Entrevista com Hubert Sacy, diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool

Com o objetivo de aprofundar a temática iniciada em post anterior sobre como os pais podem lidar com questões relativas ao álcool e à adolescência, trazemos uma breve fala de Hubert Sacy – diretor geral da ONG canadense Éduc’alcool, cujo propósito principal é disponibilizar informações adequadas sobre álcool. Em sua declaração, comenta a importância dos pais no processo de prevenção e dá algumas dicas de como abordar a temática no cotidiano com os filhos.

Hubert foi uma das pessoas que trabalhou para mudar a relação dos canadenses com bebidas alcoólicas. No comando da Éduc’alcool, em Quebec, há 15 anos, contribuiu para que a cidade alcançasse a última posição no Canadá em termos de embriaguez e intoxicação. Ao contrário do que poderíamos imaginar, essa posição não foi alcançada através de campanhas moralistas, mas por meio de campanhas bem-humoradas e irônicas em relação ao consumo de bebidas alcoólicas.

Confira sua declaração no vídeo abaixo!

Entrevista retirada do site CISA (Centro de Informações sobre Saúde e Álcool)

Projeto “Álbum de família”

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Sua mãe e eu,

Seu irmão e eu,

E os pais da sua mãe (…)

Lhe damos as boas vindas,

boas vindas…

(Boas vindas, Caetano Veloso)

Durante o primeiro bimestre deste ano, os alunos dos 7os anos do Colégio Bandeirantes participaram do Projeto “Álbum de família” que lhes apresentava um desafio: definir e compreender o conceito de família, assim como perceber a sua diversidade de tipos. O projeto desenvolvido também visava ajudar os alunos a perceber as influências positivas da família na formação da sua personalidade e a reconhecer-se como um dos seus membros influentes. O objetivo final foi a elaboração do “Álbum de Família” com registros e impressões pessoais dos alunos sobre o conceito trabalhado.

Como inicio do projeto, foram selecionadas letras de músicas que apresentam de forma diferenciada o tema “família”: Eu (Paulo Tatit), Boas vindas (Caetano Veloso) e Família (Titãs). Os estudantes puderam perceber a existência de diferentes formações familiares e iniciar o processo individual de identificação com a sua família. Em um segundo momento, resgataram a historia da sua origem e construíram a sua árvore genealógica.

Já nas aulas de Laboratório de Espanhol, em uma parceria interdisciplinar, realizaram oralmente a apresentação “Mi persona especial”, com a descrição e o reconhecimento da importância na sua vida de um parente escolhido por eles. Esta atividade também está presente por escrito no “Álbum de família”. Para finalizar, após assistirem a diferentes trechos de animações, cujos temas se referem à importância da família e à definição de seu conceito, os alunos chegaram às suas próprias definições e também as registraram por escrito.

Alguns exemplos das atividades desenvolvidas estão abaixo.

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Pais de alunos novos conhecem melhor o Band

Quando um estudante ingressa em um novo Colégio, além de ser bem acolhido pela instituição, seus pais também precisam se sentir a vontade e seguros com a educação que seus filhos receberão. Para auxiliar nessa aproximação e desejar boas vindas, o Band convida os pais de alunos novos para participar de uma reunião organizada pela Orientação Educacional.

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Vera Malato, Orientadora Educacional

A reunião acontece no inicio do período letivo e é dedicada aos pais dos alunos que ingressam no Ensino Fundamental. “Nosso principal objetivo é auxiliar na adaptação do aluno, Nessa oportunidade, conseguimos ampliar a rede de apoio que eles merecem”, explicou a coordenadora do Departamento de Orientação Educacional, Vera Malato.

No encontro, diversos profissionais falam sobre aspectos do cotidiano do Band: a coordenadora Vera explica mais sobre o Departamento de Orientação e o funcionamento do sistema da avaliação, um dos coordenadores de Tecnologia conta sobre a comunidade virtual do colégio e Dra. Beatriz Salles Aguiar explana sobre o funcionamento do ambulatório.

“Percebemos que os pais se sentem acolhidos. Queremos que ao fim da reunião, eles saibam em profundidade como funcionam os departamentos e serviços do Band e todas as possibilidades do Colégio”, concluiu Vera.

Conversando sobre sexo… com os pais

Maria Estela B. Zanini e Maria Helena Vilela

A conversa sobre sexo na família deveria ocorrer naturalmente e com uma freqüência adequada às necessidades de cada jovem, da mesma forma que se conversa sobre outros assuntos, como esporte, estudo ou lazer. No entanto, isso nem sempre acontece. Para muitos pais, falar sobre sexo ainda é uma dificuldade e, conseqüentemente, para os filhos, também. É um nó ainda muito bem atado por anos e anos, em que sexo era norteado por um padrão de comportamento social rígido – um tema que não se podia trazer à tona.

Hoje as circunstâncias são outras. Nos anos 60 e 70, os jovens conseguiram fazer da liberdade sexual uma bandeira e afrouxar gradativamente o nó da repressão, transformando a educação sexual, que antes era padronizada, em uma educação personalizada. E para tanto, a conversa sobre sexo em família é fundamental.

O valor dos pais

Nunca os jovens foram tão informados sobre sexo como agora. Jornais e revistas têm sempre um espaço exclusivo para o adolescente se informar sobre sexualidade. Canais de TV e emissoras de rádio investem em entrevistas com sexólogos e programas do tipo “Talking Show” (perguntas e respostas). As escolas abordam o tema em sala de aula, e se o adolescente ainda tiver dúvidas, há sites na Internet que falam dos mais variados assuntos da vida sexual. Mas, quando o adolescente não tem diálogo com os pais, toda informação não impede que o jovem ainda fique confuso e dividido diante de alguns temas, principalmente aqueles que se referem às escolhas pessoais, como por exemplo, virgindade, fidelidade, namoro. É que existe um espaço na educação sexual que só a família pode preencher – o acolhimento.

É na conversa com os pais que o jovem pode conquistar o respeito, a consideração e o abrigo para seus problemas sexuais, como também encontrar a referência de que precisa para tomar decisões. Não é à toa que as pesquisas mostram que os jovens que têm a oportunidade de conversar com os pais sobre sexo têm mais facilidade para tomar decisões assertivas como, por exemplo, prevenir-se de uma gravidez.

Início de conversa

O mais difícil é quebrar o silêncio; mas existem formas de se puxar uma conversa sem que isso gere um mal-estar ou um julgamento precipitado. Uma delas é comentar um caso ou situação divulgada na televisão ou nos jornais; outra é ler um artigo sobre o tema de sua escolha para os pais e pedir a opinião deles; ou ainda, perguntar como eles faziam para resolver determinado assunto (aquele do seu interesse) na sua adolescência. Não há nada mais gostoso para um pai ou uma mãe que perceber o interesse do(a) filho(a) pelas histórias de sua época. Assim, se você tem vontade de conversar sobre temas relacionados à sexualidade com seus pais, mas ainda não conseguiu tocar nesse assunto, estas sugestões podem ser um bom começo. Mas atenção! Inicie a conversa com temas que não levem ao constrangimento, seu ou de seus pais, e, gradativamente, à medida que perceber que há espaço, vá tornando este diálogo mais íntimo e de acordo com os seus interesses.

Conversar sobre sexualidade é uma experiência que vale a pena! Mesmo aqueles pais que os adolescentes acreditam ser “caretas”, muitas vezes, surpreendem positivamente.