Entrevista com Hubert Sacy, diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool

Com o objetivo de aprofundar a temática iniciada em post anterior sobre como os pais podem lidar com questões relativas ao álcool e à adolescência, trazemos uma breve fala de Hubert Sacy – diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool, cujo propósito principal é disponibilizar informações adequadas sobre álcool. Em sua declaração, comenta a importância dos pais no processo de prevenção e dá algumas dicas de como abordar a temática no cotidiano com os filhos.

Hubert foi uma das pessoas que trabalhou para mudar a relação dos canadenses com bebidas alcoólicas. No comando da Éduc’alcool, em Quebec, há 15 anos, contribuiu para que a cidade alcançasse a última posição no Canadá em termos de embriaguez e intoxicação. Ao contrário do que poderíamos imaginar, essa posição não foi alcançada através de campanhas moralistas, mas por meio de campanhas bem-humoradas e irônicas em relação ao consumo de bebidas alcoólicas.

Confira sua declaração no vídeo abaixo!

Entrevista retirada do site CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool)

Dicas aos pais: como prevenir problemas com álcool?

O uso nocivo de álcool é definido pela Organização Mundial da Saúde como aquele que causa algum prejuízo, social ou de saúde, para o indivíduo que bebe ou a terceiros. Assim sendo, sabe-se que qualquer uso de álcool fica contraindicado para crianças e adolescentes, uma vez que seu sistema nervoso central ainda está em desenvolvimento e, portanto, mais suscetível ao comprometimento de importantes funções cerebrais.

No Brasil, a lei proíbe a oferta de bebidas alcoólicas antes dos 18 anos, e surge a preocupação de como os jovens acima dessa idade irão usufruir deste direito sem trazer malefícios para sua saúde, nem para a sociedade. Na realidade, desde o período final da adolescência, entre 15 e 19 anos, os jovens experimentam desejos de autonomia e mensagens sociais e de seus pares que são permissivos ou até mesmo promovem o uso de álcool, e muitas vezes o uso pesado, associado a maior risco de consequências negativas. Relatório recente da Organização Pan-Americana de Saúde revelou que o Brasil, dentre os países da região das Américas, apresenta o maior índice de mortes atribuíveis ao álcool nesta faixa etária (como por agressões e acidentes de trânsito).

Pesquisas científicas mostram que determinadas atitudes dos pais são capazes de proteger os filhos do uso nocivo e pesado de álcool na idade adulta, e de seu uso precoce, ou seja, antes da idade permitida, ou antes que seu sistema nervoso esteja mais preparado. São chamados de “fatores proteção” aqueles que, quando presentes, associam-se a menos risco em relação ao beber. Em paralelo, atitudes que influenciem negativamente este comportamento são chamadas “fatores de risco”.

O suporte em questões gerais, monitoramento e boa comunicação entre pais e filhos são fatores de proteção bem conhecidos, e o apoio é caracterizado quando os pais demonstram cuidado, atenção e aceitação para com seus filhos. Além disso, é necessário que exista consistência: a simples desaprovação do beber direcionada apenas aos filhos, mas com o ambiente de casa permissivo ao uso frequente e intenso de bebidas pelos adultos não tem efeitos positivos; logo, é preciso agir de acordo com o que é passado aos adolescentes. A desaprovação do uso nocivo de álcool, como o controle do uso por todos dentro de casa, e a evitação de exemplos errados, como beber e dirigir, ou beber sem se alimentar, associa-se a efeitos protetores.

São orientações aos pais ou responsáveis por crianças e adolescentes:

  • Evitar o consumo de álcool pesado (para tirar dúvidas sobre padrões de consumo, acesse: http://cisa.org.br/artigo/4405/padroes-consumo-alcool.php);
  • Não permitir que seus filhos criem o hábito de beber em casa;
  • Conhecer as atividades e o ciclo de amizades dos filhos;
  • Estabelecer relação afetuosa e de confiança com os filhos;
  • Ter cuidado para que os filhos se sintam confortáveis em conversar sobre qualquer assunto, e dessa forma se sintam aceitos e amparados;
  • Imposição de disciplina, com estabelecimento de regras claras e consequências para quando são quebradas; com cumprimento do que for estabelecido (muito relevante para a proibição do beber antes dos 18 anos);
  • Procurar realizar atividades juntos, em lazer ou no cotidiano (refeições).
Foto: CISA

Foto: CISA

A comunicação entre pais e filhos específica sobre o álcool, ou a proibição explícita e coercitiva ao uso de álcool, quando não acompanhadas desses comportamentos protetores, não demonstram ser estratégias efetivas.

Sendo assim, o CISA incentiva fortemente a construção de vínculos familiares saudáveis, com o objetivo de proteger crianças e adolescentes do uso de álcool precoce, assim como do beber intenso, frequente e problemático quando adultos ou em situações mais vulneráveis. Nem sempre esta é uma tarefa simples, e pode ser necessário procurar ajuda de profissionais da área de saúde mental para auxiliar na comunicação. Da mesma forma, os pais podem procurar profissionais da área para o trabalho individual com os adolescentes, com técnicas em habilidades sociais e de recusa ao beber, desenvolvimento de limites, resolução de problemas e resiliência.

Texto retirado da matéria “Dicas aos pais: como prevenir problemas com álcool?” da página do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA)

Álcool na adolescência afeta, sim, o desenvolvimento cerebral.

Saiu no site de Veja.com último dia 5 de dezembro.

Álcool na adolescência afeta, sim, o desenvolvimento cerebral.

Um novo estudo sugere que abusar do álcool na adolescência pode afetar a memória, a tomada de decisões e o autocontrole. Algumas mudanças são irreversíveis.

A ingestão de bebida alcoólica na adolescência pode prejudicar o desenvolvimento cerebral. De acordo com um estudo recém-publicado no periódico científico Addiction, adolescentes que bebem em excesso tendem a ter menos massa cinzenta no cérebro, estrutura responsável por funções como memoria, tomada de decisões e autocontrole.

No estudo, pesquisadores da Universidade da Finlândia Oriental, na Finlândia, acompanharam 62 jovens durante dois anos. Nesse período, eles responderam questionários que incluíam questões sobre o consumo de bebida alcoólica.

Todos os voluntários haviam participado de um estudo finlandês sobre o bem-estar do jovem e haviam relatado seu consumo alcoólico durante a adolescência – aos 13 e aos 18 anos.

Os resultados mostraram que 35 deles abusavam do álcool – bebiam pelo menos quatro vezes por semana ou bebiam muito, com menor frequência – na adolescência. Os demais foram considerados bebedores moderados.

Exames de escaneamento cerebral mostraram que os jovens que abusaram do álcool tinham menores volumes de massa cinzenta, em comparação com aqueles que bebiam moderadamente.

“O uso de substâncias está conectado com a exclusão social, problemas de saúde mental e baixa escolaridade. Mudanças na estrutura do cérebro pode ser um dos fatores que contribuem para os problemas sociais e mentais entre os indivíduos que usam substâncias”, disse Noora Heikkinen, líder do estudo.

De acordo com Samantha Brooks, professora da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, e que não esteve envolvida no estudo, a seção frontal do cérebro, que desempenha um importante papel na tomada de decisões, continua se desenvolvendo até os 20 e poucos anos.

Essa região foi bastante afetada pela perda de massa cinzenta no cérebro das pessoas que abusavam do álcool. Embora nenhum dos participantes tenha demonstrado sintomas de depressão e as taxas de problemas como ansiedade, desordens de personalidade e uso de drogas fossem similares entre os dois grupos, os bebedores compulsivos tinham mais tendência a fumar.

Samantha explica que, durante esse período, os adolescentes estão mais aptos a terem problemas com o abuso de substâncias, já que estão em uma “janela de vulnerabilidade”.

Felizmente, segundo Noora, parar a ingestão de álcool a tempo pode aumentar o volume de massa cinzenta. “Entretanto, quando o uso for continuado por um longo período, algumas mudanças estruturais se tornam irreversíveis.”, afirmou.

Apesar dos resultados, como esse foi apenas um estudo observacional, os pesquisadores não podem afirmar se é o excesso de bebida que danifica o desenvolvimento cerebral ou se pessoas com menos massa cinzenta – por fatores genéticos ou outras causas – têm maior probabilidade de abusar do álcool.

Pais, filhos e o álcool

Na última terça-feira, 30 de agosto, a Folha de São Paulo publicou esse excelente artigo de Rosely Sayão. Nele ela comenta, a partir dos dados apresentados pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar(PeNSE) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), a relação dos jovens com a bebida alcoólica.

Equipe CPG

Pais podem e devem vetar consumo de bebidas pelos filhos menores de idade

Rosely Sayão  –  30 de agosto 2016 – Folha de São Paulo

Fazer e acontecer, ter fama e sucesso a qualquer custo, ser popular e feliz, estar por dentro de todas as ondas e consumir. São comandos socioculturais fortes que têm sido direcionados aos nossos jovens, diretamente ou mesmo de modo sutil. E eles têm atendido!

Tais comandos podem ser por eles entendidos em diversos contextos: das redes sociais reais que eles frequentam às redes virtuais em todas as suas formas; do pequeno grupo de amigos e colegas próximos à sala de aula ao grupo de amigos e colegas de toda a escola; das conversas presenciais às conversas via mensagens instantâneas.

E como conseguir alcançar essas metas que nossa sociedade faz com que almejem? Bem, aí reside um problema que vamos abordar hoje.

Muitos de nossos jovens, desde o início da adolescência, encontram na bebida alcoólica uma boa estratégia para sair-se bem nessas questões. Segundo dados de pesquisa do IBGE, realizada com 2,6 milhões de estudantes que cursaram o 9º ano do ensino fundamental em 2015, 55% deles já haviam consumido uma dose de bebida alcoólica alguma vez. E é bom saber que, desse grupo pesquisado, quase 90% deles tinham entre 13 e 15 anos na época que o estudo foi realizado.

Por que o álcool tem sido, para nossos jovens, uma boa estratégia para ajudá-los a encontrar o que eles buscam? É que, no início, os efeitos produzidos pela bebida alcoólica são a euforia e a desinibição no agir e no pensar. E isso é tudo o que eles querem e acham que precisam para “ficar de boa”, como eles dizem.

Nossa sociedade é tolerante quanto ao uso do álcool por menores. Não é pequeno o número de pais que permitem que seu filho beba em casa, antes de ir a festas com os amigos. E, da mesma maneira, é considerável a presença de bebidas em festas de menores de idade, promovidas pelos pais e com o aval deles.

Os jovens usam uma expressão bem conhecida para nomear o estado em que ficam quando bebem exageradamente: dizem “deu pt”, que seria o equivalente à perda total dos sentidos. É dessa maneira que eles se afastam do real sentido do estado em que caem: coma alcoólica. E, assim, permanecem afastados dos riscos do uso da bebida.

Por que muitos pais permitem e/ou não vetam que seus filhos bebam antes dos 18 anos? Pelo anseio de inserção social dos filhos, por minimizarem a questão da idade e, talvez, por falta de informação.

Muitos não consideram ou se esquecem de considerar e/ou não dão valor a tais informações, quais sejam: que o álcool afeta o senso de certo e errado, que é enorme o número de vítimas de acidentes de trânsito com envolvimento de bebidas alcoólicas e que a tolerância aos efeitos do álcool é menor entre as pessoas mais novas.

Mas qual a diferença entre beber aos 16, 17 anos e aos 18, você pode perguntar, caro leitor. E a melhor resposta é o respeito ao rito social.

Se os pais não permitem o uso de bebida alcoólica pelo filho menor, isso significa que ele não a usará?

Provavelmente não. Mas dá a ele um norte familiar e, se ele preza a família, é possível que beba menos para não desapontar os pais e não arcar com consequências familiares acordadas, por exemplo.

Para o bem dos filhos, os pais podem —e devem— vetar o uso de bebidas pelos filhos menores e também o uso abusivo pelos maiores.

roselycpg

Brasileiros seguem entre os que mais bebem na América Latina

Adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool por ano; veja quantidade consumida nas Américas e as perigosas consequências do aumento do consumo.

Estudo prévio aponta álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos

Estudo prévio aponta álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos

Os adultos brasileiros bebem, em média, 8,7 litros de álcool puro por ano – quantidade que já foi maior, mas continua sendo uma das mais altas nas Américas e supera a média mundial, segundo um recente informe da Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com a medição, baseada em dados compilados entre 2008 e 2010, o país tem a nona maior média de consumo alcoólico, entre 35 países pesquisados no continente (veja os dados abaixo).
Nos três anos anteriores, os adultos brasileiros consumiam 9,8 litros de álcool puro, terceira maior média do continente.
Segundo a brasileira Maristela Monteiro, assessora principal sobre abuso de substâncias e álcool da OMS, há uma cultura de consumo de álcool instalada na América Latina, criando um importante problema de saúde pública regional.
Na América Latina e no Caribe, as pessoas consomem em média 8,4 litros de álcool puro por ano, 2,2 litros a mais do que a média mundial, diz a OMS
A consequência é que, em 2012, houve uma morte a cada 100 segundos em decorrência do álcool – 80 mil mortes poderiam ter sido evitadas naquele ano caso o consumo de álcool não tivesse ocorrido.
“Em geral, o consumo de álcool e os danos resultantes são relativamente altos nas Américas, em comparação às demais regiões do mundo”, aponta o estudo.
Consumo per capita
O consumo per capita por homens brasileiros é de uma média de 13,6 litros de álcool puro por ano, segundo medição feita pela OMS com adultos entre 2008 e 2010. Apenas cinco países da região superam esse nível de consumo.
Entre as mulheres brasileiras, o consumo per capita é de 4,2 litros de álcool puro por ano.
O relatório da OMS cita outro estudo que identifica o álcool como a maior causa de mortes entre jovens brasileiros entre 15 e 19 anos. E, “ainda que o Brasil tenha repetidamente imposto leis para baixar o limite legal de teor alcóolico no sangue e aumentar as penas para quem bebe e dirige, esses esforços não têm tido efeitos duradouros na segurança viária”, aponta o texto.
Além disso, a organização calcula que o consumo de álcool contribua com mais de 200 doenças ou lesões, como cirrose hepática e alguns tipos de câncer. Também torna as pessoas mais suscetíveis a doenças infecciosas, como HIV e tuberculose, e menos receptivas ao tratamento.
A cerveja é apontada como a bebida alcóolica mais popular na região: representa 55% de todo o álcool consumido, seguida por destilados como vodca e uísque (cerca de 30%) e o vinho, com quase 12%.
Mas o que explica o alto consumo de bebidas alcóolicas na região?
“Algo está mudando na América Latina”, diz Monteiro à BBC Mundo. “Nunca houve uma forte cultura de consumo na região, mas o desenvolvimento econômico e novos valores importados da globalização estão fazendo com que o consumo excessivo e abrupto seja uma tendência.”
Além disso, Monteiro menciona fatores como o crescimento da indústria de bebidas.
“O álcool chega a todas as partes: foram melhoradas as cadeias de distribuição, há mais estabelecimentos e oferta e tampouco é desprezível a pressão que a indústria sabe exercer sobre os governos para que os preços do álcool fiquem baixos e não haja regulações.”
Consumo excessivo
A situação tem piorado, segundo a OMS: em 2005, 18% dos consumidores masculinos relataram ter tido episódios de forte consumo de bebidas alcóolicas (quatro ou cinco bebidas em ao menos uma única ocasião ao longo de 30 dias). Essa porcentagem subiu para quase 30% em 2010.
Entre consumidoras mulheres, essa porcentagem também subiu, de 4,6% para 13% no mesmo período.
Na região, um a cada cinco consumidores (22%) pratica episódios de consumo alcóolico excessivo, contra 16% da média global.
Para Monteiro, um dado particularmente relevante é que apenas 10% dos consumidores bebem, em média, mais de 40% de todo o álcool consumido na região.
“Não se trata de tomar uma quantidade moderada por gosto ou por saúde, como por exemplo o vinho. O consumo se concentra em grandes doses”, diz a especialista. “Especialmente entre os jovens, que o veem como uma espécie de ritual com prestígio social.”
Em 2010, cerca de 14 mil jovens de menos de 19 anos morreram na região por motivos relacionados à bebida alcóolica.
“A América Latina e o Caribe estão pagando um preço alto em saúde, recursos financeiros e produtividade” por causa desses excessos, observa Anselm Hennis, diretor do Departamento de Doenças Não-Transmissíveis e Saúde Mental da OMS.
Para Monteiro, “o álcool não afeta só quem bebe. Aumentam os episódios de violência e os acidentes de trânsito e baixa a produtividade do país por culpa não só de faltas ao trabalho, mas sim pelo que se conhece como ‘despresentismo’, ou seja, pessoas que chegam ao local de trabalho sem forças (pelo efeito do álcool).”
Ela defende que os governos elevem os impostos sobre o álcool, para encarecê-lo; limitem horários e dias de venda de bebidas nos estabelecimentos; subam a idade legal mínima para o consumo; e reduzam ou proíbam sua publicidade (70% dos países não têm regulamento para tal).
Monteiro também fala em uma mudança cultural e educacional. “É preciso acabar com o prestígio social de beber álcool”, diz.
Consumo adulto per capita de álcool puro nas Américas (média anual entre 2008 e 2010):
Granada – 12,5 litros
Sta Lucia – 104, litros
Canadá – 10,2 litros
EUA – 9,2 litros
Chile – 9,6 litros
Argentina – 9,3 litros
Venezuela – 8,9 litros
Paraguai – 8,8 litros
Brasil – 8,7 litros
Belize – 8,5 litros
(Fonte: Organização Mundial da Saúde – Global Health Observatory Data Repository)
Fonte: G1 e ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)

YouTube e o abuso de álcool

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Esse vídeo não vai carregar. E se carregasse não mostraria imagens agradáveis.

 A equipe do Dr. Brian Primack fez uma análise de 70 vídeos mais populares do YouTube tratando do abuso de bebida alcoólica. Criaram 42 códigos nas categorias: característica do vídeo, características socio-demograficas, descrições do produto, utilização, características associadas ao produto, consequências do uso.

A audiência da amostra ultrapassou os 300.000.000 de visualizações!

Outros achados:

  • Quase 90% dos vídeos envolvem homens.
  • O uso de destilados é mais frequente. Cerveja vinha em segundo.
  • 44% do vídeos faziam referência a alguma marca de bebida alcoólica.
  • Humor está presente em 79% dos vídeos.
A pesquisa também concluiu que raramente os vídeos mostram as consequências do abuso de álcool.

Clicando na imagem abaixo você pode ter acesso ao resumo.

youtube álcool

Em tempo. Uma busca rápida no YouTube vai mostrar vários vídeos com situações de intoxicação alcoólica. Inclusive o do estudante de engenharia da UNESP de Bauru que morreu em uma festa estudantil patrocinada por uma marca de cerveja.

Equipe CPG

20 de fevereiro – Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo

Hoje se comemora o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo.
O álcool, droga legal, tolerada e forte patrocinadora do esporte brasileiro continua sendo um grave problema de saúde pública.
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Diferente do dia 26 de junho, mais divulgado na imprensa por ser o Dia Mundial de Combate às Drogas, o dia de hoje passa praticamente despercebido.
Esse ano, vindo logo após o carnaval então…
De qualquer forma, é importante sempre relembrar dados sobre o álcool e suas consequências para a sociedade.
O infográfico é do Correio Braziliense e ilustrou uma matéria no site da ABEAD(Associação Brasileira do Estudo do Álcool e outras Drogas).
A matéria completa você lê aqui.

Equipe CPG

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Fonte: Correio Braziliense

Beber pesado e danos cerebrais

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A dica veio do The Prevention Hub e do Science Daily.
Um estudo realizado com animais indicou que o beber pesado durante a adolescência pode levar a mudanças cerebrais importantes além de causar déficits de memória.
O estudo publicado The Journal of Neuroscience constatou
que, mesmo na idade adulta, os ratos que receberam acesso diário ao álcool durante a adolescência tinham reduzido os níveis de mielina – o revestimento gorduroso das fibras nervosas que acelera a transmissão de sinais elétricos entre os neurônios.
Clique na imagem abaixo para ler o resumo.
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Livro “Álcool e Drogas na Adolescência” é lançado no Band

O livro Álcool e Drogas na Adolescência: Um guia para pais e professores, escrito pela psicóloga Ilana Pinsky e pelo Orientador Educacional Cesar Pazinatto, foi lançado no Bandeirantes em duas palestras para pais e educadores.

Professora Estela e a psicóloga Ilana

Professora Estela Zanini e a psicóloga Ilana Pinsky

A publicação, que ainda conta com a colaboração da Coordenadora de CPG (Convivência  em Processo de Grupo), Estela Zanini, traz informações e práticas sobre como tratar a questão das drogas e das bebidas alcoólicas com os jovens.

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A obra consiste em 28 perguntas frequentes sobre como lidar com o assunto com os adolescentes, além de práticas realizadas em CPG.

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Cesar Pazinatto afirmou a intenção do livro é dividir com as pessoas estas indagações e a experiência do Band. “As aulas do CPG sobre prevenção de drogas e sexualidade sempre foram referência entre as escolas. É um trabalho muito conceituado”, explicou o coautor.

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A coordenadora Estela escreveu o prefácio e uma parte do livro destinada a explicar as experiências dos alunos com o CPG, implantado nas salas de aula desde 1992. “Buscamos inserir no livro atividades, desde dinâmicas até filmes, já feitas nas aulas de CPG para servir de inspiração para uma conversa entre pais e filhos”, contou.

Estela explicou que a importância de trazer o lançamento do livro é a de aproximar o Colégio da família dos alunos. Ana Lepsch, mãe de aluno, acredita que é fundamental que o Band traga este tipo de discussão para o Colégio. “Nossos filhos passam muito tempo na escola, por isso os professores sabem muito mais sobre a convivência deles com os colegas”, comentou.