Conscientização: Dia da Internet Segura

“Na internet, ninguém sabe que você é um cachorro.” – ditado que se popularizou a partir de um cartoon feito por Peter Steiner e publicado na revista The New Yorker em 1993.

Neste dia 6 de fevereiro, comemora-se o Dia da Internet Segura (Safer Internet Day). A data tem como objetivo promover a conscientização sobre o uso das tecnologias de comunicação e informação (TCIs) de modo ético, seguro e responsável em ambientes de ensino e fora deles.

O contexto atual do uso indiscriminado da internet e das redes sociais por parte de crianças e adolescentes faz com que se crie um cenário propício para a ocorrência de crimes virtuais e situações de abuso que deixam marcas significativas no desenvolvimento do jovem.

Com os casos de incivilidades e cyberbullying crescendo, a questão do mundo virtual, antes restrita à vida privada, acabou transbordando os limites de casa e invadindo o contexto escolar. Trouxe para as escolas, portanto, o desafio de lidar com conflitos que nascem nas redes sociais e ganham força e cada vez mais capacidade destrutiva na convivência real (ou vice-versa), já que os limites entre interações reais e virtuais são cada vez mais tênues.

Tendo em vista esse contexto em que o acesso à tecnologia não é mais uma opção, mas uma realidade, iniciativas como a do Dia da Internet Segura, cuja intenção é atrair a atenção para as questões relativas ao uso saudável e seguro da rede, se mostram importantes e necessários. Criado em 2003 pela rede Insafe (na Europa) reúne atualmente 100 países que promovem atividades e projetos de conscientização ao redor do mundo entre Janeiro e Fevereiro de maneira on e offline sob diferentes recortes.

No Brasil, a instituição que organiza as atividades específicas da data é a Safer Net. As equipes de CPG e OE reconhecem a importância dessas iniciativas e reforçam o trabalho que têm feito em relação à prevenção do cyberbullying com as turmas nas aulas e através do trabalho das Equipes de Ajuda. Estamos sempre antenados nas novidades sobre o tema e investindo na capacitação de professores e alunos para a construção de uma comunidade virtual mais saudável e segura.

Sexualidade em pauta: Dia Mundial de Combate à Aids

No dia 1o. de dezembro, comemora-se o Dia Mundial de Combate à Aids, data escolhida pela Organização Mundial da Saúde. A mobilização mundial em relação ao tema acontece desde 1988. O objetivo principal de instaurar datas como essa é fazer com que o tema seja pautado nos diversos meios de comunicação, propiciando, assim, a discussão e a conscientização a respeito da doença.

O laço vermelho foi criado em 1991 pela Visual Aids, grupo de profissionais de arte de Nova Iorque que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo em decorrência da doença

O laço vermelho foi criado em 1991 pela Visual Aids – grupo de profissionais de arte de Nova Iorque que queriam homenagear amigos e colegas que haviam morrido ou estavam morrendo em decorrência da doença.

Nesse contexto, aproveitamos o ensejo deste dia para compartilhar um dos aspectos explorados por um dos pilares do trabalho de CPG, que é a sexualidade e a prevenção.

A Aids é uma doença causada pelo vírus HIV – transmitido através de relações sexuais desprotegidas, transfusões sanguíneas ou compartilhamento de objetos perfurocortantes. Portadores do vírus nem sempre manifestam a Aids, sendo ela um estágio da infecção no qual o sistema imunológico do indivíduo se encontra enfraquecido, possibilitando, assim, que adoecimentos secundários façam grandes estragos.

Nas décadas de 80 e 90, muito se falou sobre a Aids no Brasil – bastante temida e cercada por preconceitos. Provocava a morte de muitos indivíduos através das doenças oportunistas, já que a efetividade dos medicamentos para controle ainda não era das melhores. Os doentes eram muito estigmatizados e sofriam não apenas com os efeitos da doença, quase sempre fatais, mas também com os olhares preconceituosos daqueles que os cercavam.

Nesse período, propagandas assustadoras começaram a ser veiculadas nos meios de comunicação, enfatizando o caráter fatal da doença e advertindo a respeito da necessidade do uso de camisinha nas relações sexuais. A política do terror fez com que os casos de contaminação diminuíssem e a doença fosse razoavelmente contida. Ao mesmo tempo, o aperfeiçoamento das fórmulas dos coquetéis propiciou o controle da doença nos indivíduos já infectados pelo vírus HIV, permitindo que tivessem uma boa qualidade de vida sob os efeitos dos remédios.

Eis que chegamos, através do desenrolar dos anos, no momento atual em que vemos os casos de contaminação pelo vírus no Brasil aumentarem. Dados divulgados pelo UNAids em julho deste ano mostraram que o total de infecções por ano no Brasil aumentou em 3% entre 2010 e 2016. Esse dado vai na contramão da tendência mundial – em que a taxa de infecções por ano sofreu uma retração de 11% no mesmo período.

Ainda há resquícios no inconsciente coletivo do terror em relação à doença propagado nas décadas de 80 e 90, mas a nova geração, os nossos adolescentes de hoje, não viveram uma juventude marcada diretamente pela nódoa da “Aids que mata”. A Aids de hoje, controlada por medicamentos extremamente modernos, já não é tão fatal quanto no passado, mas continua sem cura nem cara, estando espalhada entre indivíduos de todas as classes sociais e opções sexuais.

A diminuição do uso de camisinha entre os jovens e a falta de reflexão a respeito do tema fez com que os casos da doença aumentassem e trouxessem à discussão a necessidade de campanhas de prevenção que explorem comportamentos de risco e conscientizem sobre métodos preventivos.

A equipe de CPG entende essa configuração atual da epidemia e discute com os alunos de Ensino Médio questões pertinentes à conscientização e prevenção, desmistificando preconceitos e crenças.

 

31 de Maio – Dia Mundial Sem Tabaco

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Dia 31 de maio comemora-se o Dia Mundial sem Tabaco. A equipe de CPG apoia a campanha por compartilhar das ideias em relação aos malefícios causados pelo tabagismo e aproveita o momento para relembrar o trabalho realizado com os alunos em relação à prevenção ao uso de drogas, inclusive o tabaco.

O Dia Mundial sem Tabaco é promovido desde 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma forma de alerta em relação às mortes e doenças evitáveis derivadas do tabagismo – já que ele é considerado, pela própria OMS, a principal causa de morte evitável em todo o mundo. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), responsável pela divulgação do Dia Mundial sem Tabaco no Brasil, o tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano, sendo que 600 mil dessas mortes são de fumantes passivos. Estima-se que, se nada for feito, em 2030, o número de mortes por ano passará para 8 milhões.

Todos os anos, a campanha de 31 de maio conta com um tema norteador da discussão. Neste ano de 2017, o tema escolhido é “Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento”. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a epidemia do tabagismo é a maior ameaça à saúde pública que o mundo enfrenta. No Brasil, um estudo de 2011 sobre o impacto econômico do tabagismo no SUS, mostrou que, naquele ano, gastou-se R$23 bilhões com o tratamento de algumas das doenças relacionadas ao tabagismo – entre elas, as cardiovasculares (infarto, angina), câncer e doenças respiratórias obstrutivas crônicas (enfisema e bronquite). Com o objetivo de trazer um panorama mais atualizado e completo a respeito do mesmo tema, uma das atividades previstas para o Dia Mundial sem Tabaco é a divulgação de uma pesquisa mais recente em relação ao impacto econômico do tabagismo no Brasil, considerando agora dados que não haviam sido contemplados anteriormente, como os custos indiretos derivados do tabaco (absenteísmo, perda de produtividade, gastos da família, entre outros).

Todavia, os danos provocados pelo tabaco ao desenvolvimento do país não estão restritos à esfera do consumidor, mas estendem-se também à sua cadeia produtiva – e geram graves consequências ambientais, sanitárias e sociais, principalmente no meio agrícola. Um exemplo bastante preocupante dessas consequências sociais é a violação de direitos humanos, uma vez que são recebidas constantes denúncias relativas ao trabalho infantil nas lavouras de tabaco, bem como sobre a incidência de doenças derivadas do trabalho nas lavouras. Entre elas, estão as doenças decorrentes do contato direto com agrotóxicos (como neurites crônicas incapacitantes e depressão tão intensa que pode levar ao suicídio) e com a própria folha do tabaco que pode gerar uma intoxicação aguda devido à nicotina absorvida pela pele.

No âmbito global, a campanha tem, este ano, os objetivos de dar visibilidade à ideia de que o tabagismo representa um entrave para o desenvolvimento sustentável de uma nação, apoiar os estados-membros e a sociedade civil no combate às interferências da indústria do tabaco em processos políticos que procuram reduzir o tabagismo, demonstrar como os indivíduos podem contribuir para gerar um mundo sustentável e livre de tabaco, entre outros.

Mostra-se fundamental a inserção da discussão do Dia Mundial sem Tabaco no ambiente escolar pois, segundo a OMS, o tabagismo é uma doença pediátrica, uma vez que a maioria dos fumantes se torna dependente até os 19 anos. Por isso, consideramos essencial o trabalho que realizamos em relação à prevenção às drogas. O trabalho de doutrinação já não funciona mais com o adolescente do século XXI, questionador e insaciável. Assim, considerando o perfil dos jovens que temos hoje na escola, adaptamos o trabalho de prevenção, buscando maneiras mais efetivas de atingi-los. Além da informação, oferecemos aos adolescentes um espaço de discussão e acolhimento para que eles se envolvam de maneira genuína e interessada com o trabalho de prevenção, nos permitindo acessá-los – e não criando mais barreiras ou tabus acerca do tema.

O Dia Mundial sem Tabaco insere-se nesse contexto, portanto, como uma oportunidade de resgatar o tema num momento em que ele está sendo tratado em escala global, abrindo espaço para discussão e conscientização. Somente por meio da reflexão e do envolvimento, é possível o desenvolvimento e o exercício de autonomia, alcançando, assim, uma vida sem tabaco, sem drogas e com mais liberdade.

Alunos discutem temas de interesse em rodas de diálogos

Um espaço para os alunos discutirem pautas escolhidas por eles para melhorar o ainda mais o ambiente na sala de aula e na escola como um todo. Esta é a proposta das Rodas de Diálogo, implementadas a partir de uma parceria entre a equipe de Orientação Educacional e CPG (Convivência em Processo de Grupo).

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Realizadas com os estudantes desde o 6.o ano até a 1.a série, as reuniões acontecem 2 vezes por bimestre durante as aulas de CPG. A turma inteira se posiciona em relação a um tema já estabelecido por eles antes do encontro e dois professores fazem o papel de mediadores, garantindo que todos participem e expressem suas opiniões.

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“É um grande desafio para o professor, porque cada sala é uma roda totalmente diferente. O mediador tem que ter uma escuta sensível para poder levá-los à reflexão”, afirmou Estela Zanini, Coordenadora de CPG. “O exercício de sentar, ouvir, falar e argumentar é muito importante para dar o encaminhamento para uma situação de conflito”, completou.

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“O processo foi muito interessante, mesmo os mais novos souberam desenvolver argumentos sobre alguma questão que os incomodava”, comentou Caroline de Aragão Escher Marques, da Orientação Educacional. “É muito enriquecedor tanto para alunos, quanto para professores. Eles se tornam mais tolerantes ao diferente e respeitam mais uns aos outros, isso é um grande ganho”, acrescentou.

Reflexões sobre a adolescência: trabalhos expostos na biblioteca 

IMG_9568Sucesso, Beleza, Carreira, Escolhas. Palavras como essas e inúmeras composições de imagens estamparam as mesas da biblioteca na volta às aulas. O motivo? Uma exposição do trabalho de CPG realizado com os alunos do 8.o ano, com temas relacionados aos medos e fantasias do adolescente do Bandeirantes.

Durante o primeiro semestre do ano, foram realizadas diversas discussões sobre a adolescência, seus desafios e motivações. Como produto final do semestre, os alunos criaram montagens que representaram aspectos abordados.

A proposta feita aos estudantes foi de se expressar por meio de montagens com recortes de revistas e colagens. Além disso, algumas frases das discussões do semestre também compuseram a mostra.IMG_9569Os professores Cláudia Cristina Sacardo, Estela Zanini, Marina Schwarz e Waldir Hernandes, decidiram colocar em exposiçāo as produções dos alunos no começo do 2o semestre. “Os trabalhos estão ali como uma forma de reflexão para as pessoas que visitam a biblioteca”, declarou o professor Waldir.

IMG_9571O trabalho fez parte das diversas estratégias elaboradas pela equipe de CPG para que os adolescentes tenham um espaço de reflexão sobre temas relacionados a esse período da vida e assim, possam lidar com as mudanças que acontecem nessa fase.

Livro “Álcool e Drogas na Adolescência” é lançado no Band

O livro Álcool e Drogas na Adolescência: Um guia para pais e professores, escrito pela psicóloga Ilana Pinsky e pelo Orientador Educacional Cesar Pazinatto, foi lançado no Bandeirantes em duas palestras para pais e educadores.

Professora Estela e a psicóloga Ilana

Professora Estela Zanini e a psicóloga Ilana Pinsky

A publicação, que ainda conta com a colaboração da Coordenadora de CPG (Convivência  em Processo de Grupo), Estela Zanini, traz informações e práticas sobre como tratar a questão das drogas e das bebidas alcoólicas com os jovens.

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A obra consiste em 28 perguntas frequentes sobre como lidar com o assunto com os adolescentes, além de práticas realizadas em CPG.

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Cesar Pazinatto afirmou a intenção do livro é dividir com as pessoas estas indagações e a experiência do Band. “As aulas do CPG sobre prevenção de drogas e sexualidade sempre foram referência entre as escolas. É um trabalho muito conceituado”, explicou o coautor.

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A coordenadora Estela escreveu o prefácio e uma parte do livro destinada a explicar as experiências dos alunos com o CPG, implantado nas salas de aula desde 1992. “Buscamos inserir no livro atividades, desde dinâmicas até filmes, já feitas nas aulas de CPG para servir de inspiração para uma conversa entre pais e filhos”, contou.

Estela explicou que a importância de trazer o lançamento do livro é a de aproximar o Colégio da família dos alunos. Ana Lepsch, mãe de aluno, acredita que é fundamental que o Band traga este tipo de discussão para o Colégio. “Nossos filhos passam muito tempo na escola, por isso os professores sabem muito mais sobre a convivência deles com os colegas”, comentou.

Band no Congresso Internacional de Saúde Sexual

1231429_4693338230384_1153160311_nAs professoras Cândida Gancho e Estela Zanini (coordenadora de CPG) compareceram, representando o Band, ao Congresso Internacional de Saúde Sexual, promovido pela WAS (World Association for Sexual Health), este ano sediado em território nacional (Porto Alegre – RS). Praticamente as únicas representantes de uma escola, as professoras puderam entrar em contato com os trabalhos relacionados ao tema da sexualidade em diferentes campos do conhecimento: na medicina, na psicologia e na educação.

A Associação Mundial para a Saúde Sexual (WAS) promove a saúde sexual, desenvolvendo e apoiando a sexologia e os direitos sexuais. A WAS promove ações de globais, que facilitam o intercâmbio de informações, ideias e experiências, bem como a investigação científica da sexualidade, da educação sexual e da sexologia clínica, com uma abordagem interdisciplinar.

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“Tivemos a oportunidade de apresentar dois trabalhos do Colégio: um pôster e uma comunicação oral”, conta a coordenadora de CPG/Prevenção às drogas e Educação sexual, Estela Zanini. “A comunicação oral foi a respeito de um trabalho desenvolvido com o 9.o ano do Ensino Fundamental, sobre direitos sexuais – diversidade e igualdade, privacidade e educação/ prevenção. Para a exposição no Congresso levamos alguns exemplos destes trabalhos”, completa.

O pôster apresentado teve como conteúdo um levantamento feito com meninas do 1.o ano do Ensino Médio, coordenado pela professora Meire de Bartolo, sobre a primeira ida ao ginecologista. Os trabalhos suscitaram bastante interesse e curiosidade na comunidade intelectual presente. “Éramos praticamente a única escola de ensino fundamental presente. A realidade da Educação sexual em sala de aula gerou interesse dos profissionais presentes, que se impressionam com a qualidade dos trabalhos que apresentamos”, explicou a professora Cândida.