores e no tamanho. Porém, trata-se de um dispositivo eletrônico alimentado por bateria e com uma espécie de vaporizador onde se coloca a nicotina líquida.

Algumas pessoas se surpreendem quando descobrem que no cigarro eletrônico também tem o princípio ativo do tabaco, responsável por causar dependência. Notícias de que esse tipo de aparelho poderia auxiliar no abandono do cigarro tradicional foram divulgadas com certo alarde. Bastaria diminuir gradativamente as doses de nicotina para que o usuário se visse livre do vício no cigarro tradicional. Mas a verdade é que esse tipo de “ajuda” pode não valer a pena.

Um estudo desenvolvido na Universidade da Califórnia, São Francisco (UCSF) nos Estados Unidos mostra que o costume tem se espalhado e com ele os motivos de preocupação.

Realizada em 2011 e 2012, com quase 40.000 estudantes do middle e do high school – o equivalente aos alunos do 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio aqui no Brasil – a pesquisa fez parte de um levantamento nacional realizado pelo departamento de controle e prevenção de doenças do governo norte-americano. Ela avalia a relação dos jovens com o tabaco e teve seus resultados divulgados na edição de março do JAMA Pediatrics.

Os pesquisadores da UCSF descobriram que os adolescentes que usaram os dispositivos eletrônicos eram mais predispostos a fumar cigarros convencionais e menos propensos a abandonar o hábito. Eles também descobriram que o uso dos cigarros eletrônicos entre os jovens do ensino fundamental e médio subiu de 3,1% para 6,5% no período pesquisado. Lauren Dutra, principal autora do estudo afirma: “Apesar das alegações de que os e-cigarros estão ajudando as pessoas a parar de fumar, descobrimos que os e-cigarros foram associados a um aumento e não a um consumo menor de cigarros entre os adolescentes. O e-cigarro pode ser a porta de entrada para a dependência da nicotina entre os jovens, abrindo todo um novo mercado para a indústria do tabaco”.

Outros achados do estudo: Maiores chances de progressão para o consumo frequente de cigarros convencionais; Adolescentes que usavam os dois tipos de cigarro fumavam mais do que aqueles que fumavam apenas os cigarros tradicionais.

O estudo não permitiu que os pesquisadores identificassem se a maioria dos jovens iniciou o hábito de fumar com cigarros convencionais ou com e-cigarros. Mas os autores observaram que, entre os que já tinham usado e-cigarros, cerca de 20% dos alunos do ensino médio e cerca de 7% dos estudantes do ensino médio não tinham fumado cigarros regulares anteriormente. Esse dado, para os autores do estudo, reforça que alguns adolescentes tomam contato com a nicotina através dos cigarros eletrônicos.

Um estudo coreano publicado no Journal of Adolescent Healthencontrou resultados semelhantes ao estudo norte-americano.

Ainda nos Estados Unidos

No estado de Minnesota, esse ano, cerca de 50 jovens apresentaram sintomas de envenenamento provocado pelo uso de cigarros eletrônicos. Dez vezes mais que em 2013.

Os sintomas de intoxicação por nicotina podem incluir náuseas, vômitos, diarreia, convulsões e / ou dificuldade em respirar. Uma dose fatal de nicotina para um adulto é de entre 50 e 60 miligramas. O refil para o e-cigarro pode conter entre 18 e 24 miligramas.

 

Band no Congresso Internacional de Saúde Sexual

1231429_4693338230384_1153160311_nAs professoras Cândida Gancho e Estela Zanini (coordenadora de CPG) compareceram, representando o Band, ao Congresso Internacional de Saúde Sexual, promovido pela WAS (World Association for Sexual Health), este ano sediado em território nacional (Porto Alegre – RS). Praticamente as únicas representantes de uma escola, as professoras puderam entrar em contato com os trabalhos relacionados ao tema da sexualidade em diferentes campos do conhecimento: na medicina, na psicologia e na educação.

A Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS) promove a saúde sexual, desenvolvendo e apoiando a sexologia e os direitos sexuais. A WAS promove ações de globais, que facilitam o intercâmbio de informações, ideias e experiências, bem como a investigação científica da sexualidade, da educação sexual e da sexologia clínica, com uma abordagem interdisciplinar.

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“Tivemos a oportunidade de apresentar dois trabalhos do Colégio: um pôster e uma comunicação oral”, conta a coordenadora de CPG/Prevenção às drogas e Educação sexual, Estela Zanini. “A comunicação oral foi a respeito de um trabalho desenvolvido com o 9.o ano do Ensino Fundamental, sobre direitos sexuais – diversidade e igualdade, privacidade e educação/ prevenção. Para a exposição no Congresso levamos alguns exemplos destes trabalhos”, completa.

O pôster apresentado teve como conteúdo um levantamento feito com meninas do 1.o ano do Ensino Médio, coordenado pela professora Meire de Bartolo, sobre a primeira ida ao ginecologista. Os trabalhos suscitaram bastante interesse e curiosidade na comunidade intelectual presente. “Éramos praticamente a única escola de ensino fundamental presente. A realidade da Educação sexual em sala de aula gerou interesse dos profissionais presentes, que se impressionam com a qualidade dos trabalhos que apresentamos”, explicou a professora Cândida.

Band no Congresso Mundial de Saúde Sexual

Foram aprovados, para o próximo Congresso Mundial de Saúde Sexual, os trabalhos das professoras Maria Estela Zanini e Cândida Beatriz Vilares, a serem apresentados em setembro, na cidade de Porto Alegre. Em dezembro de 2012, submetemos à organização do Congresso dois trabalhos – “Educando para a cidadania: campanha sobre direitos sexuais” e “Educação sexual: uma experiência de sucesso”. A reposta positiva em relação a ambos chegou no dia 12/06, confirmando a seriedade e profundidade do trabalho com Educação Sexual na escola.

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“Educando para a cidadania” apresentará o trabalho realizado pelos alunos de 9.os anos do Ensino Fundamental, ao final do curso de sexualidade. Em grupos, os estudantes elaboram uma apresentação em PPT ou Moviemaker criticando o desrespeito a um direito sexual ou valorizando uma atitude cidadã. Para desenvolver o trabalho, os alunos entram em contato com alguns direitos sexuais mais próximos de sua idade e realidade, a saber: direito à privacidade, direito à informação e à educação e direito à igualdade e à liberdade sexual. Com humor e espírito crítico, os grupos produzem material audiovisual que é veiculado pela escola e utilizado em aulas de Educação Sexual de outras séries, ajudando a conscientizar a comunidade escolar a respeito da importância dos direitos sexuais.

 

Dear MARIA ESTELA BENEDETTI ZANINI,
We have the pleasure to inform you that the scientific committee of the 21st World Congress for Sexual Health of WAS – World Association for Sexual Health has already defined the event program. Thus, please, find bellow the agenda of your oral presentation:

22328 – EDUCATION AND CITIZENSHIP: ADVERTISING CAMPAIGNS FOR SEXUAL RIGHTS
Session 17 – Sexuality Education II
September 23rd – 16:30 to 18:00

We are looking forward to seeing you in Porto Alegre later this year.

Yours Sincerely,

Maryanne Doherty
President of WAS Scientific Committee

Jaqueline Brendler
President of WAS Congress 2013

Kevan Wylie
President of the WAS

 

“Educação sexual: uma experiência de sucesso” apresentará como o curso de sexualidade é desenvolvido no Colégio desde o 6.o ano de Ensino Fundamental até o 1.o ano do Ensino Médio. Um dos fatores de sucesso do curso é o rompimento, desde o início, com a tradição da Educação Sexual no Brasil, influenciada pelas correntes médico-higienista e religiosa. O curso de Educação Sexual do Bandeirantes sempre prezou a informação científica e dialogou com valores familiares e religiosos múltiplos, dado o caráter diversificado da clientela da escola. Sua principal característica é a ação pedagógica que caminha para uma perspectiva emancipatória, isto é, que enxerga a Educação Sexual como um caminho de participação crítica do aluno na sociedade.

 

Dear CÂNDIDA BEATRIZ VILARES GANCHO,
We have the pleasure to inform you that the scientific committee of the 21st World Congress for Sexual Health of WAS – World Association for Sexual Health has already defined the event program. Thus, please, find bellow the agenda of your oral presentation:

22329 – SEX EDUCATION: A SUCCESSFUL EXPERIENCE
Session 29 –Sexuality Education III
September 24th – 16:30 to 18:00

We are looking forward to seeing you in Porto Alegre later this year.

Yours Sincerely,

Maryanne Doherty
President of WAS Scientific Committee

Jaqueline Brendler
President of WAS Congress 2013

Kevan Wylie
President of the WAS