Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids – 1º de dezembro

Hoje comemora-se o Dia Mundial de Luta Contra a Aids. No Brasil a campanha deste ano visa conscientizar  jovens homossexuais de 15 a 24 anos das classes C, D e E. A ação discute as questões relacionadas à vulnerabilidade ao HIV/aids, na população prioritária, sob o ponto de vista do estigma e do preconceito. Além disso, a ideia é estimular a reflexão sobre a falsa impressão de que a aids afeta apenas o outro, distante da percepção de que todos estamos vulneráveis.

Na Organização Mundial da Saúde (OMS) a ênfase é por estender o tratamento anti- retroviral a todas as pessoas portadoras do HIV e com isso acabar com a epidemia de AIDS em uma geração.

World Aids Day: Getting to Zero é o mote da campanha.

Abaixo os infográficos que ilustram a campanha.

aids 1

aids 2

 aids 3

Fontes: http://www.aids.gov.br/pagina/dia-mundial-aids
http://www.who.int/campaigns/aids-day/2015/en/

A leveza e a alegria na Educação Sexual

Mary Neide Damico Figueiró

Trabalhar com Educação Sexual é um desafio que exige constante capacitação para lidar com os temas da sexualidade e também com as pessoas e seus valores e sentimentos. Assim, para o educador aprofundar-se nesses temas, não bastam leituras ou informações científicas; o educador deve  também refletir sobre si mesmo, sobre o mundo e seus valores. Aparentemente questionar tabus, conceitos e comportamentos parece ser tarefa difícil, penosa, porém o minicurso da Educadora Sexual, Mary Neide Damico Figueiró, da Universidade Estadual de Londrina, provou que é possível lidar com temas árduos de forma delicada e leve, sem perder o sentido da seriedade necessária à capacitação do educador.

No último dia 19 de maio, o grupo de CPG passou por uma capacitação com a Dra. Mary Neide e pôde reciclar informações, refletir sobre seu trabalho a partir de contribuições teóricas e também de atividades lúdicas e poéticas. Dessa forma o grupo reafirmou a importância da educação sexual, não apenas na escola, como também na vida. Dentre os muitos ganhos do minicurso, a palestrante brindou o grupo com poemas da poetisa paranaense, Helena Kolody. Neste poema a seguir, fica a mensagem de como o obstáculo pode servir de estímulo, tanto para vida, quanto para a educação:

 

Desafio

 

A vida bloqueada

instiga o teimoso viajante

a abrir nova estrada.

 

Direitos sexuais – Campanha dos alunos do 9º ano de 2011

“Efetivamente, a principal tarefa da educação sexual é substituir a monótona atitude de curiosidade pelas coisas do sexo por uma atitude nova, de respeito e Inteligência”. Naumi de Vasconcelos

A amostra do trabalho dos alunos do nono ano sobre Direitos Sexuais revela um olhar novo sobre a sexualidade na vida cotidiana. As campanhas iluminaram os preconceitos e os desconhecimentos, abrindo espaço para a reflexão inteligente, sem deixar de lado o humor e a sensibilidade.

Dentre os direitos sexuais, foram destacados o direito à privacidade, à igualdade, à educação.

Clique nas imagens para ver os trabalhos.

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[youtube fNhH5Ky3iiM]

A sexualidade no túnel do tempo

O mundo mudou muito nos últimos sessenta anos! Os jovens que “ficam” e namoram com liberdade nem imaginam como eram os tempos da vovó. Nos anos 50, chamados anos dourados, a distinção entre os papéis masculino e feminino era bem nítida: o homem era o chefe da casa e a mulher lhe devia respeito e obediência. Na família modelo dessa época, o homem sustentava o lar e a mulher se ocupava com os cuidados da casa e dos filhos. De acordo com esse modelo, as características próprias da feminilidade eram o instinto materno, a pureza, a resignação e a doçura. Em relação ao exercício da sexualidade, a moral favorecia as experiências masculinas e restringia as femininas ao casamento.

Ser mãe, esposa e dona de casa era considerado o destino natural das mulheres, por isso, desde cedo, a menina era educada para as prendas domésticas.

As revistas da época classificavam as jovens em duas categorias: moças de família e moças levianas. As primeiras tinham respeito social, a possibilidade de se casar e tornar-se a “rainha do lar”; as segundas eram alvo do desprezo social, que as considerava quase prostitutas.

As moças de família deviam se comportar bem para não ficarem “mal faladas”: respeitar os pais, preparar-se para o casamento e preservar sua virgindade. É claro que, para se casar, precisavam namorar, mas sempre “dando-se ao respeito”, isto é, controlando-se para não ceder ao desejo do namorado. Desse modo a educação feminina tinha ênfase no autocontrole, na capacidade de distinguir o certo e o errado que eram bem claros na vida social. A máxima da época era a seguinte: o que se oferece, não tem valor.

As levianas eram aquelas que os rapazes namoravam, mas com quem não casavam. As moças não virgens, que pretendiam casar, ou pelo menos conservar o respeito social, procuravam manter sua condição em segredo.

O namoro era considerado etapa preparatória para o noivado e o casamento. Embora a escolha matrimonial não coubesse mais aos pais, estes tinham muita influência sobre os namorados, aprovando, fiscalizando e controlando o tipo de namoro. O noivado era um compromisso formal com o matrimônio, um período de preparativos para a vida de casados. Os rapazes compravam a casa, os móveis e as moças preparavam o enxoval. Mesmo durante o noivado, as relações sexuais eram interditadas, uma vez que a noiva deveria manter sua virgindade até a noite de núpcias. No entanto, a sociedade “permitia” ao noivo que tivesse aventuras sexuais com outras, que eram as “levianas”.
De lá para cá, muita coisa mudou: as mulheres passaram a trabalhar fora de casa, houve uma revolução sexual e de costumes, o feminismo questionou os papeis tradicionais de homens e mulheres. Mas parece que ainda restam vestígios daquele tempo! Ainda é comum ouvirmos que uma menina é de família e a outra… (bem, os nomes mudaram, mas o sentido é o mesmo). Ainda se vê de maneira preconceituosa a garota que assume sua sexualidade e carrega, por exemplo, uma camisinha na bolsa.

É tempo de repensar os papeis de homens e mulheres, afinal o mundo mudou: surgiram o computador, o celular, a internet… E com eles relações mais livres de preconceitos e mais baseadas no afeto.