Livro “Álcool e Drogas na Adolescência” é lançado no Band

O livro Álcool e Drogas na Adolescência: Um guia para pais e professores, escrito pela psicóloga Ilana Pinsky e pelo Orientador Educacional Cesar Pazinatto, foi lançado no Bandeirantes em duas palestras para pais e educadores.

Professora Estela e a psicóloga Ilana

Professora Estela Zanini e a psicóloga Ilana Pinsky

A publicação, que ainda conta com a colaboração da Coordenadora de CPG (Convivência  em Processo de Grupo), Estela Zanini, traz informações e práticas sobre como tratar a questão das drogas e das bebidas alcoólicas com os jovens.

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A obra consiste em 28 perguntas frequentes sobre como lidar com o assunto com os adolescentes, além de práticas realizadas em CPG.

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Cesar Pazinatto afirmou a intenção do livro é dividir com as pessoas estas indagações e a experiência do Band. “As aulas do CPG sobre prevenção de drogas e sexualidade sempre foram referência entre as escolas. É um trabalho muito conceituado”, explicou o coautor.

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A coordenadora Estela escreveu o prefácio e uma parte do livro destinada a explicar as experiências dos alunos com o CPG, implantado nas salas de aula desde 1992. “Buscamos inserir no livro atividades, desde dinâmicas até filmes, já feitas nas aulas de CPG para servir de inspiração para uma conversa entre pais e filhos”, contou.

Estela explicou que a importância de trazer o lançamento do livro é a de aproximar o Colégio da família dos alunos. Ana Lepsch, mãe de aluno, acredita que é fundamental que o Band traga este tipo de discussão para o Colégio. “Nossos filhos passam muito tempo na escola, por isso os professores sabem muito mais sobre a convivência deles com os colegas”, comentou.

“Contato constante dos pais com os filhos pode evitar que eles se envolvam com álcool e drogas”

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Dra. Ilana Pinsky

Entrevista na Rádio CBN com Ilana Pinsky, psicóloga formada pela USP, doutora em Psicologia Médica pela Universidade Federal de São Paulo e pós-doutora pelo Robert Wood Johnson Medical School, nos EUA.
Ilana é co-autora do livro “Álcool e drogas na adolescência: um guia para pais e educadores da Editora Contexto.

Você ouve a entrevista aqui.

 

 

 

 

Álcool e drogas na adolescência: Um guia para pais e professores

A equipe de CPG através de sua coordenadora Maria Estela B. Zanini e do professor Cesar Pazinatto participaram da elaboração do livro “Álcool e drogas na adolescência: Um guia para pais e professores”.

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Cesar é co-autor com a Dra. Ilana Pinsky, psicóloga especialista em adolescentes. Estela como colaboradora detalhou algumas atividades desenvolvidas pela equipe de CPG durante as aulas.
O lançamento ocorrerá no dia 16 de outubro a partir das 18h30 na Livraria Cultura do Conjunto Nacional na Av. Paulista.

Clique aqui para ver o convite eletrônico

 

 

O impacto da legalização das drogas – Dr. Kevin Sabet

No ultimo 23 de agosto, participamos da palestra e o debate promovido pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) no Palácio dos Bandeirantes.

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Dr. Kevin Sabet

 

Sabet foi conselheiro do Presidente Barack Obama e é um dos maiores especialistas nesse tema.

Ele apresentou dados importantes e inéditos sobre a experiência da legalização nos EUA.

Abaixo você assiste aos dois vídeos.

Aproveitamos também disponibilizar um outro link do site da SPDM: “O lado B maconha medicinal”

Equipe CPG

 

26 de junho-Dia Mundial Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas

No dia 26 de junho, todo o ano, a ONU (Organização das Nações Unidas) comemora o Dia Mundial Contra o Abuso e o Tráfico Ilícito de Drogas.

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A data existe desde 1987, e a cada ano tem um tema diferente.

O vídeo abaixo é de anos anteriores, mas ainda é atual, interessante, sutil.

Você pode curtir a página da campanha no Facebook ou acessar o site e obter mais informações.

Clicando na imagem abaixo, é possível fazer o download de um livreto com várias informações sobre drogas.

 

Campanhas de prevenção 9.os anos 2012

As campanhas de prevenção dos 9.os anos/2012 representam uma reflexão criativa das informações a respeito das drogas e seus males. A produção dos alunos encerra o tema “drogas”, desenvolvido ao longo do curso de CPG do Ensino Fundamental. Os trabalhos propõem uma conscientização, sem deixar de lado o humor e a sensibilidade. Vale a pena vê-los.

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Maconha artificial

Estados Unidos tentam fechar cerco contra maconha artificial

Ingrid Tavares
Do UOL, em São Paulo

24/09/2012

Os Estados Unidos entram em uma nova fase na luta contra as drogas nesta semana. Após uma investigação que buscou provas em todo o país desde o Ano-Novo de 2012, as autoridades devem indiciar três pessoas pela produção e distribuição de maconha artificial.
“O spice [gíria em inglês para maconha artificial] é bem popular tanto nos Estados Unidos quanto no Reino Unido há alguns anos. O relatório de drogas da ONU, que é feito por um escritório bem formal e distante das ruas, começou a dar destaque para ele no fim da década passada, em 2009, mas é um fenômeno dos anos 2000”, explica o jornalista Tarso Araujo, autor do Almanaque das Drogas, da editora Leya.
Para driblar a legislação dos EUA, a droga extraída da planta Cannabis passou a ser também fabricada em laboratórios caseiros com um processo químico lucrativo e, até então, legalizado. A maconha artificial é uma mistura feita de ervas, incenso, grama, acetona e canabinoides sintéticos importados da China e da Índia.
Mas agora, Dylan Harrison, John Shealy e Michael Bryant, sócios da empresa Mr. Nice Guy, podem ficar até 30 anos atrás das grades por comercializar mais de cem pacotes com ervas medicinais “turbinadas” com elementos químicos por semana.
Brecha
Identificados por siglas alfa-numericas, esses químicos eram permitidos, pois imitavam os efeitos da droga sem trazer na sua composição o THC (tetrahidrocanabinol) ou outras substâncias psico-ativas proibidas da maconha. Quando a Justiça descobria qual o canabinoide sintético comercializado, os fabricantes mudavam a fórmula e vendiam uma nova droga no lote seguinte, mantendo-se sempre à frente da lei.
“Esses elementos são perigosos porque são mais potentes do que os canabinoides ‘naturais’ da maconha. Estudos apontam que eles se encaixam com mais intensidade nos receptores de canabinoides que existem em várias partes do nosso organismo – do hipocampo ao sistema gástrico, que regula nosso apetite”, afirma Araujo.
A maconha tem uma sigla menos conhecida, o CBD, mas que faz um importante contraponto no cérebro das pessoas aos males provocados pelos canabinoides. “O canabidiol [CBD] é outro componente da planta da maconha, mas que não traz esses efeitos nocivos, como ataques de ansiedade e esquizofrenia provocados pelo THC”, explica o neuropsicólogo Paulo Jannuzzi Cunha, pesquisador do IPq (Instituto de Psiquiatria) do Hospital das Clínicas. “Ele mimetiza o efeito de relaxamento, por exemplo, mas não chega a trazer o efeito mais danoso no cérebro que o THC carrega e que causa o ‘barato’ maior.”
A ausência do CBD na substância de laboratório pode explicar o porquê de a droga ser mais nociva (e preocupante) do que a “original”. Relatos médicos indicam que os usuários da maconha artificial apresentaram sérios transtornos psiquiátricos quando não ficavam catatônicos.
“Essas drogas têm dois aspectos que facilitam o uso e atraem os jovens para o consumo: o acesso fácil e também o fator de risco desconhecido, que se encaixa no perfil do jovem, que não se importa com as consequências”, lembra Cunha, especializado em dependentes químicos.
O imbróglio
A Justiça começou a combater o uso descontrolado da maconha sintética há dois anos, quando um ato proibiu o uso de cinco substâncias bastante populares, entre elas JWH-018, AM-2201 e HU-210, e, principalmente, seus análogos.
Mas os advogados dos três empresários de Miami alegam que eles comercializavam um composto bem diferente, fato que os protegeu até julho. Mas há dois meses, o presidente Barack Obama baniu todos os tipos de canabinoides artificiais, enquadrando o grupo de vez.
“UR-144 é um dos componentes estruturalmente diferente das substâncias banidas e muito difícil de ser enquadrado na lei dos análogos. Basicamente, eles mudaram uma molécula e a substituíram por um novo grupo químico. O produto com UR-144 não vai causar euforia, alterar a percepção nem mexer nas habilidades motoras, e isso não é uma mudança pequena”, alegam Thomas Wright e Spencer Siegel à imprensa norte-americana.
O escritório da dupla ficou especializada em prestar assessoria jurídica, ao custo mensal de US$ 3.500, a vários fabricantes e distribuidores de drogas sintéticas no país. O caso da empresa Mr. Nice Guy é um emblema contra a fragilidade do sistema jurídico que, segundo a dupla, não está preparado para entender a questão das drogas sintéticas.
“Além da proibição de novas drogas sintéticas não ter efeito prático, ela dá condições para o mercado negro. O movimento de proibir essas drogas gera substâncias em que o controle de qualidade é muito baixo e que não têm testes clínicos. É um tiro no pé, na minha opinião”, conclui o autor do Almanaque das Drogas.

3 X Crack

Três noticias sobre o crack envolvendo três estados brasileiros.

A fonte principal das notícias é o Blog Dependência Química.

Crack resiste e com ele sujeira se alastra pelo centro de SP

Folha de S. Paulo

LAURA CAPRIGLIONE
DE SÃO PAULO

A rua Dino Bueno, no centro da cidade, retomou o pulso, coração da cracolândia que é. Na semana passada, 200 homens, mulheres e crianças acotovelavam-se na esquina com a rua Helvétia.

Todos disputavam pedras de crack que uma mulher de cabelos loiros oxigenados distribuía. “É nóis, é nóia”, sintetizou o autônomo Antônio Goulart, 45, usuário da droga, sobre a natureza da aglomeração.

“Eu teria vontade de rir se o problema não fosse comigo. Está tudo como antes”, disse à Folha a manicure Olinda de Jesus, 56, que vive em um prédio na praça Júlio Prestes. “É insuportável a sujeira, a bagunça, o barulho. Muita gente já saiu daqui [por não aguentar].”

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Usuários de crack se multiplicam em bairros de Cuiabá

Mídia News

Morada da Serra, Centro-Norte, Porto, Osmar Cabral e Distrito industrial são os pontos mapeados.

KATIANA PEREIRA DA REDAÇÃO

Um mapeamento feito pela Secretaria Nacional Antidrogas, em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), traça um cenário das “cracolândias” nas capitais brasileiras. Diz no mapeamento que, nessas regiões, é comum o consumo de crack e merla.

Em Cuiabá, os dados apontam para os bairros Morada da Serra, Centro-Norte (Centro Histórico), Porto, Osmar Cabral e Distrito industrial. Nessas regiões, as “cracolândia” são itinerantes e vão se movimentando segundo o ritmo das incursões policiais e de brigas entre traficantes.

Um levantamento feito pela Polícia Civil mostra que foram cadastradas 140 pessoas que estavam em “situação de rua” e atuam como “flanelinhas” para sustentarem o vício.

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´Feminização´ do crack fortalece o circuito da droga em Fortaleza

Diário do Nordeste

Vulnerabilidade

Histórias contadas por usuárias comprovam o poder do crack e a ligação da droga com a violência e a pobreza

Um ser forte, muitas vezes matriarca, apoio emocional e social de uma família, sensíveis aos problemas do mundo, geradoras de renda, agraciadas por carregar no ventre a humanidade. As mulheres são seres especiais, mas, apesar de toda essa fortaleza, um inimigo tem conseguido atingir de forma cruel, desumana e devastadora parte das meninas, adolescentes e adultas do sexo feminino: o crack.

Através desta “feminização”, dia após dia, o circuito das drogas vem se fortalecendo na Capital. Em várias esquinas da cidade, é possível encontrar perfis diversificados de mulheres sob efeito do crack. Existem as crianças e adolescentes usuárias, as mulheres que viram moradoras de rua por conta da dependência, as filhas dessas mulheres que caem na total vulnerabilidade social, as que se prostituem para comprar o crack e as que ganham a vida traficando para sustentar os próprios vícios.

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2,6 milhões de usuários de crack e cocaína no Brasil

Ontem foram divulgados os resultados do II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) realizado pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Inpad (Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas).

Hoje vários jornais e portais divulgaram os resultados. Abaixo, você tem acesso aos principais.

País tem 1,4 milhão de dependentes de cocaína

Levantamento inclui pessoas que usaram o entorpecente em pó, injetado ou fumado

AFONSO BENITES
DE SÃO PAULO – Folha de São Paulo
Nos últimos 12 meses cerca de 2,8 milhões de brasileiros consumiram cocaína. Nesse universo estão os que a inalaram, os que a injetaram e os que a fumaram em suas mais diversas formas -crack, óxi e merla.

Desse total, quase a metade, 48%, tornou-se dependente.

Os dados constam do “2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas – o uso de cocaína e crack no Brasil”, divulgado ontem pela Universidade Federal de São Paulo e pelo Inpad (Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e outras Drogas).

A pesquisa, feita com 4.607 entrevistados de 149 municípios de todo o país, constatou que atualmente há mais pessoas viciadas em cocaína e em crack do que em maconha: 1,4 milhão contra 1,3 milhão.

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País tem 2,6 milhões de usuários de crack e cocaína

 

Metade deles é dependente e substância inalada é a principal forma de consumo, segundo estudo do Inpad
Fernanda Aranda

– iG São PauloUma pesquisa divulgada hoje (5) mostra que o Brasil tem 2,6 milhões de usuários de crack e cocaína, sendo metade deles dependente (1,3 milhão). Deste total, 78% cheiram a substância exclusivamente (consumida na forma de pó); 22% fumam (crack ou oxi) simultaneamente e 5% consomem apenas pelos cachimbos, que já viraram marcas registradas das áreas degradas e conhecidas como cracolândias.

O estudo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), unidade de pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mostra ainda que, do total de usuários, 1,4 milhões (46%) são moradores da região Sudeste e 27% residem no Nordeste. No ranking de regiões, o Norte aparece em 3º lugar (10%) empatado com o Centro-Oeste. O sul, com 7% de concentração, está em último lugar.

“Fizemos as análises por classe econômica e, diferentemente do esperado, não houve nenhuma diferença estatística. O padrão de consumo de cocaína, seja aspirada ou fumada, é o mesmo entre os ricos ou entre os pobres”, afirma uma das autoras do estudo, a psicóloga Clarice Sândi Madruga. “Uma das hipóteses para este cenário é que o preço da cocaína está muito mais barato, o que facilita o acesso.”

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Leia também: Cerca de 1,5 milhão de pessoas consomem maconha diariamente, aponta estudo

Veja os efeitos do crack no corpo

Brasil é o 2º consumidor mundial de cocaína e derivados, diz estudo

Mais de 6 milhões de brasileiros já usaram cocaína, crack, óxi ou merla.
Unifesp divulgou segunda parte de levantamento detalhado sobre drogas.

Luna D’AlamaDo G1, em São Paulo

O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e divulgado nesta quarta-feira (5). O estudo mostra que o país responde hoje por 20% do mercado mundial da droga.

Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Entre esse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez e 1 milhão foram usuários de alguma dessas três drogas no último ano.

Só nos últimos 12 meses – ou seja, de janeiro a março de 2011 até o mesmo período de 2012, quando as pessoas foram entrevistadas –, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes brasileiros consumiram cocaína sob alguma forma.

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29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

29 de agosto: Dia Nacional de Combate ao Fumo

504 cigarros é o consumo per capita.

9,2% de meninos e 13,2% de meninas, entre 13 e 15 anos, são usuários.

185 milhões de dólares é o custo direto.

35,5% dos jovens entre 13 e os 15 anos são fumantes passivos em suas residências.

Os dados acima são referentes ao nosso País e junto com outros dados mundiais estão disponíveis na 4ª edição do “The Tobacco Atlas” publicado pela American Cancer Society em conjunto com a World Lung Foundation.

Tentando minimizar esses números, o Brasil, no dia 29 de agosto, comemora o Dia Nacional de Combate ao Fumo. Desde 1986, quando tiveram início, as campanhas são temáticas. A deste ano dá continuidade à estratégia do Dia Mundial sem Tabaco focando o impacto socioambiental da indústria do fumo. Principalmente no que diz respeito ao meio ambiente.

O público alvo são jovens e adultos entre os 16 e os 50 anos. Uma opção muito importante quando se sabe que a experimentação acontece entre os 13 e os 25 anos.

Em seu site, o Instituto Nacional do Câncer informa: “Além dos danos à saúde (como diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, dentre mais de 50 doenças diretamente relacionadas ao tabagismo), ao longo da cadeia de produção do tabaco há fatores que afetam o meio ambiente e toda a sociedade: desmatamento, uso de agrotóxicos, agricultores doentes, incêndios e poluição do ar, das ruas e das águas”

Ainda segundo o INCA, a indústria do fumo atrapalha a vida escolar das crianças que vivem nas regiões produtoras. A colheita interfere em nosso desenvolvimento ao antecipar o final do ano letivo para poder se utilizar da mão-de-obra infantil.

Fumo passivo

600.000 fumantes passivos morreram em 2011. Na sua maioria, mulheres e crianças.

Pré adolescentes não fumantes, mas expostos ao fumo passivo podem desenvolver sintomas de dependência de nicotina.

Outros estudos revelam que pessoas expostas ao fumo passivo têm risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão, 30% mais risco de sofrerem doenças cardíacas e 25% a 35% mais riscos de terem doenças coronarianas agudas. Sem falar na propensão à asma e à redução da capacidade respiratória.

Pensando nisso, a Lei Federal 12.546/2011 aprovada pela presidente Dilma Roussef é um grande avanço, pois proibiu, em todo o País, o fumo em recintos coletivos fechados.

Desta forma o Brasil reforça sua intenção de cumprir artigo 8º da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), que determina que os países que assinaram o documento adotem medidas para proteger a população dos riscos do tabagismo passivo em ambientes públicos, locais de trabalho e meios de transporte.

Mais alguns fatos sobre o tabaco:

No Brasil, pelo menos, 2.655 não-fumantes morrem a cada ano por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. O que equivale dizer que, a cada dia, sete brasileiros que não fumam morrem por doenças provocadas pela exposição à fumaça do tabaco.

50% dos fumantes morrem em consequência de problemas causados pelo hábito de fumar.

Segundo a OMS, a poluição tabagística ambiental, resultado da fumaça exalada pelo fumante, é a maior causa de poluição de ambientes fechados e a terceira maior causa de morte evitável no mundo.

A cada tragada o fumante inala cerca de 4.700 substâncias tóxicas.

O monóxido de carbono da fumaça do cigarro reduz o nível de oxigênio no sangue do bebê. A nicotina restringe o fluxo sanguíneo da mãe para a criança, acarretando baixo peso.

Um ano depois o hálito está impregnado de nicotina e alcatrão e, às vezes, dentes e dedos amarelados.

O fumante passivo, a curto prazo, apresenta irritação nos olhos, tosse, dor de cabeça e aumento de alergias.

Em 7 segundos a nicotina atinge o cérebro e inicia um processo de dependência semelhante ao da cocaína, da heroína e do álcool.

O ar poluído contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até 50 vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

(Fontes: Ministério da Saúde, NIDA, OMS, Hospital das Clínicas, GREA)