Band no Congresso Internacional de Saúde Sexual

1231429_4693338230384_1153160311_nAs professoras Cândida Gancho e Estela Zanini (coordenadora de CPG) compareceram, representando o Band, ao Congresso Internacional de Saúde Sexual, promovido pela WAS (World Association for Sexual Health), este ano sediado em território nacional (Porto Alegre – RS). Praticamente as únicas representantes de uma escola, as professoras puderam entrar em contato com os trabalhos relacionados ao tema da sexualidade em diferentes campos do conhecimento: na medicina, na psicologia e na educação.

A Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS) promove a saúde sexual, desenvolvendo e apoiando a sexologia e os direitos sexuais. A WAS promove ações de globais, que facilitam o intercâmbio de informações, ideias e experiências, bem como a investigação científica da sexualidade, da educação sexual e da sexologia clínica, com uma abordagem interdisciplinar.

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“Tivemos a oportunidade de apresentar dois trabalhos do Colégio: um pôster e uma comunicação oral”, conta a coordenadora de CPG/Prevenção às drogas e Educação sexual, Estela Zanini. “A comunicação oral foi a respeito de um trabalho desenvolvido com o 9.o ano do Ensino Fundamental, sobre direitos sexuais – diversidade e igualdade, privacidade e educação/ prevenção. Para a exposição no Congresso levamos alguns exemplos destes trabalhos”, completa.

O pôster apresentado teve como conteúdo um levantamento feito com meninas do 1.o ano do Ensino Médio, coordenado pela professora Meire de Bartolo, sobre a primeira ida ao ginecologista. Os trabalhos suscitaram bastante interesse e curiosidade na comunidade intelectual presente. “Éramos praticamente a única escola de ensino fundamental presente. A realidade da Educação sexual em sala de aula gerou interesse dos profissionais presentes, que se impressionam com a qualidade dos trabalhos que apresentamos”, explicou a professora Cândida.

A leveza e a alegria na Educação Sexual

Mary Neide Damico Figueiró

Trabalhar com Educação Sexual é um desafio que exige constante capacitação para lidar com os temas da sexualidade e também com as pessoas e seus valores e sentimentos. Assim, para o educador aprofundar-se nesses temas, não bastam leituras ou informações científicas; o educador deve  também refletir sobre si mesmo, sobre o mundo e seus valores. Aparentemente questionar tabus, conceitos e comportamentos parece ser tarefa difícil, penosa, porém o minicurso da Educadora Sexual, Mary Neide Damico Figueiró, da Universidade Estadual de Londrina, provou que é possível lidar com temas árduos de forma delicada e leve, sem perder o sentido da seriedade necessária à capacitação do educador.

No último dia 19 de maio, o grupo de CPG passou por uma capacitação com a Dra. Mary Neide e pôde reciclar informações, refletir sobre seu trabalho a partir de contribuições teóricas e também de atividades lúdicas e poéticas. Dessa forma o grupo reafirmou a importância da educação sexual, não apenas na escola, como também na vida. Dentre os muitos ganhos do minicurso, a palestrante brindou o grupo com poemas da poetisa paranaense, Helena Kolody. Neste poema a seguir, fica a mensagem de como o obstáculo pode servir de estímulo, tanto para vida, quanto para a educação:

 

Desafio

 

A vida bloqueada

instiga o teimoso viajante

a abrir nova estrada.

 

Prevenção às drogas: o papel da escola

Quando a escola deve iniciar um programa de prevenção às drogas? A resposta nem sempre evidente é esta: prevenção é uma tarefa educativa e se dá em dois níveis: a prevenção primária e a secundária. A primeira significa impedir o uso de todas as substâncias psicoativas, ou, pelo menos, retardar o seu início. A segunda se destina aos alunos que já experimentaram drogas (lícitas ou ilícitas), objetivando evitar evolução para usos mais frequentes e prejudiciais.

O trabalho de CPG nas duas situações preventivas tem os seguintes objetivos: conscientizar as pessoas sobre os riscos do uso de drogas; trabalhar o conceito de saúde física, psicológica e social; bem como colaborar para a construção da boa autoestima do jovem.

No programa de prevenção desenvolvido no Bandeirantes, o uso de drogas é discutido dentro de um contexto amplo de saúde, de qualidade de vida.

Para o sucesso do programa de prevenção têm contribuído vários fatores. O primeiro deles é o engajamento da Direção da Escola, na forma de apoio e investimento em infraestrutura adequada; o segundo elemento é o processo de capacitação constante dos professores envolvidos, tanto no que diz respeito ao preparo pessoal como a atualização constante sobre o assunto. O terceiro fator seria metodologia que conta com contribuições interdisciplinares para elaboração de estratégias variadas e adequadas à linguagem dos alunos, de acordo com sua faixa etária.

Por fim, o programa de prevenção deve ter grande alcance, por isso é importante sensibilizar a comunidade: corpo de professores e funcionários, pais, bem como trabalhar em parceria com o grupo de Orientação Educacional.

A avaliação contínua do trabalho é fundamental para identificar pontos fortes e fracos da prevenção.