Equipes de Ajuda ajudam na convivência no espaço escolar

Alunos dos 6.os e 8.os anos participaram do processo de formação das Equipes de Ajuda – grupos de alunos capacitados para tratar das questões de convivência no espaço escolar.

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O grupo é composto por quarenta alunos que foram selecionados pelos colegas de sala, com base no critério da “confiança”. O processo de formação foi realizado pelo GEPEM –  Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral, da Unesp e Unicamp, e organizado pelas equipes de CPG e OE do Band. Nos encontros foram abordados temas como as técnicas de comunicação, as etapas da relação de ajuda, estratégias para resolução de situações de conflitos, entre outros.

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O trabalho realizado pelas Equipes de Ajuda apresenta-se como uma das estratégias usadas pela escola no desenvolvimento da empatia e de valores morais como a solidariedade, a justiça e o respeito entre os adolescentes.

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Segundo Luciene Tognetta, professora da Unesp, esse trabalho, que faz parte de um projeto mais amplo sobre a convivência ética na escola, permite que os jovens se tornem protagonistas nas questões de convivência. “Os alunos que possam estar envolvidos em problemas ou situações de conflitos dispõem de um referencial próximo de si, os iguais, que lhes proporcionam instrumentos de descompressão desses problemas”.

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Esse trabalho foi pensado pelo psicólogo José Maria Avilés Martínez e já é desenvolvido, com sucesso, em escolas da Espanha.

“O fato de os alunos terem sido selecionados por outros estudantes da mesma sala, com certeza, legitima o grupo. Além disso, é importante exaltar a grande disposição que todos demonstraram para aprimorarem as habilidades de escuta ativa, empatia, companheirismo e confidencialidade”, comentou a Coordenadora de CPG, Maria Estela Zanini.

Confira abaixo o vídeo do José Avilés:

Confira abaixo o agradecimento da equipe de ajuda ao vídeo de José Avilés:

Confira a galeria de imagens clicando aqui.

Para aplacar a ansiedade

Com a primeira semana de provas do ano se aproximando, a Orientação Educacional realizou atividades com os alunos de 6.o ano para diminuir a ansiedade deste período.

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Como parte das ações desenvolvidas, os estudantes trocaram lápis personalizados e com a inscrição de “boas provas”. “Os próprios alunos entregavam o lápis uns aos outros e desejavam sorte e uma boa avaliação, criando um clima de acolhimento”, contou a Orientadora Lúcia Costa Maiochi. “Todo mundo na minha sala ficou muito feliz com essa iniciativa. Eu gostei muito que o Colégio teve essa preocupação de fazer a gente se sentir melhor com as provas”, declarou Gabriel Eduardo Osna Helman.

Orientadora Educacional Lucia

Orientadora Lúcia

Além disso, a Orientação também fez uma atividade lúdica para os alunos lidarem melhor com os sentimentos na hora da prova. “Nós usamos a ‘caixa das emoções’, em que eles anotavam o que sentiam de negativo em relação às provas e colocavam na caixa. A caixa foi então fechada. Os alunos vibraram por terem deixado a negatividade longe”, explicou Lúcia. “ Para mim foi muito bom porque esse exercício isola os sentimentos ruins; agora eu estou mais calma com as provas”, comentou a estudante Julia Colla Maradei.

Para o aluno Henrique Urbano Ruiz, todas as iniciativas o fizeram se sentir mais calmo e preparado para a semana de provas. “O nosso objetivo é exatamente trabalhar as emoções para eles lidarem com essa nova etapa da vida: não só o modo das avaliações do Band, mas também a mudança de Colégio e a transição do Fundamental I para o II ”, completou Lúcia.

Indisciplina em sala de aula

Vinte anos separam as duas fotos.

Uma eternidade em se tratando de século XX.

Até os dias de hoje mais setenta e poucos anos e, com certeza, mudanças ainda mais significativas na relação professor-aluno.

Evidente que havia problemas de indisciplina nas duas salas retratadas acima. Bem mais do que as cabeças abaixadas da primeira foto ou do que a postura respeitosa da segunda permitem supor.

O que mudou então?

Muitos pesquisadores apontam para o que não teria mudado, afirmando que, entre as salas de aula dos anos 20 ou 40 chegando às salas do século XXI, a forma de ensinar dos professores é semelhante. Um problema grave conhecendo as diferenças entre os alunos de ontem e os de hoje.

Seria apenas isso a principal causa do aumento da indisciplina entre os alunos de todos os anos? Escolas e professores mais interessantes não sofrem com a indisciplina?

Doutor em Educação pela PUC/SP, o professor Joe Garcia, um reconhecido estudioso do assunto, afirma: “Há uma variedade e causas possíveis para a indisciplina escolar, que podemos reunir em dois grupos. Um desses engloba as causas consideradas externas à escola, como a violência social, a influência da mídia e o ambiente familiar. Já o segundo grupo envolveria questões próprias ao ambiente escolar como, por exemplo, a qualidade do currículo, a relação professor-aluno, a motivação do aluno, bem como a própria clareza quanto à disciplina esperada em sala de aula.”

Garcia também diz que a indisciplina causada por alunos instáveis e imprevisíveis seria a grande questão pedagógica da escola nos dias de hoje.

Ele aponta um caminho: “O professor seria mais efetivo sendo pró-ativo em atitudes que auxiliem os alunos no desenvolvimento de competências para a convivência e aprendizagem nos contextos coletivos. Muito importante também é a construção de vínculos que promovam um ambiente de acolhimento em sala de aula. Sem dúvida, nós professores, precisamos trabalhar sobre o nosso próprio olhar se desejamos que os alunos sejam melhores”.

O pesquisador Luciano Campos da Silva da Universidade Federal de Ouro Preto segue a mesma linha afirmando: “… certas características do trabalho e educativo desenvolvido pelos professores costumam funcionar como fatores inibidores ou favorecedores da indisciplina. É por isso que, conforme pode ser facilmente observado em qualquer sala de aula, os atos de indisciplina não costumam afetar, da mesma forma e com a mesma intensidade, todos os professores, uma vez que muitos alunos parecem literalmente “escolher” os professores na presença dos quais poderão ou não protagonizar os seus atos de indisciplina.”

Muito também já se discutiu sobre as responsabilidades da família diante da indisciplina na escola e um dos pontos de maior consenso entre os educadores é o entendimento de que os pais estão delegando a educação de seus filhos às escolas. A crise da autoridade familiar, segundo a maioria, seria a principal causa da desordem em sala de aula.

Marília Carvalho, da Faculdade de Educação da USP diz: “Não podemos culpar apenas a escola ou a família. A indisciplina escolar é um problema há muito discutido e aumenta a cada ano. As relações entre o universo infantil e adulto passam por grandes transformações e é inevitável que isso chegue as escolas”.

Para o filósofo espanhol Fernando Savater os pais estão mais preocupados em vivenciar momentos alegres e sem conflitos com seus filhos e exigem que o professor atue também no papel de disciplinador.

Essa exigência – nós educadores sabemos – costuma ser ambígua, contestada e muitas vezes convenientemente esquecida.

Dificilmente os pais percebem que, ao abandonar suas responsabilidades, diminuem muito a possibilidade de reclamar.

Todo mundo perde com essa situação.

Parafraseando o Dr. Joe Garcia, a família também precisa trabalhar o próprio olhar se querem alunos e filhos melhores.

Em tempo. A pesquisadora da Universidade de Genebra, Silvia Parrat-Dayan escreveu “Como enfrentar a indisciplina na escola”. O livro da Editora Contexto é amplo na abordagem do problema e leitura importante para o educador preocupado com o ambiente de sua sala de aula.

Departamento de Orientação Educacional

O jovem e os transtornos emocionais

O aumento significativo dos transtornos emocionais em crianças e adolescentes, principalmente a depressão e a ansiedade tem gerado inúmeras preocupações. Fica difícil não nos perguntarmos por que isso estaria ocorrendo. Da mesma maneira como ocorre com os adultos, a depressão e a ansiedade em crianças e adolescentes gera alterações em seus pensamentos, emoções, comportamentos e também em seu organismo (alterações fisiológicas). Diante deste quadro, muitas vezes nos tornamos vulneráveis ao nos depararmos com dúvidas sobre qual a maneira mais correta de agir. É necessário, prioritariamente, que tenham conhecimento daquilo que está, efetivamente, acontecendo com crianças e adolescentes, a fim de conceituar adequadamente suas dificuldades e abordá-las de forma eficaz e efetiva. Além disso, também podemos nos perguntar: qual tem sido o nosso papel de educadores (pais e professores) diante do aumento e manutenção de transtornos emocionais, da depressão e da ansiedade, em crianças e adolescentes? Quais são os conceitos e idéias que passamos para eles?

De modo geral as pessoas entendem que são as situações que definem nossas emoções e comportamentos. Se uma criança ou adolescente falha numa atividade e fica triste desistindo de tentar novamente, atribuímos que foi a situação que gerou isso. O modelo cognitivo desenvolvido pelo médico psiquiatra Dr. Aaron Beck na década de 60, na Universidade da Pensilvânia, nos mostra que não é bem assim. Exaustivamente testado e apoiado por evidências empíricas, o modelo cognitivo mostra que não são as situações que definem nossas emoções e comportamentos, mas sim a forma como interpretamos e pensamos sobre as situações que nos levam a determinadas emoções e comportamentos. Vejam por exemplo, o caso da depressão: as crianças e os adolescentes deprimidos não apresentam pensamentos negativos por estarem deprimidos, mas estão deprimidos por apresentarem muitos pensamentos negativos sobre si mesmos, sobre os outros e sobre o mundo. E no caso da ansiedade: as crianças e os adolescentes não deixam de enfrentar as situações por não serem capazes, mas sim por apresentarem pensamentos que superestimam a situação que vêem como ameaçadora e subestimam seus recursos internos (habilidades de enfrentamento). Ter a ciência desta inversão muda tudo na forma de como devemos lidar com a criança. Como devemos então orientar nossas crianças e adolescentes? Primeiramente nos perguntando como nós educadores interpretamos as situações do nosso próprio cotidiano. Afinal as crianças e os adolescentes aprendem com os adultos. A forma como interpretamos as situações do dia-a-dia e as atribuições que fazemos das nossas conquistas e fracassos e os das crianças e adolescentes, vão ser aprendidas por eles.

O psicólogo Martin Seligman, em suas pesquisas, desenvolveu a teoria sobre o desamparo aprendido e os estilos explicativos, para a qual a forma como as crianças e adolescentes pensam sobre as causas dos sucessos e insucessos define o otimismo e o pessimismo.

Crianças e adolescentes, que apresentam um estilo explicativo pessimista, tendem a se sentirem desamparadas, a desistir mais facilmente das tarefas e desafios, além de ficarem deprimidos com maior freqüência. Já os com estilo explicativo otimista põem fim ao desamparo e acreditam que o insucesso é apenas um contratempo passageiro e específico. Além de apresentarem melhor desempenho, elevada auto-estima, boa saúde física, habilidades sociais e de resolução de problemas, facilidade para fazer amigos, essas crianças e adolescentes lidam com os conflitos, respeitam as diferenças e apresentam metas claras e objetivas.

Por isso, é de extrema importância nos preocuparmos com a forma como transmitimos as idéias e os conceitos de sucesso e insucesso para as crianças e adolescentes.

O estilo explicativo é aprendido. É nosso papel desenvolver nas crianças e adolescentes um estilo explicativo otimista realista.

Mas afinal o que é ser otimista? É estar sempre feliz?  Sabemos que no nosso cotidiano temos que lidar com sentimentos negativos. Será que somente frases ou imagens positivas conseguem eliminar esses sentimentos?

Pesquisado através dos anos constatou-se que frases positivas, apenas, não surtem qualquer efeito. Seligman, 1942, definiu que o importante diante do fracasso é a forma como você pensa sobre esse fracasso, usando o “pensamento não-negativo”. É de Seligman a frase – “mudar as coisas destrutivas que você se diz quando sofre os reveses que a vida reserva a todos nós é a principal capacidade do otimismo”.

Portanto, Seligman, também conhecido como o “Doutor Felicidade”,  define: as bases do otimismo não estão assentadas nas frases positivas ou imagens de vitórias, mas na maneira como nós pensamos sobre as causas, sejam do sucesso ou do fracasso por que passamos.

Por isso, a diferença entre o otimista e o pessimista está na diferente forma como explicam as causas de eventos ruins ou positivos que lhes acontecem no cotidiano, ou seja, como é o seu “estilo explicativo”.

Vejam como exemplo: os otimistas entendem as situações de sucesso como mérito próprio, além de serem eventos capazes de permanecer e influenciar todas as áreas de suas vidas. Já as situações de insucesso são entendidas como situações passageiras e específicas à aquele evento, onde as causas foram provocadas por circunstâncias desfavoráveis. Os pessimistas explicam as situações de sucesso como algo passageiro e específico àquela situação, onde as causas são provocadas por circunstâncias externas. E as situações de insucesso são entendidas como eventos capazes de permanecer e influenciar todas as áreas de suas vidas, sendo eles os únicos responsáveis pelas vicissitudes.

Acreditar que os infortúnios da vida vão durar para sempre e que vão determinar tudo na vida, faz com que a criança ou o adolescente desista de tentar. A permanência e difusão de eventos ruins deixam a criança ou o adolescente sem esperanças; e isso já representa um passo rumo à depressão. Encontrar razões temporárias e específicas para os infortúnios da vida é a arte da esperança, já dizia Seligman.

Seligman, 1992, conclui que as metas “ser capaz” e “saber fazer bem” são mais facilmente operacionalizáveis e atingíveis, e que, quando atingidas, trazem inevitavelmente consigo o “sentir-se bem”, sugerindo que as metas, “ser capaz” e “saber fazer bem”, estão associadas a uma menor incidência de depressão.

Por isso, devemos estar alerta para identificar devidamente as atribuições que as crianças e os adolescentes fazem diante de seus sucessos ou fracassos, ajudando-os a desenvolver um estilo explicativo otimista realista, além de habilidades sociais e de resolução de problemas.

Serviram de fontes para esse texto:

Aprenda a ser otimista – Martin E.P Seligman – 2ª ed. Editora Nova Era – Rio de Janeiro 2005

Terapia Cognitiva. Teoria e Prática – Judith S. Beck – Editoras Artes Médicas – Porto Alegre 1997

Departamento de Orientação Educacional

A importância do sono na aprendizagem

Representações de Morfeu, deus do sono

O sono é fundamental para a vida. Só que não devemos pensar no sono apenas como um repouso para o cérebro, mesmo porque ele continua ativo enquanto dormimos – muito mais ativo do que imaginamos – principalmente no que diz respeito à memorização e, por conseguinte, à aprendizagem.

Isso porque o sono não serve somente para apagar informações desnecessárias apreendidas durante o dia, como também para reforçar o que foi aprendido e que é importante que seja memorizado. Hoje, os cientistas são unânimes em afirmar que é necessária uma boa noite de sono para “consolidar” o que foi aprendido durante o dia.

Pesquisas feitas pelos israelenses Dov Sagi e Avi Karni, em 1993, e confirmadas pelos norte-americanos Allan Hobson e Robert Stickgold, comprovaram que o sono profundo, durante a primeira metade da noite, é essencial para a consolidação do aprendizado.

Mas isso não quer dizer que o sono cheio de sonhos da segunda metade seja inútil. Muito pelo contrário: Estes mesmos cientistas também comprovaram que quem dorme a noite toda consegue resultados quase três vezes melhores do que quem dorme pouco, ou seja, que só dorme a primeira metade do sono.

Eles definiram, então, que o processo de aprendizado (em termos neurofisiológicos) se dá em três fases: a primeira durante a prática (durante a aula, por exemplo); a segunda durante as primeiras horas do sono, e a terceira, durante o sono do final da madrugada, o “sono dos sonhos”.

Está também comprovado que os estudantes que fazem exercícios de relaxamento antes de dormir, obtêm um sono mais rápido e mais profundo, e isso tende a tornar a aprendizagem do dia mais eficaz.

Fonte: http://www.camarabrasileira.com/sono

Se quiser mais informações sobre o assunto veja também: “Sono e aprendizagem”