Álcool e drogas na adolescência: Um guia para pais e professores

A equipe de CPG através de sua coordenadora Maria Estela B. Zanini e do professor Cesar Pazinatto participaram da elaboração do livro “Álcool e drogas na adolescência: Um guia para pais e professores”.

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Cesar é co-autor com a Dra. Ilana Pinsky, psicóloga especialista em adolescentes. Estela como colaboradora detalhou algumas atividades desenvolvidas pela equipe de CPG durante as aulas.
O lançamento ocorrerá no dia 16 de outubro a partir das 18h30 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na Av. Paulista.

Clique aqui para ver o convite eletrônico

 

 

Álcool x Maconha: Qual é mais perigoso para os jovens?

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Os defensores da liberação da maconha costumam argumentar, entre outras coisas, que os efeitos da Cannabis não são mais prejudiciais do que os do álcool. O debate é intenso e, provavelmente, sem data para terminar. Uma pesquisa da Universidade de Nova York faz um interessante comparativo entre as duas substâncias e tenta ajudar nessa discussão.
Entre outras coisas o estudo descobriu que, para alunos do ensino médio, o consumo de álcool levou ao beber e dirigir e ao comprometimento nas relações entre colegas, Por sua vez o consumo de maconha afetou o relacionamento com professores, orientadores e também o desempenho acadêmico.
Clicando na imagem abaixo você tem acesso ao artigo completo. Está aberto até o dia 30 de setembro. Depois disso entre em contato que  disponibilizamos por e-mail.
Journal Reference:Joseph J. Palamar, Michael Fenstermaker,  Dimita Kamboukos, Danielle C. Ompad, Charles M. Cleland, Michael Weitzman.  Adverse psychosocial outcomes associated with drug use among US high school seniors: a comparison of alcohol and marijuana.  The American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 2014; 1 DOI: 10.3109/00952990.2014.943371

Journal Reference:Joseph J. Palamar, Michael Fenstermaker,
Dimita Kamboukos, Danielle C. Ompad, Charles M. Cleland, Michael Weitzman.
Adverse psychosocial outcomes associated with drug use among US high school seniors: a comparison of alcohol and marijuana.
The American Journal of Drug and Alcohol Abuse, 2014; 1 DOI: 10.3109/00952990.2014.943371

Equipe CPG

Taxas de prevalência de fumantes caem e menos jovens experimentam álcool

cpgblog

A dica veio da Anna Monteiro, diretora de comunicação da ACTBr.

As taxas de tabagismo na Austrália continuam a cair, de acordo com novos resultados divulgados em julho pelo Instituto Australiano de Saúde e Bem Estar (Australian Institute of Health and Welfare – AIHW).

As descobertas da Pesquisa Nacional sobre Estratégias para Drogas 2013 mostraram que poucos australianos estão fumando no dia-a-dia, e as taxas caíram significantemente entre 2010 e 2013, de 15.1% para 12.8%, entre pessoas acima de 14 anos. “Isto significa que as taxas de fumo estão caindo desde 1991”, disse o porta-voz da AIHW Geoff Neideck. “Os fumantes também reduziram o número de cigarros que fumam semanalmente de 111 cigarros em 2010 para 96, em 2013”.

A pesquisa também demonstrou que os jovens estão começando a fumar mais tarde. A proporção de jovens entre 12 e 17 anos que nunca fumou continuou alta em 2013, em 95%, e a proporção daqueles entre 18-24 que nunca fumaram subiu significativamente entre 2010 e 2013 (de 72% para 77%).

A idade média da experimentação do primeiro cigarro completo subiu dos 14.2 anos para 15.9, entre 1995 e 2013.

A pesquisa também constatou que os jovens estão demorando mais para experimentar a primeira dose de bebida alcoólica. A idade média da experimentação passou dos 14.4 anos para 15.7, entre 1998 e 2013. “Menos  jovens entre 12 e 17 anos estão bebendo álcool, com proporção de abstêmios subindo de 64% para 72% entre 2010 e 2013”, disse Neideck. “Outra boa notícia é que, em comparação a 2010, menos pessoas beberam álcool em quantidade que excedem os riscos em 2013”.

Quase 5 milhões de pessoas acima de 14 anos (26%) relataram terem sido vítimas de incidentes relacionados ao consumo de álcool em 2013 – um declínio em relação a 2010, de 29%.

Mais informações: http://www.aihw.gov.au/alcohol-and-other-drugs/ndshs/

Álcool é droga

álcool é droga

Sem moderação, bebida provoca doenças crônicas e potencializa acidentes e violência

A matéria abaixo foi publicada no site da UNIAD(Unidade de Pesquisas em Álcool e Drogas). Ela trás algumas informações sobre o II Lenad (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas). Clarice Sandi Madruga, coordenadora desse levantamento, apresentou alguns resultados durante o XXII Congresso da ABEAD em Búzios/RJ.

Vale acrescentar que neste congresso, realizado no início de setembro, o Colégio Bandeirantes recebeu elogios pelo trabalho desenvolvido nas aulas de CPG.

Álcool é droga

fonte: UNIAD – 6 de outubro de 2013

Cerveja, vinho, vodca, cachaça: bebidas vendidas e consumidas sem restrições, sob estímulo da mídia e com aceitação da sociedade. O que não está informado nos rótulos dessas garrafas e nas peças de publicidade com mulheres de biquíni e situações de descontração são os males associados ao seu consumo: doenças crônicas, dependência, acidentes de trânsito, violência urbana e doméstica. “O álcool não é percebido no imaginário social como droga”, alerta Edinilsa Ramos de Souza, pesquisadora do Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Carelli (Claves/Ensp/Fiocruz).

Cerca de 4% das mortes no mundo são atribuídas a bebidas alcoólicas, superando as causadas por HIV/aids, violência e tuberculose, de acordo com o Relatório Global sobre Álcool e Saúde da Organização Mundial da Saúde (OM S), de 2011. A OMS avalia que “o uso do álcool continua recebendo pouca atenção em termos de políticas públicas, incluindo as políticas de saúde”, apesar de ser o terceiro maior fator de risco para doenças e invalidez do mundo — em países em desenvolvimento, é o maior risco.

A bebida pode causar diretamente 60 tipos de doenças e lesões (cirrose, pancreatite, cânceres de cólon, reto, mama, laringe, fígado, esôfago, boca e faringe, transtornos mentais, epilepsia, hipertensão, diabetes, má formação de feto) e outras 200 indiretamente (é fator de risco para a transmissão de HIV/aids e tuberculose, por exemplo), além de estar associada a problemas sociais (homicídios, agressões, negligência contra crianças, acidentes de trânsito, faltas ao trabalho).

Bebendo mais e pior

Metade dos brasileiros consome bebidas alcoólicas, identificou o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas 2012 (Lenad), realizado pelo Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O número de abstêmios se manteve estável, comparado com o do levantamento de 2006; o que vem mudando nesse período é a forma como os brasileiros bebem”, conta Clarice Sandi Madruga, coordenadora do Lenad.

A pesquisa, que ouviu 4.607 brasileiros acima de 14 anos em 149 municípios, registrou aumento de 20% na proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais), de 45% em 2006 para 54% em 2012. As mulheres foram as que mais contribuíram para a subida do índice: 39% das bebedoras consumiam álcool com frequência em 2012, contra 29% em 2006.

Cresceu também o que os pesquisadores chamam de binge drinking, referindo-se à ingestão de grande quantidade de bebida alcoólica em curto espaço de tempo — quatro doses para mulheres e cinco doses para homens em até duas horas (uma dose é igual a uma lata de cerveja ou uma taça de vinho ou uma dose de destilado, por exemplo). Essa forma de beber foi relatada por 45% dos bebedores em 2006 e por 59% em 2012 — uma alta de 31%.

“Esse grupo é o que mais causa problemas à sociedade, por ser mais numeroso que o de dependentes. Não são doentes, mas adotam um padrão de uso do álcool associado a doenças crônicas e a comportamentos de risco, como dirigir embriagado”, comenta Clarice. A coordenadora do Lenad explica que a prática do binge drinking foi primeiramente detectada na Inglaterra: como os pubs fecham às 23h, os ingleses passaram a intercalar fermentado (cerveja) e destilado (vodca, tequila, uísque, licor) para sentir mais rapidamente o efeito entorpecente do álcool.

Mulheres são alvo

Novamente, o levantamento detectou aumento maior dessa forma de beber entre as mulheres, de 36% para 49% das bebedoras — salto de 36%. A hipótese da pesquisadora para explicar o crescimento do consumo frequente e nocivo por elas é a expansão do mercado de bebidas voltadas para o público feminino, entre elas o ice, mistura de vodca com água gaseificada sabor limão, laranja ou abacaxi. “Acredito que tenha muito a ver com as campanhas publicitárias da indústria destinadas ao sexo feminino”, diz.

A alta no binge drinking também foi mais acentuada nas classes C (43%), D (43%) e E (48%), beneficiadas pelo crescimento econômico dos últimos anos. “Os brasileiros não começam a beber quando têm mais dinheiro, mas os que já bebiam passam a beber mais assim que a situação financeira melhora”, relaciona Clarice.

A dependência ou abuso de álcool atinge 11 milhões de pessoas no país ou 6,8% da população — entre os homens, a taxa chega a 10,5%. “Essa questão deveria receber mais atenção do governo, afinal leva-se em média 11 anos para se estabelecer dependência. É possível identificar precocemente os casos de uso abusivo e existem técnicas para intervenção precoce”, avalia Ana Regina Noto, coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Saúde e Uso de Substâncias (Nepsis), da Unifesp.

Custos para o SUS

O álcool bate à porta do SUS via emergência: 16,3% dos atendimentos por acidentes e violências em serviços públicos de urgência e emergência em 2011 envolviam pessoas embriagadas, segundo o Inquérito Viva (Vigilância de Violências e Acidentes), do Ministério da Saúde, que ouviu 47 mil pessoas em 71 hospitais de todas as capitais e do Distrito Federal. O estudo aponta que 49% dos pacientes atendidos por terem sofrido agressão haviam bebido — a maioria homens com idade entre 20 e 39 anos (ver matéria na pág. 19). Também estavam alcoolizados 36,5% dos atendidos por lesão autoprovocada e 21,2% dos atendidos por acidente de trânsito.

“Existe um equívoco em termos de política pública, com o estabelecimento de prioridade para o combate ao crack, enquanto se permite a propaganda de outra droga”, analisa Ana Regina, para quem a política de álcool deveria seguir o bem-sucedido exemplo do tabaco, que teve como efeito a diminuição significativa de fumantes no Brasil (Radis 131), a partir do aumento de preços e da proibição de propaganda, entre outras medidas.

“Políticas de álcool são praticamente inexistentes no Brasil e as poucas leis que existem para regular a indústria não são bem aplicadas”, complementa o coordenador do Centro de Referência em Pesquisa, Intervenção e Avaliação em Álcool e Outras Drogas (Crepeia), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Telmo Ronzani.

A elaboração da política de drogas brasileira cabe à Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), ligada ao Ministério da Justiça. Uma busca no site da Senad pode indicar qual é a dimensão do álcool nessa política, o resultado chama a atenção: a palavra álcool leva a 42 textos; crack leva a 125. No Ministério da Saúde, a ação relativa ao consumo de álcool é o tratamento de dependentes, nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD).

“Há tolerância com o consumo de álcool no país, uma postura de aceitação, uma naturalização do beber, incorporado à nossa cultura”, observa o antropólogo Mauricio Fiore, pesquisador do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (Neip). “Metade da população brasileira consome bebidas alcoólicas com alguma frequência, sem que tenha percepção clara de que álcool também é droga: está no limiar entre droga, alimento e combustível da alegria”.

Fiore também cita as campanhas antitabagistas como exemplo a ser seguido: “O cigarro estava igualmente incorporado à cultura brasileira até o Estado começar a afirmar que era, sim, uma droga que provocava sérias consequências à saúde”. O antropólogo diz observar a construção de processo semelhante, de “desnaturalização do álcool”, no mundo. Mas ressalva que esse é mais lento do que o do tabaco, especialmente no Brasil. “Há alguma pressão por uma política pública mais clara, com limitação de venda e publicidade de bebidas, só que infelizmente não ganha velocidade”, diz.

Para a OMS, uma das maneiras mais efetivas de reduzir os problemas associados ao álcool é aumentar o preço das bebidas, a partir de taxação. “Análise recente de 112 estudos sobre o efeito do aumento de impostos nesse setor mostra que, quando as taxas aumentam, o consumo diminui, inclusive entre bebedores problemáticos e jovens”, informa o relatório global da organização. Outras medidas recomendadas são a implementação e a fiscalização de idade mínima para uso e de limites para beber e dirigir, juntamente com restrições à propaganda.

“O Brasil é um país desregulado nessa questão”, opina Clarice, ressaltando que a proibição de venda de álcool para menores de idade não é seguida e que falta regulação de pontos de venda e de publicidade. “Não à toa a AmBev (fabricante de bebidas) é a empresa que mais cresce no país, na ausência de limites para essa indústria”.

“Precisamos desnaturalizar, desbanalizar, tirar o consumo de álcool dessa posição de conforto, como parte da festa e da refeição, ingerido na frente de crianças e adolescentes como se não fosse uma droga”, defende Fiore. “Não se deve demonizar, porque isso não funciona, mas educar para o consumo com algum nível de controle, porque é uma droga”.

Autor: Bruno Dominguez, Elisa Batalha e Liseane Morosini

‘Pré-night’ arriscado – jornal O Dia

A matéria abaixo foi publicada no portal do jornal “O Dia” do Rio de Janeiro no dia 22 de setembro. Vale acrescentar que o “pré-night” do título é o mesmo que “esquenta”.

‘Pré-night’ arriscado

Adolescentes consomem bebidas alcoólicas cada vez mais precocemente, com mais frequência e no triplo da quantidade que ingeriam na década de 80. Jovens experimentam álcool aos 13 anos de idade, e não mais aos 16

POR Francisco Edson Alves

Rio – Especialistas alertam: adolescentes estão consumindo bebidas alcoólicas mais precocemente, com mais frequência e no triplo da quantidade que ingeriam nos anos 80. E com aditivos perigosos, que aceleram a dependência e muitas vezes são fatais: outros tipos de drogas e energéticos.

Os “ingredientes” mascaram o estado de embriaguez, afetam diretamente o cérebro e comprometem o ritmo cardíaco. A falta de diálogo em família e a quase inexistente fiscalização no comércio de álcool são os combustíveis desse drama. Pesquisas indicam que atualmente os adolescentes começam a experimentar álcool entre os 13 e 15 anos. “Há três décadas, o consumo se iniciava entre os 16 e 17”, compara a psiquiatra Maria Thereza Aquino.

Arte: O Dia

Segundo ela, de cada dez pacientes que atende, de todas as faixas etárias, dois são pré-adolescentes alcoolistas. “A maioria não consegue mais se satisfazer com cerveja, vodca ou vinho, por exemplo, e acaba ingerindo também energéticos, maconha, cocaína ou ecstasy”.

No Rio, a situação ainda é mais preocupante. A última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) sobre a incidência de bebidas alcoólicas e drogas entre quase 61 mil alunos de 13 a 15 anos de escolas públicas e privadas das principais capitais — feita pelo IBGE e Ministério da Saúde — revelou que as meninas cariocas são as terceiras no perigoso ranking da experimentação de álcool entre as capitais brasileiras.

Enquanto 79,4% das entrevistadas já fizeram uso de álcool, os meninos do Rio ficam na casa dos 73,9%, em sexto lugar entre as capitais. J., aos seus 15 anos, já é uma alcoólatra em recuperação. “Estou tentando me livrar desse terrível vício no AA (Alcoólicos Anônimos).

Eu e meus amigos misturamos cerveja com energético e crack e perdemos a noção. Cansei de ser levada para casa sem roupa, sem saber onde andei e o que fiz”, diz.

Mais riscos a reboque do vício

Doutor em Saúde Mental e coordenador do premiado projeto Restaurando Esperança, do Instituto de Pesquisas Heloisa Marinho (Iphem), Jairo Werner afirma que usuários precoces de álcool vivem à margem de outros riscos, como violências física e sexual e acidentes de trânsito.

O Iphem atua na recuperação de 40 usuários de álcool e drogas, de 10 a 18 anos, com apoio da Universidade Federal Fluminense e da Fundação para a Infância e Adolescência.

Y, de 17 anos começou a beber aos 13 e se viciou em cocaína aos 14. X, da mesma idade, começou aos 12 e usou todo tipo de droga, menos o crack | Foto: Agência O Dia

“Pais devem ser exemplos, dialogar sempre e impor limites”, diz o especialista. A professora J., 52, mãe de X., 17, atesta. “Nunca desista do filho viciado. O que ele tem é um problema de saúde. Ele precisa de amor e tratamento adequado, junto com a família”.

O Artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente prevê pena de dois a quatro anos de prisão, mais multa, para quem vende bebida alcoólica a menores.

No entanto, Jairo Werner acredita que falta rigor na fiscalização. O Iphem pretende expandir o projeto com núcleos em comunidades carentes. O atendimento é gratuito.

Hábitos perigosos

– Quem começa a beber antes dos 15 anos tem quase cinco vezes mais risco de se tornar dependente

– Nove entre dez jovens temem a reação da família se chegarem bêbados em casa

– O primeiro gole é entre os 12 e 13 anos

– Outras drogas são consumidas pela primeira vez entre os 13 e 14 anos

Arte: O Dia

Adolescentes mulheres bebem mais que os homens, diz estudo

A notícia saiu no portal do Globo essa semana e foi reproduzida no Blog Dependência Química.

O Globo

Unesp traz pesquisa sobre o uso de álcool por estudantes do ensino fundamental e médio. Amigos e classe social influenciam na bebida

Cibelle Brito

As meninas exageram mais na hora de beber que os meninos. A afirmação é de uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), que observou o uso de álcool pelos estudantes do ensino médio e fundamental das escolas públicas e privadas de Botucatu, no interior de São Paulo. Os 1507 estudantes entrevistados eram menores de 18 anos, e foram questionados sobre o consumo de álcool, drogas, comportamento violento e hábito de beber entre familiares e amigos.
De acordo com os dados, 38,8% dos estudantes do ensino fundamental (6 a 9 série), e 73,5% do ensino médio afirmaram ter bebido pelo menos uma vez na vida. O uso de álcool no último ano foi relatado por 8,5% dos estudantes do fundamental e 40,7% do ensino médio. O estudo é o trabalho de dissertação da assistente social Priscila Lopes Corrêa, aluna do núcleo de Saúde Coletiva da Unesp. A pesquisadora diz que o crescimento percentual ocorre devido a idade dos estudantes, mais velhos no ensino fundamental.

Para a pesquisadora, o dado que mais chamou atenção está relacionado às mulheres. As estudantes estão mais propensas a “beber com embriaguez”, termo que define o consumo igual ou superior a cinco doses para homens, e quatro doses ou mais para as mulheres. O fato, somado à pouca maturidade dos adolescentes, pode favorecer o comportamentos de risco, como a prática do sexo sem proteção.

Os principais fatores que influenciaram eram os amigos, a classe social, normalmente com melhor poder aquisitivo, e o jovens sem qualquer tipo de religião, diz a autora do texto.

Para a mestranda, o estudo demonstra a utilização e o contato de menores de idade com álcool, mesmo que isso seja proibido pela legislação brasileira.

Falta fiscalização nos estabelecimentos que vendem bebidas, estabelecer uma política clara sobre o uso do álcool para pessoas jovens, e programas para prevenir o uso com promoção de práticas de lazer mais saudáveis, esclarece.

Campanhas de Prevenção às drogas 9.os anos 2011

Reunindo informação e criatividade os alunos fizeram, ao final do primeiro semestre, trabalhos para a Campanha de Prevenção às Drogas 2011, dentro das aulas de CPG. Depois de selecionados, estão abertos à comunidade, cumprindo sua função de conscientizar.

Clique aqui para apreciar os trabalhos, que foram separados por categoria: álcool, cigarro, drogas em geral.