31 de Maio – Dia Mundial Sem Tabaco

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Dia 31 de maio comemora-se o Dia Mundial sem Tabaco. A equipe de CPG apoia a campanha por compartilhar das ideias em relação aos malefícios causados pelo tabagismo e aproveita o momento para relembrar o trabalho realizado com os alunos em relação à prevenção ao uso de drogas, inclusive o tabaco.

O Dia Mundial sem Tabaco é promovido desde 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma forma de alerta em relação às mortes e doenças evitáveis derivadas do tabagismo – já que ele é considerado, pela própria OMS, a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), responsável pela divulgação do Dia Mundial sem Tabaco no Brasil, o tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano, sendo que 600 mil dessas mortes são de fumantes passivos. Estima-se que, se nada for feito, em 2030, o número de mortes por ano passará para 8 milhões.

Todos os anos, a campanha de 31 de maio conta com um tema norteador da discussão. Neste ano de 2017, o tema escolhido é “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a epidemia do tabagismo é a maior ameaça à saúde pública que o mundo enfrenta. No Brasil, um estudo de 2011 sobre o impacto econômico do tabagismo no SUS, mostrou que, naquele ano, gastou-se R$23 bilhões com o tratamento de algumas das doenças relacionadas ao tabagismo – entre elas, as cardiovasculares (infarto, angina), câncer e doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). Com o objetivo de trazer um panorama mais atualizado e completo a respeito do mesmo tema, uma das atividades previstas para o Dia Mundial sem Tabaco é a divulgação de uma pesquisa mais recente em relação ao impacto econômico do tabagismo no Brasil, considerando agora dados que não haviam sido contemplados anteriormente, como os custos indiretos derivados do tabaco (absenteísmo, perda de produtividade, gastos da família, entre outros).

Todavia, os danos provocados pelo tabaco ao desenvolvimento do país não estão restritos à esfera do consumidor, mas estendem-se também à sua cadeia produtiva – e geram graves consequências ambientais, sanitárias e sociais, principalmente no meio agrícola. Um exemplo bastante preocupante dessas consequências sociais é a violação de direitos humanos, uma vez que são recebidas constantes denúncias relativas ao trabalho infantil nas lavouras de tabaco, bem como sobre a incidência de doenças derivadas do trabalho nas lavouras. Entre elas, estão as doenças decorrentes do contato direto com agrotóxicos (como neurites crônicas incapacitantes e depressão tão intensa que pode levar ao suicídio) e com a própria folha do tabaco que pode gerar uma intoxicação aguda devido à nicotina absorvida pela pele.

No âmbito global, a campanha tem, este ano, os objetivos de dar visibilidade à ideia de que o tabagismo representa um entrave para o desenvolvimento sustentável de uma nação, apoiar os estados-membros e a sociedade civil no combate às interferências da indústria do tabaco em processos políticos que procuram reduzir o tabagismo, demonstrar como os indivíduos podem contribuir para gerar um mundo sustentável e livre de tabaco, entre outros.

Mostra-se fundamental a inserção da discussão do Dia Mundial sem Tabaco no ambiente escolar pois, segundo a OMS, o tabagismo é uma doença pediátrica, uma vez que a maioria dos fumantes se torna dependente até os 19 anos. Por isso, consideramos essencial o trabalho que realizamos em relação à prevenção às drogas. O trabalho de doutrinação já não funciona mais com o adolescente do século XXI, questionador e insaciável. Assim, considerando o perfil dos jovens que temos hoje na escola, adaptamos o trabalho de prevenção, buscando maneiras mais efetivas de atingi-los. Além da informação, oferecemos aos adolescentes um espaço de discussão e acolhimento para que eles se envolvam de maneira genuína e interessada com o trabalho de prevenção, nos permitindo acessá-los – e não criando mais barreiras ou tabus acerca do tema.

O Dia Mundial sem Tabaco insere-se nesse contexto, portanto, como uma oportunidade de resgatar o tema num momento em que ele está sendo tratado em escala global, abrindo espaço para discussão e conscientização. Somente por meio da reflexão e do envolvimento, é possível o desenvolvimento e o exercício de autonomia, alcançando, assim, uma vida sem tabaco, sem drogas e com mais liberdade.

Melhor não fumar nunca – Jairo Bouer

O artigo do Dr. Jairo Bouer saiu no Estadão do dia 7 de maio.
A imagem é da campanha contra o tabagismo da Cancer Patients Aid Association (CPAA) da India

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Melhor não fumar nunca

Um novo estudo sugere que fumar um ou outro cigarro socialmente pode ser tão ruim para a saúde do coração quanto acabar com um maço todos os dias

Jairo Bouer – O Estado de São Paulo 07/05/2017

Um novo estudo sugere que fumar um ou outro cigarro socialmente pode ser tão ruim para a saúde do coração quanto acabar com um maço todos os dias. Mesmo o uso eventual elevaria os níveis da pressão arterial e colesterol e exporia a pessoa a maior risco de enfartes e AVCs (derrames). O trabalho da Universidade Estadual de Ohio (EUA) avaliou 40 mil participantes e apontou que 75%, tanto dos fumantes habituais como dos ocasionais, têm pressão arterial elevada. Metade dos consumidores dos dois grupos tem também taxas mais altas de colesterol. Os dados foram publicados no American Journal of Health Promotion e divulgados pelo jornal britânico Daily Mail.

Ao todo, 17% das pessoas avaliadas eram fumantes habituais. Outros 10% consumiam cigarros eventualmente e não se enxergavam como fumantes. A maioria é de homens abaixo dos 40 anos, que usam cigarros em algumas situações sociais, mas não apresentam sinais de dependência. Para os pesquisadores, o ideal seria não fumar nunca!

Bom lembrar que a pressão arterial elevada e as taxas altas de colesterol contribuem de forma importante para a instalação das doenças cardiovasculares, principal causa de morte de homens e mulheres em todo mundo.

Gene mais fraco. Outro estudo divulgado na última semana sugere que os fumantes correm maior risco de ter uma obstrução arterial porque o tabaco “enfraquece” um gene que protegeria os vasos sanguíneos.

Em artigo publicado na revista Circulation e divulgado pela agência de notícias AFP, investigadores da Universidade da Pensilvânia (EUA) sugerem uma base genética para a formação das placas que causam o endurecimento das paredes das artérias e podem levar à obstrução da passagem de sangue, origem de enfartes e derrames. Foram avaliados dados de 140 mil pessoas, com foco nas regiões do genoma sabidamente associadas com alto risco de acúmulo de placas nas artérias.

Para os pesquisadores, uma pequena variação em um gene do cromossomo 15, relacionado a uma enzima produzida nos vasos sanguíneos, reduziria o risco de obstrução das artérias em não fumantes. Já entre os fumantes esse efeito protetor seria reduzido pela metade, demonstrando a influência de um fator ambiental (cigarro) sobre o “trabalho” dos nossos genes.

Ainda um grande vilão. 

No início de abril, um estudo da Fundação Bill & Melinda Gates e da Bloomberg Philanthropies mostrou que, ainda hoje, uma em cada dez mortes do mundo acontece por causa do cigarro. Metade dessas mortes é em quatro países: China, Índia, EUA e Rússia. Pelo relatório, o Brasil é considerado um caso de sucesso por ter conseguido reduzir em 25 anos as taxas de fumantes de 29% para 12% entre homens e de 19% para 8% entre as mulheres. Os dados são da BBC Brasil. A queda expressiva é resultado da combinação de leis mais duras, impostos mais altos e ações educativas (como campanhas de esclarecimento e avisos sobre riscos do fumo nos maços). Mesmo assim, ainda são mais de 18 milhões de fumantes no País.

Na contramão desse avanço, a empresa Souza Cruz ingressou com uma ação na Justiça pedindo o fim das mensagens de advertência na parte frontal das embalagens, conforme noticiou o Estado.

Em um momento em que boa parte do mundo caminha para maços cada vez menos atrativos para os consumidores (neutros, sem cores, sem marcas estampadas, com grandes avisos sobre os riscos), é um absoluto retrocesso que se reveja essa medida que obriga as mensagens de advertência na frente do maço. Importante que a sociedade e os órgãos competentes, como a Anvisa, se articulem para barrar mais essa ação da indústria do tabaco, que vai contra tudo que se conseguiu em décadas de trabalho de prevenção.

Maconha e cigarro cedo – Jairo Bouer

Maconha e cigarro cedo

Quem usa a droga antes dos 14 tem pior performance em testes cognitivos na vida adulta

Foto: Mark Blinch/Reuters –

Estatísticas recentes revelam que o consumo de maconha entre os jovens tem aumentado em boa parte do mundo ocidental

O primeiro trabalho mostra que adolescentes que iniciam o consumo de maconha antes dos 14 anos têm pior performance em testes cognitivos quando atingem o início da vida adulta, aos 20. Eles também apresentam pior memória de curto prazo e maior probabilidade de abandonar a escola. Em contrapartida, os jovens que entram em contato com maconha a partir dos 17 anos não apresentaram essas alterações.

Estatísticas recentes revelam que o consumo de maconha entre os jovens tem aumentado em boa parte do mundo ocidental. Um terço deles teria a primeira experiência com a droga antes dos 15. Mesmo nos países que legalizaram a maconha, ela é proibida antes dos 18, da mesma forma que o cigarro.

Os pesquisadores da Universidade de Montreal, no Canadá, acompanharam cerca de 300 garotos entre os 13 e os 20 anos. Desses, 43% experimentaram maconha em algum ponto da vida, a maioria apenas algumas vezes ao ano. Para os especialistas, as dificuldades cognitivas podem estar associadas tanto aos efeitos da droga como a mecanismo sociais, uma vez que, abandonando a escola ou tendo mais dificuldade para aprender, os jovens perderiam oportunidades de desenvolver toda sua capacidade intelectual. As informações foram divulgadas pelo jornal britânico Daily Mail.

Os cientistas lembram que é importante trabalhar dentro de uma perspectiva realista, ou seja, de que muitos jovens vão entrar em contato com maconha em algum ponto da vida, e que uma minoria terá problemas concretos. A atenção deve ser maior com aqueles que usam com maior frequência, em maior quantidade e com os que começam muito cedo. Na pesquisa, os que começaram aos 17 tiveram desempenho cognitivo semelhante ao dos que nunca experimentaram a droga.

O que vale para outras drogas também vale, provavelmente, para maconha. A fase antes dos 15 é muito importante para a formação da rede de neurônios, que vai determinar nossa capacidade intelectual. Nesse sentido, eventuais impactos negativos da droga no sistema nervoso central podem ser mais “poderosos” nesse momento.

Além disso, essa é uma fase crucial (tanto do ponto de vista biológico como emocional) para a determinação do padrão de uso da droga, que pode ser eventual ou frequente – neste caso, com maior risco de abuso. Não é à toa, por exemplo, que quase 90% dos fumantes de cigarro na vida adulta começaram antes dos 15 anos. 

Adolescentes grávidas.

Por falar em cigarro, nova pesquisa divulgada nos EUA revela aumento de 19% no número de adolescentes grávidas que fumam. Para os cientistas, a causa seria a maior regulação na venda de cigarros eletrônicos antes dos 18 anos. Sem alternativas para “largar” o cigarro tradicional, as garotas continuariam a fumar mesmo durante a gestação.

Em geral, ao engravidar, mulheres adultas e adolescentes tentam abandonar o cigarro. Mas, desde 2010, a tendência de aumento no número de garotas fumantes tem se intensificado, o que coincide com o maior controle na venda dos dispositivos alternativos de liberação de nicotina.

Os pesquisadores das universidades americanas de Princeton e de Cornell revisaram dados de 550 mil nascimentos fornecidos pelo Centro Nacional de Estatísticas em Saúde (NCHS) e informações dos Centros de Controle de Doenças (CDC) sobre as leis regulando a venda dos dispositivos eletrônicos.

Apesar de polêmicos, uma vez que ainda não estão claros os efeitos negativos dos cigarros eletrônicos para a saúde e para a gravidez, trabalhos sugerem que eles podem ser menos nocivos do que os cigarros tradicionais. É bom lembrar que nos últimos anos houve um aumento expressivo no uso dessas fontes alternativas de nicotina, principalmente entre os mais novos: 9 milhões de americanos e 2,5 milhões de britânicos já usam os dispositivos eletrônicos. Em 2014, eles ultrapassaram o número de usuários de cigarro tradicional nesses países. As informações são também do jornal Daily Mail. No Brasil, esse uso é ainda bem mais modesto.

*JAIRO BOUER É PSIQUIATRA

A Voz do Cigarro

De todas as variadas iniciativas para marcar o último 31 de maio, Dia Mundial sem Tabaco a divulgada pelo site B9, sem dúvida, foi a mais impactante.

Veja do que se trata na texto do próprio site. O post foi escrito por  .

“Para confrontar esse universo romantizado com a dura realidade de quem sobrevive aos impactos do vício prolongado, foi criada no Brasil a campanha A Voz do Cigarro, onde usuários do Twitter que postavam mensagens exaltando o prazer de fumar, recebiam um vídeo com seu texto lido por um fumante profundamente impactado por seu hábito.”

Dia 31 de maio – Dia Mundial sem Tabaco

10563-boy1Este ano, no Brasil, o tema para o Dia Mundial sem Tabaco será “Embalagem de cigarro: por que padronizar?”. Nosso país segue a proposta de campanha da OMS(Organização Mundial da Saúde) para esse ano.
A intenção primordial será mostrar que a padronização das embalagens pode ser uma importante estratégia para a redução do ato de fumar.
Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), três projetos de lei tramitam no Congresso e caso sejam aprovados obrigariam a todos os produtos derivados do tabaco a uma embalagem única, padronizada pelo governo.
O nome da marca seria mantido, mas forma, tamanho, modo de abertura, cor e fonte seriam iguais.

Proposta para a embalagem única de cigarro

O primeiro país a adotar essa estratégia, ainda em 2012, foi a Austrália. Este ano, o Departamento de Saúde informou que as embalagens padronizadas foram responsáveis por uma redução de 25% no número de fumantes.
Baseado na experiência australiana e no resultado de algumas pesquisas, o INCA explica as vantagens da padronização:
Com a tendência mundial de proibição de propagandas de produtos de tabaco nos meios de comunicação e de patrocínio de eventos culturais e esportivos por esses produtos, as embalagens tornaram-se uma ferramenta crucial para a indústria do tabaco atrair e manter os consumidores.
A não regulação das cores e imagens das embalagens contribui para criar percepções errôneas entre os consumidores de que certas marcas são mais seguras do que outras. A remoção de termos enganosos (tais como suave, light) e de cores (como prata, azul e vermelho) reduziria falsas crenças sobre os riscos dos cigarros à saúde.
Adultos e adolescentes percebem os cigarros contidos em embalagens padronizadas como menos apelativos, menos palatáveis, menos prazerosos e como de qualidade inferior quando comparados aos cigarros vendidos em embalagens comuns (antes da medida).
A padronização das embalagens contendo advertências sanitárias grandes e ilustradas com imagens (75% da face frontal da embalagem) reduz o apelo da embalagem e também fortalece o impacto das advertências sanitárias.
As principais constatações informam que a padronização
Reduz o apelo dos produtos de tabaco, principalmente entre jovens e adolescentes, uma vez que o tabagismo é uma doença pediátrica;
não leva ao aumento no consumo de cigarros contrabandeados;
encoraja a cessação do tabagismo.

Mais informações sobre a data e o evento no hotsite do Dia Mundial sem Tabaco.

Em Portugal, a Direção Geral de Saúde informa que houve uma diminuição no número de “jovens fumadores”, mas mesmo assim o Dia Mundial sem Tabaco vai focar esse público com uma campanha bem direta: “Larga a Chupeta. Fumar é Ridículo”.
Um dos cartazes da campanha ilustra o início desse texto.

Taxas de prevalência de fumantes caem e menos jovens experimentam álcool

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A dica veio da Anna Monteiro, diretora de comunicação da ACTBr.

As taxas de tabagismo na Austrália continuam a cair, de acordo com novos resultados divulgados em julho pelo Instituto Australiano de Saúde e Bem Estar (Australian Institute of Health and Welfare – AIHW).

As descobertas da Pesquisa Nacional sobre Estratégias para Drogas 2013 mostraram que poucos australianos estão fumando no dia-a-dia, e as taxas caíram significantemente entre 2010 e 2013, de 15.1% para 12.8%, entre pessoas acima de 14 anos. “Isto significa que as taxas de fumo estão caindo desde 1991”, disse o porta-voz da AIHW Geoff Neideck. “Os fumantes também reduziram o número de cigarros que fumam semanalmente de 111 cigarros em 2010 para 96, em 2013”.

A pesquisa também demonstrou que os jovens estão começando a fumar mais tarde. A proporção de jovens entre 12 e 17 anos que nunca fumou continuou alta em 2013, em 95%, e a proporção daqueles entre 18-24 que nunca fumaram subiu significativamente entre 2010 e 2013 (de 72% para 77%).

A idade média da experimentação do primeiro cigarro completo subiu dos 14.2 anos para 15.9, entre 1995 e 2013.

A pesquisa também constatou que os jovens estão demorando mais para experimentar a primeira dose de bebida alcoólica. A idade média da experimentação passou dos 14.4 anos para 15.7, entre 1998 e 2013. “Menos  jovens entre 12 e 17 anos estão bebendo álcool, com proporção de abstêmios subindo de 64% para 72% entre 2010 e 2013”, disse Neideck. “Outra boa notícia é que, em comparação a 2010, menos pessoas beberam álcool em quantidade que excedem os riscos em 2013”.

Quase 5 milhões de pessoas acima de 14 anos (26%) relataram terem sido vítimas de incidentes relacionados ao consumo de álcool em 2013 – um declínio em relação a 2010, de 29%.

Mais informações: http://www.aihw.gov.au/alcohol-and-other-drugs/ndshs/

31 de maio, dia mundial sem tabaco

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Hoje é o 26º ano em que se comemora o dia mundial sem tabaco.
A OMS (Organização Mundial da Saúde criou a data que neste ano tem como tema: “Proibição de publicidade e patrocínio do tabaco”

Para refletir:

  • 90% dos casos de câncer de pulmão são causados pelo cigarro.
  • Quem consome tabaco tem chances enormes de desenvolver vários tipos de câncer, doenças respiratórias, cardíacas e derrame.
  • A OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que 40% das vítimas do fumo passivo têm até 5 anos.
  • Cerca de 700 milhões de crianças em todo o mundo estão expostas à fumaça do cigarro dentro de casa.
  • Considerando uma pessoa que fuma diariamente um maço de cigarros que custa R$ 5,50, se deixar de fumar, em um ano ela conseguiria economizar R$ 2.007,50.
  • O tabaco é responsável direto por dois em cada dez tumores, mostrou estudo do Instituto Catalão de Oncologia, que seguiu cerca de 440 mil pessoas durante 11 anos.
  • Em todo o mundo, seis milhões de pessoas morrem por ano vítimas do cigarro.
  • O tabagismo é a principal causa dos problemas respiratórios, chegando a causar danos irreversíveis no tecido pulmonar em 45% dos casos.
  • De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabaco reduz entre sete e dez anos a expectativa de vida do fumante.
  • O consumo de cigarro mata cerca de 10 mil pessoas por dia e é a principal causa de morte evitável no mundo.

Fontes: Diário do Grande ABC; Portal R7; Yahoo Mulher; Jornal do Brasil

 

Fumantes morrem dez anos antes do que o restante da população – Revista Veja

Cigarro: Quem fuma vive, em média, uma década a menos do que as outras pessoas, diz estudo (Srdjan Zivulovic/Reuters)

 

Novos estudos mostram ainda que o risco de morte associada ao cigarro, antes maior entre os homens, agora é igual para ambos os sexos

Fonte: Revista Veja

Dois grandes estudos publicados nesta quinta-feira mostraram que homens e mulheres que fumam morrem, em média, dez anos mais cedo do que o restante da população. Além disso, segundo essas pesquisas, a probabilidade de fumantes falecerem por câncer de pulmão ou outras doenças relacionadas ao tabagismo, que antes era maior entre os homens, agora é equivalente para ambos os sexos. Esses trabalhos, feitos por especialistas americanos e canadenses, estão presentes na edição desta semana da revista The New England Journal of Medicine.

Uma dessas pesquisas, coordenada por Prabhat Jha, pesquisador do Centro para Pesquisa em Saúde Global de Toronto, no Canadá, analisou o histórico de 113.752 mulheres e 88.496 homens fumantes ou ex-fumantes que tinham mais do que 25 anos. Foram levados em consideração os registros dos participantes de 1997 a 2004. Segundo o estudo, o tabagismo tira dez anos de vida de um fumante adulto. No entanto, parte desses anos pode ser recuperada caso o indivíduo abandone o vício: a pesquisa revelou que parar de fumar entre 30 e 40 anos pode devolver até nove anos de vida um fumante. Caso o vício seja abandonado entre 40 e 50 anos de idade, são até seis anos de vida recuperados e, depois dos 65 anos, quatro anos de vida.

“Parar de fumar antes dos 40 pode devolver todos os anos perdidos com o cigarro. Mas isso não quer dizer que é seguro que uma pessoa fume até essa idade e depois abandone o vício, já que o risco de morte continua sendo maior do que o da população em geral”, diz Jha. Os resultados ainda mostraram que fumantes de 25 a 79 anos de idade têm o triplo de chance de morrer do que pessoas da mesma feixa-etária que as suas. Além disso, pessoas que nunca fumaram apresentam o dobro de chance de chegar aos 80 anos de idade do que fumantes.

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Mulheres que param de fumar antes dos 30 anos reduzem risco de morte prematura em até 97%

Igualdade entre sexos — A outra pesquisa divulgada no periódico britânico foi feita pela Sociedade Americana de Câncer. Os pesquisadores avaliaram 2,2 milhões de adultos com mais de 55 anos de idade e também o registro de mortes associadas ao cigarro em três períodos nos últimos 50 anos (de 1959 a 1965; de 1982 a 1988; e de 2000 a 2010). Eles descobriram que, se antes o risco de mortes por doenças associadas ao cigarro era maior entre homens, ele passou a ser igual entre ambos os sexos.

“A partir do momento em que as mulheres passam a fumar como os homens, o risco de morte também se torna igual”, diz Michael Thun, coordenador do estudo. De acordo com o pesquisador, o risco de morte por câncer de pulmão entre mulheres fumantes aumentou 23 vezes de 1960 para cá. “É preciso que se passe ao menos 50 anos para que uma epidemia realmente inicie, e nós estamos começando a observar o impacto do aumento do tabagismo no número de doenças e mortes entre mulheres apenas agora”, diz o autor.

Fumo entre adolescentes

Quer prevenir o tabagismo entre adolescentes? Entenda por que eles fumam e como falar com seu filho adolescente sobre cigarros.

Fonte: Clínica Mayo e Blog da ACTbr(Aliança de Controle do Tabagismo)

Dez maneiras de ajudar o adolescente a manter-se longe do cigarro

1: Entenda a atração exercida pelo cigarro

O fumo entre adolescentes pode ser uma forma de rebeldia ou um modo de se sentir parte de um determinado grupo de amigos. Alguns adolescentes acendem o cigarro na tentativa de perder peso ou de se sentir melhor consigo mesmos. Outros fumam para parecer moderno, atual ou independente. Pergunte ao adolescente como ele(a) se sente sobre o tabagismo e se algum de seus amigos fumam. Reconheça as boas escolhas e fale sobre as consequências das más escolhas. Você também pode falar sobre como as empresas de tabaco tentam influenciar o modo como se vê o tabagismo – por exemplo, mostrando o fumo em filmes de forma atraente ou glamourosa, para criar a percepção de que fumar seria fascinante.

2: Diga não ao fumo entre adolescentes

Você pode sentir que o adolescente não ouve uma palavra que você diz, mas diga assim mesmo. Diga a seu filho adolescente que não é permitido fumar. Sua desaprovação pode ter mais impacto do que você pensa. Adolescentes cujos pais demonstram de forma clara suas restrições ao tabagismo na adolescência tendem a fumar menos do que aqueles cujos pais não estabelecem limites. O mesmo acontece no caso dos adolescentes que se sentem mais próximos de seus pais.

3: Dê um bom exemplo

O tabagismo é mais comum entre adolescentes cujos pais fumam. Se você não fuma, mantenha-se assim. Se você fuma, pare – agora. Quanto mais cedo você parar de fumar, menor a probabilidade de seu filho adolescente tornar-se um fumante. Pergunte ao seu médico sobre as formas de parar de fumar. Enquanto isso, não fume em casa, no carro ou na frente de seu filho adolescente, e não deixe os cigarros onde ele(a) possa encontrá-los. Explique o quão insatisfeito ou infeliz se sente por fumar, como é difícil parar e que você vai continuar tentando até largar o cigarro para sempre.

4: Apelo à vaidade

Fumar não é glamouroso. Lembre que fumar é sujo e malcheiroso. Fumar dá mau hálito e rugas. Faz as roupas e cabelo ficarem cheirando a cigarro, e os dentes ficam amarelados. Fumar pode provocar uma tosse crônica e menos energia para praticar esportes e outras atividades agradáveis.

5: Faça as contas

Fumar é caro. Ajude o adolescente a calcular o custo semanal, mensal ou anual de fumar um maço por dia. Compare o custo de fumar com o preço de aparelhos eletrônicos, roupas ou outros itens de interesse dele(a).

6: Considere a pressão dos colegas

Amigos que fumam podem ser convincentes, mas você pode ajudar o adolescente a lidar com situações sociais difíceis e discutir como recusar a oferta de cigarros. Pode ser algo tão simples como dizer: “Não, obrigado, eu não fumo.” Quanto mais o adolescente pratica esta recusa básica, maior a probalidade de dizer não no momento da verdade.

7: Leve a dependência a sério

A maioria dos adolescentes acredita que podem parar de fumar a qualquer hora. No entanto, adolescentes podem tornar-se tão dependentes do tabaco quanto os adultos – muitas vezes rapidamente e com doses relativamente baixas de nicotina. Uma vez dependente, é difícil parar de fumar.

8: Fale sobre o futuro

Adolescentes tendem a achar que coisas ruins só acontecem com os outros. Explique as consequências do tabagismo a longo prazo – como o câncer, ataque cardíaco

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e acidente vascular cerebral (derrame). Mencione exemplos de conhecidos, familiares ou celebridades que ficaram doentes por causa do fumo.

9: Pense além dos cigarros

Tabaco sem fumaça, cigarros de cravo ou com sabor doce às vezes são confundidos como menos prejudiciais ou viciantes do que os cigarros tradicionais. O narguilé (fumar tabaco através de uma tubulação de água) é também por vezes apresentado como seguro. Não deixe o adolescente ser enganado. Como os cigarros tradicionais, estes produtos são viciantes e podem causar câncer e outros problemas de saúde. Muitos têm concentrações até mais elevadas de nicotina, alcatrão e monóxido de carbono.

10: Participe

Tenha uma postura ativa contra o tabagismo na adolescência. Participe de campanhas anti-tabagismo na escola, apóie esforços para tornar os lugares públicos livres de fumo e o aumento de impostos sobre os produtos de tabaco, que são medidas que podem ajudar a reduzir as chances do adolescente tornar-se um fumante.

Caso o adolescente já tenha começado a fumar, evite ameaças ou ultimatos. Em vez disso, tente descobrir por que seu filho adolescente fuma – e discutir formas de ajudá-lo. Evitar fumar ou cessar o tabagismo é uma das melhores coisas que o adolescente pode fazer por sua vida e sua saúde.

Jovens trocam o cigarro pelo narguilé

As aulas de CPG no oitavo ano têm discutido os efeitos do tabaco e um assunto que despertou muito interesse dos alunos foi o narguilé

No dia 29 de agosto foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo e muitas notícias sobre o assunto foram publicadas em jornais tradicionais e nos portais da internet.

O blog CPG/Orientação Educacional aproveita o momento e disponibiliza mais informações para os interessados.

INCA alerta para malefícios do narguilé

Cachimbo de origem oriental tem quase 300 mil consumidores no país. Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva desfaz crença de que tabaco fumado com o narguilé seja menos prejudicial à saúde; pelo contrário: uma hora de uso do produto equivale a fumar 100 cigarros.

Rio (29/08) – No Dia Nacional de Combate ao Fumo, embora o Brasil tenha motivos para celebrar a redução da prevalência de fumantes nos últimos anos, o uso do narguilé vem chamando a atenção dos profissionais da saúde: já são quase 300 mil consumidores do cachimbo oriental, de acordo com a Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab), realizada em 2008 pelo IBGE em parceria com o INCA.

Já entre estudantes universitários da área de saúde, em pesquisa feita nos municípios de São Paulo, Brasília e Florianópolis, do total das pessoas que declararam consumir com frequência outros produtos de tabaco, além do cigarro industrializado, mais de 55%, declararam fazer uso do narguilé. Em São Paulo, esse percentual chegou a aproximadamente 80%, de acordo com a pesquisa Perfil de Tabagismo em Estudantes Universitários do Brasil (PETuni) coordenada pelo INCA. Em São Paulo e Brasília, a apuração foi feita no ano passado; e em Florianópolis, em 2007.

“O fato de esses universitários pertencerem à área da saúde preocupa ainda mais, justamente por eles estudarem os malefícios do tabaco para o organismo. O narguilé engana, dando a sensação de que as impurezas do tabaco são filtradas pela água, o que é um equívoco”, diz o diretor-geral do INCA, Luiz Antonio Santini.

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Jovens trocam o cigarro pelo narguilé, alerta Inca

Sessão de narguilé de 60 minutos equivale a estar em um ambiente com 100 cigarros acesos

Fonte: Agência Estado e R7 Notícias

 

A população jovem está trocando o cigarro pelo narguilé, o tradicional cachimbo de água oriental. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), que fez uma revisão da Pesquisa Especial sobre Tabagismo (PETab), divulgada em 2008 pelo IBGE. Já naquele momento, 270 mil brasileiros utilizavam o narguilé.

Levantamento do Inca, em 2011, mostrou que um em cada cinco estudantes de odontologia, em São Paulo, utilizam outros produtos de tabaco, que não o cigarro — destes, 85% deles usavam narguilé.

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