The benefits of a good night’s sleep

sleep to remember

Já publicamos outros artigos sobre o benefício de uma boa noite de sono para os adolescentes e agora publicamos mais um.
Free Technology for Teachers, o blog de Richard Byrne é a fonte desse último.
Ele publicou o material a partir de uma área do TEDEd que mostra lições/aulas desenvolvidas por especialistas.
Vale a pena conhecer o TEDed.
A aula começa com o vídeo abaixo. Para aprofundar-se no assunto tem os links: “Think”, “Dig Deeper” e Discuss. Nesse último você pode debater com outras pessoas.

Acesse os outros links, clicando na imagem abaixo.

teded

A lição com mais de 1 milhão de visualizações foi criada pelo  Dr. Shai Marcu, educador, por Javier Saldeña, animador e Alex Gendler, editor.

Maconha e o desempenho escolar

A matéria abaixo saiu no Portal G1

Estudo relaciona uso de maconha ao fracasso de adolescentes na escola

Menores de 17 anos têm risco 60% maior de não terminar ensino médio.Pesquisa foi publicada na revista científica ‘The Lancet’.

Os adolescentes que fumam regularmente maconha estão muito mais expostos ao fracasso escolar que os outros, segundo os resultados de um estudo publicados nesta quarta-feira na revista médica “The Lancet Psychiatry”. Os adolescentes de menos de 17 anos que fumam maconha todos os dias correm 60% a mais de riscos de não concluir o ensino médio do que aqueles que nunca fumaram a substância.

Além disso, aqueles que fumam diariamente têm sete vezes mais riscos de uma tentativa de cometer suicídio e oito vezes mais riscos de utilizar outras drogas posteriormente, destaca o estudo.

“Estes resultados aparecem no momento oportuno, já que vários estados americanos e países da América Latina tomaram o caminho da descriminalização da maconha, o que poderia tornar mais fácil para os jovens o acesso a esta droga”, afirmou Richard Mattick, da Universidade de Nova Gales do Sul (Austrália), um dos autores da pesquisa.

A maconha é a droga ilegal mais consumida no mundo. Estatísticas recentes indicam que em alguns países os jovens começam a usar a substância cada vez mais cedo. O estudo publicado na revista “The Lancet” tem como base dados obtidos por três pesquisas entre jovens da Austrália e Nova Zelândia.

Os cientistas tentaram traçar um paralelo da frequência do consumo de maconha entre os jovens com menos de 17 anos e seus comportamentos na vida posteriormente. Os critérios usados foram o êxito escolar, o uso de drogas ilegais, dependência da maconha, a depressão e as tentativas de suicídio.

Uma relação “clara e consistente” foi encontrada entre a frequência da utilização da maconha antes dos 17 anos e a maioria dos critérios citados, destaca a “Lancet”.

Para o doutor Edmund Silins, outro autor do estudo, os resultados demonstram “de maneira evidente” que a luta contra o consumo precoce da maconha entre os jovens representa “importantes benefícios em termos sociais e de saúde”.

Aprendizado e angústia – Rosely Sayão

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O texto abaixo foi originalmente publicado no jornal “Folha de São Paulo” em 13 de agosto de 2013

ROSELY SAYÃO

Aprendizado e angústia

Com o incentivo de um adulto, a criança consegue encarar melhor o difícil processo de aprendizado

Ficar concentrado em algo que exige muito de nossa atenção tem sido cada vez mais difícil e doloroso. Vivemos num mundo que nos diz, incessantemente, que precisamos ter satisfação logo, que a dor precisa ser evitada e/ou suprimida, que a felicidade é a melhor escolha.

Quando tentamos nos concentrar em uma tarefa árdua, logo percebemos que as distrações presentes em nosso entorno são, quase sempre, bem mais sedutoras, não é verdade? Dá vontade de beliscar algo gostoso, de atender a um telefonema nada importante, de ler as mensagens que chegaram, de buscar algo na internet etc.

Pronto: está armada a cilada que tem como objetivo nos retirar da situação incômoda em que estávamos. Ter de realizar algo que não é nossa escolha no momento e que exige esforço e tempo de dedicação perturba, angustia, provoca insatisfação. E é disso que queremos fugir.

Claro que, ao agirmos assim, a situação irá se complicar porque, afinal, aquela tarefa precisará ser realizada mais cedo ou mais tarde. Aí é que entra o exercício da maturidade. Realizamos um esforço ainda maior para dar conta de nossa responsabilidade porque sabemos que ela é intransferível.

A criança sofre esse contexto muito mais do que o adulto. Imagine, caro leitor, uma criança ao fazer uma lição ou ao aprender algo que dizemos que ela precisa saber.

Certamente você já testemunhou uma cena desse tipo. Ela decide apontar o lápis, organizar seu material à mesa, pegar (dezenas de vezes) algo necessário na mochila… Além disso, sente fome e vontade de ir ao banheiro, olha para sua borracha e se lembra de uma outra que tanto queria mas não tem…. E assim ela segue, sem saber que o seu comportamento visa unicamente escapar da angústia que ela enfrenta.

Nós, que aqui estamos há muito mais tempo do que ela, fomos tão tomados por esse mesmo contexto, que nem sempre nos damos conta de que a criança precisa de nossa ajuda nesse momento. Ela precisaria saber, por nossa condução, que ela pode comer mais tarde, que não precisa de tanto material por perto, que a vontade de ir ao banheiro pode ser postergada etc.

Ao contrário, tratamos de atender a todas as suas solicitações na tentativa de “limpar” a situação para que a criança consiga, finalmente, se dedicar ao que precisa. Tudo o que conseguimos ao agir assim é estimular a criança a escapar de outros modos de sua missão.

Há um grupo de crianças que confunde a angústia que a toma nesse momento com dor. Dor física: dor de cabeça, dor de barriga, dor na mão, por exemplo, são reclamações frequentes de crianças que enfrentam a angústia de ter de aprender algo.

Como a lógica médica passou a reger nossas vidas, damos toda atenção a
tais dores, que não são inventadas pela criança, é bom ressaltar: são confundidas por ela.

Quase todas as escolas hoje têm enfermaria; a qualquer hora do dia, se você passar por lá, caro leitor, encontrará alguma criança com tal reclamação, tanto quanto muitas outras no banheiro, no bebedouro, vagando pelos corredores.

Elas deveriam ser encorajadas a ficar em classe e a enfrentar a angústia que o aprendizado provoca. Com nossa ajuda, com nosso apoio, com nossa firmeza e carinho, elas podem enfrentar tal desconforto por conta própria e seguir em frente.

O resultado seria o crescimento da autoestima, que se desenvolve à medida que a criança adquire confiança em sua capacidade de colocar em ato seu potencial.

A importância do sono na aprendizagem

Representações de Morfeu, deus do sono

O sono é fundamental para a vida. Só que não devemos pensar no sono apenas como um repouso para o cérebro, mesmo porque ele continua ativo enquanto dormimos – muito mais ativo do que imaginamos – principalmente no que diz respeito à memorização e, por conseguinte, à aprendizagem.

Isso porque o sono não serve somente para apagar informações desnecessárias apreendidas durante o dia, como também para reforçar o que foi aprendido e que é importante que seja memorizado. Hoje, os cientistas são unânimes em afirmar que é necessária uma boa noite de sono para “consolidar” o que foi aprendido durante o dia.

Pesquisas feitas pelos israelenses Dov Sagi e Avi Karni, em 1993, e confirmadas pelos norte-americanos Allan Hobson e Robert Stickgold, comprovaram que o sono profundo, durante a primeira metade da noite, é essencial para a consolidação do aprendizado.

Mas isso não quer dizer que o sono cheio de sonhos da segunda metade seja inútil. Muito pelo contrário: Estes mesmos cientistas também comprovaram que quem dorme a noite toda consegue resultados quase três vezes melhores do que quem dorme pouco, ou seja, que só dorme a primeira metade do sono.

Eles definiram, então, que o processo de aprendizado (em termos neurofisiológicos) se dá em três fases: a primeira durante a prática (durante a aula, por exemplo); a segunda durante as primeiras horas do sono, e a terceira, durante o sono do final da madrugada, o “sono dos sonhos”.

Está também comprovado que os estudantes que fazem exercícios de relaxamento antes de dormir, obtêm um sono mais rápido e mais profundo, e isso tende a tornar a aprendizagem do dia mais eficaz.

Fonte: http://www.camarabrasileira.com/sono

Se quiser mais informações sobre o assunto veja também: “Sono e aprendizagem”