Projeto “Álbum de família”

família

Sua mãe e eu,

Seu irmão e eu,

E os pais da sua mãe (…)

Lhe damos as boas vindas,

boas vindas…

(Boas vindas, Caetano Veloso)

Durante o primeiro bimestre deste ano, os alunos dos 7os anos do Colégio Bandeirantes participaram do Projeto “Álbum de família” que lhes apresentava um desafio: definir e compreender o conceito de família, assim como perceber a sua diversidade de tipos. O projeto desenvolvido também visava ajudar os alunos a perceber as influências positivas da família na formação da sua personalidade e a reconhecer-se como um dos seus membros influentes. O objetivo final foi a elaboração do “Álbum de Família” com registros e impressões pessoais dos alunos sobre o conceito trabalhado.

Como inicio do projeto, foram selecionadas letras de músicas que apresentam de forma diferenciada o tema “família”: Eu (Paulo Tatit), Boas vindas (Caetano Veloso) e Família (Titãs). Os estudantes puderam perceber a existência de diferentes formações familiares e iniciar o processo individual de identificação com a sua família. Em um segundo momento, resgataram a historia da sua origem e construíram a sua árvore genealógica.

Já nas aulas de Laboratório de Espanhol, em uma parceria interdisciplinar, realizaram oralmente a apresentação “Mi persona especial”, com a descrição e o reconhecimento da importância na sua vida de um parente escolhido por eles. Esta atividade também está presente por escrito no “Álbum de família”. Para finalizar, após assistirem a diferentes trechos de animações, cujos temas se referem à importância da família e à definição de seu conceito, os alunos chegaram às suas próprias definições e também as registraram por escrito.

Alguns exemplos das atividades desenvolvidas estão abaixo.

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A leveza e a alegria na Educação Sexual

Mary Neide Damico Figueiró

Trabalhar com Educação Sexual é um desafio que exige constante capacitação para lidar com os temas da sexualidade e também com as pessoas e seus valores e sentimentos. Assim, para o educador aprofundar-se nesses temas, não bastam leituras ou informações científicas; o educador deve  também refletir sobre si mesmo, sobre o mundo e seus valores. Aparentemente questionar tabus, conceitos e comportamentos parece ser tarefa difícil, penosa, porém o minicurso da Educadora Sexual, Mary Neide Damico Figueiró, da Universidade Estadual de Londrina, provou que é possível lidar com temas árduos de forma delicada e leve, sem perder o sentido da seriedade necessária à capacitação do educador.

No último dia 19 de maio, o grupo de CPG passou por uma capacitação com a Dra. Mary Neide e pôde reciclar informações, refletir sobre seu trabalho a partir de contribuições teóricas e também de atividades lúdicas e poéticas. Dessa forma o grupo reafirmou a importância da educação sexual, não apenas na escola, como também na vida. Dentre os muitos ganhos do minicurso, a palestrante brindou o grupo com poemas da poetisa paranaense, Helena Kolody. Neste poema a seguir, fica a mensagem de como o obstáculo pode servir de estímulo, tanto para vida, quanto para a educação:

 

Desafio

 

A vida bloqueada

instiga o teimoso viajante

a abrir nova estrada.

 

Direitos sexuais – Campanha dos alunos do 9º ano de 2011

“Efetivamente, a principal tarefa da educação sexual é substituir a monótona atitude de curiosidade pelas coisas do sexo por uma atitude nova, de respeito e Inteligência”. Naumi de Vasconcelos

A amostra do trabalho dos alunos do nono ano sobre Direitos Sexuais revela um olhar novo sobre a sexualidade na vida cotidiana. As campanhas iluminaram os preconceitos e os desconhecimentos, abrindo espaço para a reflexão inteligente, sem deixar de lado o humor e a sensibilidade.

Dentre os direitos sexuais, foram destacados o direito à privacidade, à igualdade, à educação.

Clique nas imagens para ver os trabalhos.

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O amor e a amizade

O ano de 2011 começa com novidades: o Sex Tips está mudando. A idéia é transformá-lo em um blog, bastante interativo, com assuntos mais variados, sempre de interesse dos adolescentes. Para dar início a essa nova fase, a equipe de CPG, responsável por este serviço, publica um primeiro texto que expressa muito da filosofia do nosso trabalho: o valor humano dos sentimentos para a vida e para os relacionamentos. Assim, apresentamos um texto sensível do poeta e ensaísta Octavio Paz sobre o amor e a amizade. Mais que gostar ou não do texto, esperamos que os leitores dialoguem com ele. Afinal qual é o valor que têm amizade e amor em nossas vidas? O que distingue os dois sentimentos? O que os aproxima? Desejamos a todos uma ótima leitura.

O amor e a amizade

Já se comparou, muitas vezes, o amor e a amizade, algumas vezes como sentimentos complementares, outras, como opostos. Se esquecermos a atração física, as semelhanças entre amor e amizade são óbvias. Ambos são afetos eleitos livremente, não impostos pela lei social ou pelo costume, e ambos são relações interpessoais. A escolha e a exclusividade são condições comuns para o amor e para a amizade.

No entanto podemos estar apaixonados por uma pessoa que não nos ame, mas a amizade sem reciprocidade é impossível. Outra diferença: a amizade não nasce “à primeira vista” como o amor, mas de um sentimento mais complexo: afinidade de idéias, emoções e interesses.

No começo do amor, há a surpresa, a descoberta da outra pessoa, a quem nos ligamos por indefinível atração física e espiritual, mesmo que ela pertença a outro mundo diferente no nosso. Já a amizade nasce da vida em comunidade. A simpatia é resultado da afinidade. O relacionamento transforma a simpatia em amizade.

O amor nasce de uma “flechada”; a amizade, do intercâmbio frequente e prolongado. Enfim, o amor é espontâneo. A amizade exige tempo.

Para muitos, a amizade é superior ao amor, considerada uma virtude, a coisa mais necessária da vida. O certo é que a amizade está menos sujeita que o amor às mudanças inesperadas.

O amor se apresenta quase sempre como ruptura ou transgressão da ordem social; é um desafio aos costumes e às instituições da comunidade. É uma paixão que, ao unir os amantes, separa-os da sociedade. Uma república de apaixonados seria ingovernável; o ideal político de uma sociedade civilizada – nunca realizado – seria uma república de amigos.

A primeira característica fundamental do amor é a exclusividade, que requer reciprocidade, a concordância do outro, sua escolha livre. Assim é que o amor se funda essencialmente sobre a liberdade. Sem liberdade, não há amor. Paradoxalmente, o amor seria atração involuntária por uma única pessoa e a aceitação voluntária dessa atração.

O amor é composto de opostos que não se podem separar, que vivem em constante conflito e união. Apesar de contraditório, o amor é uma das respostas que o ser humano inventou para encarar a morte. Por causa do amor, superamos a passagem do tempo. Mais que felicidade ou infelicidade, o amor é intensidade. Ainda que não seja eternidade, é vida, o momento em que se abrem as portas do tempo e do espaço e aquilo que é dois se transforma em um.

FONTE: Texto adaptado do livro “A dupla chama” de Octavio Paz.

Amor de férias… sobe a serra?

Maria Helena Vilela

“No verão passado, eu fiquei com um garoto e me apaixonei. Mas quando as férias acabaram, ele nem parecia mais o mesmo, a gente mal se falou e eu sofri muito. O que posso fazer para encontrar um amor de verdade nestas férias?”
(Usuária Sextips)

As férias de verão são bastante agitadas. Tudo é vivido de um jeito muito intenso e cada momento se torna precioso, carregado de muita expectativa. A escolha da maioria dos jovens é a praia, onde se usa pouca roupa e se expõem corpos bronzeados. Entre as pessoas, há aquelas dispostas a enfrentar desafios; há os que querem apenas conhecer pessoas; há ainda aquelas que desejam viver experiências diferentes e testar sua capacidade de sedução. Mas também há quem saia de casa nas férias, em busca de um grande amor… As férias de verão geram um clima propício ao encontro! O gostoso é ficar à toa nos braços de alguém e se divertir bastante!!!

Quando o encontro acontece

O namoro de férias pode ser uma delícia! Um momento especial, sem briguinhas ou cobranças, quando tudo é novidade e o que não falta é tempo e programação para um curtir o outro. Afinal é tempo de férias e ninguém parece ter nada a perder. Será?!

O clima envolvente das férias, misturado com a paixão, às vezes, é traiçoeiro.

Nesse cenário descontraído e sem as pressões do dia a dia, é comum as pessoas serem mais sedutoras ou até incapazes de se mostrar como realmente são. No entanto, estar em férias e apaixonado não pode anular quem se é e o que se deseja da vida. Sempre há o que perder, quando não se respeitam valores e limites. É preciso estar atento à prevenção de gravidez e das DST/Aids, lembrando que a camisinha e a pílula são duas grandes aliadas na prevenção.

Fim de férias… E agora?

A hora mais terrível das férias é a hora de dizer adeus. Em geral, o romance de férias tem hora e data para acabar, já que muitos moram em cidades diferentes, ou mesmo que morem na mesma cidade, é pouca a chance de vingarem os sentimentos que atraíram o casal, e a paixão se tornar, de fato, amor.
Amor e paixão são dois sentimentos importantes, porém, diferentes. A paixão é cega, uma empolgação com tempo marcado para acabar. Já o amor ilumina todas as coisas, é um envolvimento que constrói a alegria de se estar junto e compartilhar os desejos e as conquistas pessoais e profissionais.

Para o amor de férias “subir a serra”, tornar-se amor de verdade, é preciso haver coincidência de interesses. Portanto, o melhor a fazer é ser autêntico, espontâneo, sustentar as próprias opiniões e respeitar seus limites. Isso pode não agradar a todo mundo, mas há uma grande chance de atrair aquela pessoa realmente interessada, que compartilha os mesmos gostos, pensamentos e interesses.

Manter um pé na realidade durante as férias não faz nenhum mal, e, ao contrário do que muitos pensam, pode fazer toda diferença na qualidade das férias e do romance que possa acontecer.

Boas férias e um ótimo 2011!